Janeiro de 2026 apresentou um número alarmante de 4.347 focos de calor no Brasil, o dobro da média mensal e o sexto maior registro desde 1999, com destaque para estados do Norte e Nordeste afetados pela seca.
Janeiro de 2026 registrou um aumento preocupante nos focos de calor no Brasil, atingindo 4.347 ocorrências, o que representa o dobro da média para o mês e o sexto maior número desde 1999. Este cenário é particularmente crítico em estados como Pará, Maranhão, Ceará e Piauí, que estão sob influência de secas severas. A situação é agravada pela seca persistente no Nordeste e pela diminuição das chuvas na Região Norte, criando condições propícias para a proliferação desses focos.
O Maranhão, em particular, já superou seu recorde histórico de focos de calor para o mês de janeiro, apesar dos esforços do governo local em intensificar ações de prevenção e combate, incluindo campanhas educativas e uso de novas tecnologias. Embora órgãos estaduais como a Semas do Pará e a Sema do Ceará analisem os dados com cautela, ressaltando que focos de calor não são sinônimo de incêndios florestais e que análises de curto prazo não definem tendências anuais, o volume registrado aponta para a necessidade de monitoramento contínuo e ações preventivas diante das condições climáticas adversas.