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Alpinista condenado por deixar namorada morrer em montanha na Áustria

Alpinista austríaco é condenado a cinco meses de prisão condicional e multa por deixar namorada morrer de hipotermia em montanha.

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Foto: G1 Mundo
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20/02 às 12:02 · atualizado 19:01

Pontos principais

  • Thomas P., de 37 anos, foi condenado a cinco meses de prisão em liberdade condicional e multa de 9.600 euros por homicídio culposo por negligência grave.
  • A namorada, Kerstin G., faleceu de hipotermia em janeiro de 2025, após ser abandonada pelo alpinista perto do cume do Grossglockner, a montanha mais alta da Áustria.
  • A promotoria e o juiz apontaram erros graves de Thomas P., incluindo planejamento inadequado, falta de equipamentos e subestimação da inexperiência da namorada em escaladas de inverno.
  • A defesa argumentou que o casal não solicitou socorro inicialmente por se sentir bem e que Kerstin piorou subitamente, sendo deixada sozinha por Thomas para buscar ajuda.
  • Uma ex-namorada testemunhou que o réu já a havia deixado sozinha em uma montanha em 2023, adicionando um precedente ao histórico de negligência.

Um tribunal na Áustria condenou Thomas P., de 37 anos, a cinco meses de prisão em liberdade condicional e multa de 9.600 euros por homicídio culposo por negligência grave. Ele foi considerado responsável pela morte de sua namorada, Kerstin G., por hipotermia na montanha Grossglockner em janeiro de 2025. O alpinista, mais experiente, foi acusado de erros sérios, como planejamento inadequado, falta de equipamentos e subestimar a inexperiência da vítima em escaladas de inverno, além de demorar a acionar o resgate, mesmo com um helicóptero por perto. A defesa alegou que o casal não pediu socorro inicialmente e que Kerstin piorou subitamente, sendo deixada sozinha por Thomas para buscar ajuda.

O caso reacendeu o debate sobre a responsabilidade legal em acidentes de montanha na Áustria. O juiz considerou Thomas mais experiente que Kerstin e que o casal deveria ter recuado, mas não o viu como assassino intencional. O testemunho de uma ex-namorada, que relatou ter sido deixada sozinha em uma montanha pelo réu em 2023, adicionou um precedente ao histórico de negligência do alpinista.

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