O governo sírio e as Forças Democráticas Sírias (FDS) concordaram com um cessar-fogo imediato, com as FDS se retirando para o leste do Eufrates e o Exército sírio assumindo áreas estratégicas no norte.
O governo sírio e as Forças Democráticas Sírias (FDS) anunciaram um cessar-fogo imediato, marcando um ponto de virada nos conflitos no norte do país. Segundo o acordo, as forças curdas se retirarão para o leste do rio Eufrates, e o controle administrativo e militar das províncias de Deir ez-Zor e Raqqa será transferido para Damasco. Esta movimentação ocorre em meio à expansão do controle do Exército sírio, que já assumiu áreas estratégicas, incluindo o aeroporto militar de Tabqa e campos de petróleo na província de Raqqa.
O governo sírio busca reafirmar sua autoridade em todo o território, com a reintegração de instituições civis e a promessa de não perseguir funcionários ou combatentes das FDS. A declaração do curdo como "idioma nacional" pelo presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, sugere um esforço para apaziguar tensões. No entanto, as FDS haviam acusado o governo de trair um acordo de retirada e relataram confrontos intensos antes do anúncio do cessar-fogo, evidenciando a complexidade da situação e a necessidade de monitoramento internacional para garantir a desescalada.