António José Seguro, do Partido Socialista, foi eleito presidente de Portugal com 66,8% dos votos, superando André Ventura em uma eleição marcada por um "cordão sanitário" contra a extrema direita.
António José Seguro, candidato do Partido Socialista, foi eleito o novo presidente de Portugal, derrotando André Ventura, do partido de extrema direita Chega, no segundo turno das eleições. Seguro obteve 66,8% dos votos válidos, totalizando mais de 3,3 milhões de votos, contra 33,2% de Ventura, que conseguiu 1,6 milhão de votos. A abstenção nas eleições foi próxima de 50%. Em seu primeiro discurso, o presidente eleito reforçou sua posição moderada, prometendo ser um presidente "livre, atento às pessoas e às instituições", e expressou pesar pelas vítimas de tempestades que afetaram o país, enfatizando a união e o trabalho por um Portugal mais desenvolvido e justo.
A eleição foi amplamente interpretada como um "cordão sanitário" contra o ultradireitista André Ventura. A moderação de Seguro atraiu apoio de direita e esquerda, impedindo o avanço do discurso radical de Ventura. O escritor Miguel Sousa Tavares celebrou a vitória como uma derrota do populismo e da demagogia. Seguro, um político de 63 anos, posicionou-se como um defensor da cooperação com o governo de centro-direita e criticou as posturas anti-imigração de Ventura. Curiosamente, enquanto Seguro venceu amplamente em Portugal, André Ventura obteve a maioria dos votos entre os eleitores portugueses e brasileiros com dupla cidadania no Brasil, recebendo 58,73% dos votos, contra 41,27% de Seguro.
Embora derrotado, André Ventura, de 43 anos, e seu partido Chega, continuam a crescer, refletindo uma tendência de ascensão da extrema direita em Portugal e no cenário europeu. O partido é atualmente a segunda maior força política no Parlamento português, com 60 cadeiras. Ventura chegou a se vangloriar por ter mais votos que o premiê nas legislativas, autoproclamando-se líder da direita portuguesa. Esta foi a 11ª eleição presidencial democrática em Portugal desde 1976, e a quinta vez que um presidente é eleito com mais de 3 milhões de votos. A Presidência em Portugal, embora cerimonial, detém poderes importantes como dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas, enquanto o primeiro-ministro cuida do dia a dia do governo.
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