Portugal realiza eleições presidenciais com uma disputa acirrada entre esquerda, centro-direita e extrema direita, indicando a possibilidade de um segundo turno inédito em 40 anos.
Portugal está em processo eleitoral para escolher seu próximo presidente, em uma disputa que se mostra acirrada e com a possibilidade de um segundo turno, algo inédito em 40 anos para uma eleição presidencial no país. Com a impossibilidade de reeleição do atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, o cenário se abriu para uma corrida com a participação de esquerda, centro-direita e, notavelmente, a extrema direita.
O partido Chega, de extrema direita, emergiu como a segunda força política de Portugal, com seu líder, André Ventura, liderando as pesquisas de intenção de voto com 24%. Embora o presidente português exerça funções predominantemente cerimoniais, seu papel ganha relevância em períodos de crise política, com a prerrogativa de dissolver o Parlamento e convocar novas eleições, o que adiciona um peso significativo a este pleito em um momento de instabilidade política no país.