Ativistas de direitos humanos acusam o Irã de utilizar a televisão estatal para transmitir "confissões" forçadas de detidos, obtidas sob tortura, com o objetivo de dissuadir dissidentes e legitimar a repressão a protestos. A Human Rights Activists News Agency (HRANA) registrou um número "sem precedentes" de 240 dessas "confissões forçadas", que são usadas para humilhar os opositores e justificar as ações do regime teocrático. Organizações como a Anistia Internacional classificam esses vídeos como "propagandísticos", enquanto a ONU exige o "fim da repressão".
Essa prática ocorre em um contexto de intensa repressão, onde milhares de pessoas foram detidas e mais de 6 mil morreram em protestos recentes. Casos anteriores de "confissões forçadas" já resultaram em execuções, inclusive de cidadãos estrangeiros, como a francesa Cecile Kohler, evidenciando a gravidade e as consequências letais dessa tática do governo iraniano.
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