Câmara do Recife rejeita impeachment de João Campos após polêmica em concurso
A Câmara Municipal do Recife arquivou o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos, protocolado devido à controvérsia na nomeação de um procurador após alteração de resultado de concurso público.
Pontos principais
- A Câmara Municipal do Recife rejeitou o pedido de impeachment de João Campos por 25 votos a 9.
- O pedido foi motivado pela nomeação de Lucas Vieira Silva como procurador, após alteração do resultado de um concurso público.
- Lucas Vieira Silva, filho de um juiz e uma procuradora, apresentou laudo de TEA dois anos após a homologação do concurso para justificar a mudança.
- A nomeação foi suspensa após repercussão negativa e questionamentos de associações de procuradores.
- João Campos classificou as críticas como 'oportunismo eleitoral', negando preocupação com o caso.
A Câmara Municipal do Recife decidiu arquivar o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB), com 25 votos contrários e 9 favoráveis à abertura do processo. A solicitação de afastamento do prefeito surgiu após a polêmica envolvendo a nomeação de Lucas Vieira Silva para o cargo de procurador do município. A controvérsia se deu porque Lucas, filho de um juiz e uma procuradora do Tribunal de Contas, teve o resultado do concurso alterado em seu favor, após apresentar um laudo médico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) dois anos depois da homologação do certame.
A nomeação de Lucas Vieira Silva foi suspensa devido à forte repercussão negativa e aos questionamentos de associações de procuradores, como a APMR e ANPM, que repudiaram a alteração do resultado. O prefeito João Campos, por sua vez, minimizou o episódio, classificando as críticas como 'oportunismo eleitoral' e negando qualquer preocupação com o caso, apesar da pressão pública e das entidades de classe.
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