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Home / Diário Oficial da União / sexta-feira, 4 de setembro de 2026

CircularSeção 1 · Edição 168 · Pág. 133

Circular

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e ServiçosSecretaria de Comércio Exterior

Texto integral

6.1 Dos indicadores da indústria doméstica 181. De acordo com o previsto no art. 34 do Decreto nº 8.058, de 2013, a indústria doméstica foi definida como a linha de produção de cilindros de aço de alta pressão da empresa MAT, responsável por aproximadamente 95% da produção nacional do produto similar, conforme estimativas disponíveis para fins de início da investigação. Dessa forma, os indicadores considerados neste documento refletem os resultados alcançados pela citada linha de produção. 182. Para uma adequada avaliação da evolução dos dados em moeda nacional, apresentados pela peticionária, atualizaram-se os valores correntes com base no Índice de Preços ao Produtor Amplo - Origem - Produtos Industriais (IPA-OG-PI), da Fundação Getúlio Vargas, [RESTRITO]. 183. De acordo com a metodologia aplicada, os valores em reais correntes de cada período foram divididos pelo índice de preços médio do período, multiplicando-se o resultado pelo índice de preços médio de P5. Essa metodologia foi aplicada a todos os valores monetários em reais apresentados. 184. Destaque-se que os indicadores econômico-financeiros apresentados neste documento, com exceção do Fluxo de Caixa e da Capacidade de Captar Recursos, são referentes exclusivamente à produção e vendas da indústria doméstica de cilindros de aço de alta pressão no mercado interno. 6.1.1 Da evolução global da indústria doméstica 6.1.1.1 Dos indicadores de venda e de participação no mercado brasileiro 185. A tabela a seguir apresenta, entre outras informações, as vendas da indústria doméstica de cilindros de aço de alta pressão destinadas ao mercado interno, conforme informadas na petição. Cumpre ressaltar que as vendas são apresentadas em quilogramas, líquidas de devoluções. Dos Indicadores de Venda e Participação no Mercado Brasileiro e no Consumo Nacional Aparente (em kg) [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Indicadores de Vendas A. Vendas Totais da Indústria Doméstica [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 1,5% (10,8%) (27,3%) 3,3% (31,9%) A1. Vendas no Mercado Interno [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 3,8% (15,4%) (9,4%) 9,0% (13,3%) A2. Vendas no Mercado Externo [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (2,3%) (2,4%) (55,3%) (14,7%) (63,7%) Mercado Brasileiro e Consumo Nacional Aparente (CNA) B. Mercado Brasileiro [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 22,7% (2,1%) 12,3% 47,7% + 99,4% C. CNA [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 22,7% (2,2%) 12,3% 47,6% + 99,0% Representatividade das Vendas no Mercado Interno Participação nas Vendas Totais {A1/A} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Participação no Mercado Brasileiro {A1/B} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Participação no CNA {A1/C} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] 186. As vendas totais de cilindros de aço de alta pressão da indústria doméstica aumentaram 1,5% de P1 para P2, caíram 10,8% de P2 para P3, voltaram a cair, 27,3%, entre P3 e P4 e aumentaram 3,3% de P4 a P5. Ao se considerar todo o período de análise, as vendas totais diminuíram 31,9% em P5, comparativamente a P1. 187. Observou-se que as vendas da indústria doméstica destinadas ao mercado interno cresceram 3,8% de P1 para P2 e reduziram 15,4% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 9,4% entre P3 e P4, e considerando o intervalo entre P4 e P5, houve crescimento de 9,0%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de 13,3% em P5, comparativamente a P1. 188. Com relação à variação de vendas da indústria doméstica destinadas ao mercado externo, houve redução de 2,3% entre P1 e P2, e de 2,4% de P2 para P3. De P3 para P4 e de P4 para P5 houve diminuição de 55,3%, e de 14,7%, respectivamente. Ao se considerar toda a série analisada, as vendas ao mercado externo apresentaram contração de 63,7%, considerado P5 em relação a P1. 189. O mercado brasileiro de cilindros de aço de alta pressão cresceu 99,4 % de P1 para P5. Verificou-se aumento de 22,7% de P1 para P2, recuo de 2,1% de P2 para P3, aumento de 12,3% entre P3 e P4, e aumento de 47,7% de P4 para P5. 190. Não obstante esse crescimento, a indústria doméstica perdeu participação no mercado brasileiro ao longo do período. Observou-se que o indicador de participação das vendas da indústria doméstica diminuiu [RESTRITO] p.p. de P1 para P2, e [RESTRITO] p.p., de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve novas reduções, de [RESTRITO] p.p. entre P3 e P4, e de [RESTRITO] p.p., entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, a participação das vendas da indústria doméstica no mercado brasileiro revelou variação negativa de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1. 6.1.1.2 Dos indicadores de produção e capacidade e estoque 191. A peticionária informou que os cilindros de aço de alta pressão são produzidos na fábrica de Jundiaí. De acordo com a peticionária, a fabricação ocorre em regime de produção em bateladas (produção discreta, por ordens de produção), com programação e controle por fase/centro de trabalho. Embora as operações sejam encadeadas em fluxo (o cilindro percorre sucessivas etapas até o acabamento), a produção é planejada e registrada por lotes/OPs, em função da carteira de pedidos, mix de modelos/volumes e necessidade de sequenciamento de máquinas e recursos produtivos. 192. No período de análise de dano, a empresa manteve [CONFIDENCIAL] turnos de produção em operação como regime usual. Segundo a empresa, ao longo do período, observaram-se ajustes pontuais no quadro de funcionários e no nível de utilização da capacidade, refletindo a redução gradual dos volumes produzidos e vendidos no mercado interno. 193. Sobre o cálculo da capacidade instalada, a peticionária informou que a capacidade nominal reflete o máximo teórico de produção contínua, em 24 horas por dia e 365 dias por ano, sem dedução de perdas, enquanto a capacidade efetiva reflete a capacidade máxima em condições realistas de operação, deduzindo apenas perdas planejadas típicas e recorrentes da operação industrial, sem deduzir paradas não programadas. Segundo a empresa foram consideradas, entre outras, as seguintes perdas planejadas (paradas programadas): [CONFIDENCIAL]. As perdas planejadas totais foram de [CONFIDENCIAL]%, considerando-se a soma de todas as paradas programadas. 194. De acordo com a peticionária, no período de P1 a P5 (outubro/2020 a setembro/2025) não houve alteração da capacidade instalada nominal nem da capacidade instalada efetiva. A capacidade instalada permaneceu estável pois não ocorreram expansões, desativações ou substituições de equipamentos que impactassem a capacidade máxima de produção. 195. Com relação aos estoques, a peticionária informou que comercializa o produto similar em peças, mas também informou os respectivos montantes em quilogramas. Segundo a peticionária, a produção seria feita [CONFIDENCIAL]. 196. A tabela a seguir apresenta o volume de produção do produto similar fabricado pela indústria doméstica, conforme informado pela peticionária no Apêndice de estoques, a capacidade instalada efetiva, o grau de ocupação e os estoques finais em cada período. Dos Indicadores de Produção, Capacidade Instalada e Estoque (em kg) [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Volumes de Produção A. Volume de Produção - Produto Similar [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 1,1% (10,3%) (27,3%) 1,5% (33,1%) B. Volume de Produção - Outros Produtos [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 10,5% (56,6%) (41,2%) (22,9%) (78,3%) Capacidade Instalada C. Capacidade Instalada Efetiva [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] - Variação - - - - - - D. Grau de Ocupação {(A+B)/C} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Estoques E. Estoques [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (64,2%) 283,8% 22,8% (22,9%) + 30,2% F. Relação entre Estoque e Volume de Produção {E/A} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] - Variação - [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] 197. O volume de produção do produto similar da indústria doméstica cresceu 1,1% de P1 para P2 e reduziu 10,3% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve retração de 27,3% entre P3 e P4, e aumento de 1,5% de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, a produção do produto similar da indústria doméstica diminuiu 33,1% em P5, comparativamente a P1. 198. A peticionária informou que a capacidade instalada de cilindros de aço de alta pressão é compartilhada (ferramental, fornos, linhas de tratamento e ensaios) com a linha de produção de cilindros para armazenamento ou transporte de gás natural veicular (GNV). Com relação à produção desses outros produtos, houve aumento de 10,5% entre P1 e P2, enquanto de P2 para P3 houve retração de 56,6%. De P3 para P4 houve diminuição 41,2%, e entre P4 e P5, de 22,9%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou retração de 78,3%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1). 199. Conforme mencionado anteriormente, a capacidade instalada efetiva de produção de cilindros de aço de alta pressão permaneceu estável durante todo o período de P1 a P5. 200. Observou-se que o grau de ocupação da capacidade instalada cresceu [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 para P2 e reduziu [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve diminuição de [CONFIDENCIAL] p.p. entre P3 e P4 e diminuição de [CONFIDENCIAL] p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de [CONFIDENCIAL] p.p. em P5, comparativamente a P1. 201. O volume de estoque final de cilindros de aço de alta pressão diminuiu 64,2% de P1 para P2 e cresceu 283,8% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 22,8% entre P3 e P4, e, entre P4 e P5, houve redução de 22,9%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação positiva de 30,2 % em P5, comparativamente a P1. 202. Observou-se que a relação entre estoque final e volume de produção diminuiu [RESTRITO] p.p. de P1 para P2 e aumentou [RESTRITO] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de [RESTRITO] p.p. entre P3 e P4 e redução de [RESTRITO] p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de relação estoque final/produção revelou variação positiva de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1. 6.1.1.3 Dos indicadores de emprego, produtividade e massa salarial 203. A tabela a seguir apresenta os valores e variações relativos ao emprego, à produtividade e à massa salarial ao longo de análise do dano. Registre-se que os dados referentes à linha de cilindros de aço de alta pressão foram obtidos por meio de rateio, de acordo com a participação da receita bruta de vendas obtida com as vendas cilindros de aço de alta pressão sobre o faturamento bruto total da empresa. Do Emprego, da Produtividade e da Massa Salarial [CONFIDENCIAL] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Emprego A. Qtde de Empregados - Total [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (9,1%) 16,9% (19,1%) 3,9% (10,7%) A1. Qtde de Empregados - Produção [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (9,0%) 18,7% (18,1%) 4,5% (7,5%) A2. Qtde de Empregados - Adm. e Vendas [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (9,5%) 11,2% (22,6%) 1,8% (20,8%) Produtividade (em kg) B. Produtividade por Empregado Volume de Produção (produto similar) / {A1} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 11,0% (24,4%) (11,2%) (2,9%) (27,6%) Massa Salarial (em Mil Reais) C. Massa Salarial - Total [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (3,9%) 14,0% (12,5%) (8,4%) (12,1%) C1. Massa Salarial - Produção [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (3,3%) 13,1% (14,8%) (8,8%) (15,1%) C2. Massa Salarial - Adm. e Vendas [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (5,5%) 16,6% (6,0%) (7,2%) (4,0%) 204. Observou-se que o número de empregados que atuam diretamente na produção diminuiu 9,0% de P1 para P2 e aumentou 18,7% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 18,1% entre P3 e P4, e aumento de 4,5 % entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o número de empregados que atuam na linha de produção teve variação negativa de 7,5% em P5, comparativamente a P1. 205. Com relação ao número de empregados que atuam em administração e vendas, houve redução de 9,5% entre P1 e P2, seguido de aumento de 11,2% de P2 para P3. De P3 para P4 houve redução de 22,6% e de P4 para P5 houve crescimento de 1,8%. Ao se considerar toda a série analisada, verificou-se retração de 20,8%, considerado P5 em relação a P1. 206. Avaliando a variação de quantidade total de empregados no período analisado, entre P1 e P2 verifica-se redução de 9,1%. É possível verificar ainda um aumento de 16,9% entre P2 e P3, enquanto de P3 para P4 houve retração de 19,1%, e, entre P4 e P5, o indicador mostrou aumento de 3,9%. Analisando-se todo o período, a quantidade total de empregados apresentou retração da ordem de 10,7%, considerado P5 em relação a P1. 207. Observou-se que a produtividade por empregado ligado à produção aumentou 11,0% de P1 para P2 e retraiu 24,4% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve diminuição de 11,2% entre P3 e P4, e retração de 2,9%, entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de 27,6% em P5, comparativamente a P1. 208. Observou-se que o indicador de massa salarial dos empregados de linha de produção diminuiu 3,3% de P1 para P2 e aumentou 13,1% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 14,8% entre P3 e P4, e de 8,8% de P4 a P5. Ao se considerar todo o período de análise, a massa salarial dos empregados de linha de produção revelou variação negativa de 15,1% em P5, comparativamente a P1. 209. Com relação à massa salarial dos empregados de administração e vendas, houve diminuição de 5,5% entre P1 e P2, enquanto de P2 para P3 é possível detectar aumento de 16,6%. De P3 para P4 houve diminuição de 6,0%, e entre P4 e P5, de 7,2%. Ao se considerar toda a série analisada, a massa salarial dos empregados de administração e vendas apresentou retração de 4,0%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1). 210. Avaliando a massa salarial do total de empregados no período analisado, entre P1 e P2 verifica-se diminuição de 3,9%. É possível verificar ainda aumento de 14,0% entre P2 e P3, enquanto de P3 para P4 houve diminuição de 12,5%, e entre P4 e P5, diminuição de 8,4%. Analisando-se todo o período, massa salarial do total de empregados apresentou retração da ordem de 12,1%, considerado P5 em relação a P1. 6.1.2 Dos indicadores financeiros da indústria doméstica 6.1.2.1 Da receita líquida e dos preços médios ponderados 211. Inicialmente, cumpre esclarecer que a receita líquida da indústria doméstica se refere às vendas líquidas de cilindros de aço de alta pressão de produção própria, deduzidos abatimentos, descontos, tributos, devoluções e despesas de frete interno. Da Receita Líquida e dos Preços Médios Ponderados [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Receita Líquida (em Mil Reais) A. Receita Líquida Total [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 6,5% 4,4% (25,8%) (3,9%) (20,7%) A1. Receita Líquida - Mercado Interno [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 13,1% (5,9%) (1,2%) 5,8% + 11,3% Participação - {A1/A} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] A2. Receita Líquida - Mercado Externo [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (3,4%) 22,8% (59,5%) (36,3%) (69,4%) Participação - {A2/A} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Preços Médios Ponderados (em Reais/kg) B. Preço no Mercado Interno {A1/Vendas no Mercado Interno} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 8,9% 11,2% 9,1% (2,9%) + 28,3% C. Preço no Mercado Externo {A2/Vendas no Mercado Externo} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (1,1%) 25,8% (9,3%) (25,3%) (15,7%) 212. Observou-se que a receita líquida referente às vendas no mercado interno, em reais atualizados, cresceu 13,1% de P1 para P2 e reduziu 5,9% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 1,2% entre P3 e P4, e considerando o intervalo entre P4 e P5, houve crescimento de 5,8%. Ao se considerar todo o período de análise, a receita líquida revelou variação positiva de 11,3% em P5, comparativamente a P1. 213. Com relação à variação de receita líquida obtida com as exportações do produto similar ao longo do período em análise, houve redução de 3,4% entre P1 e P2, enquanto de P2 para P3 é possível detectar ampliação de 22,8%. De P3 para P4 houve diminuição de 59,5%, e entre P4 e P5, o indicador sofreu queda de 36,3%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou contração de 69,4%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1). 214. Avaliando a variação de receita líquida total, verifica-se aumento de 6,5% entre P1 e P2 e de 4,4% entre P2 e P3, enquanto de P3 para P4 houve redução de 25,8%, e entre P4 e P5, o indicador revelou retração de 3,9%. Analisando-se todo o período, receita líquida total apresentou contração da ordem de 20,7%, considerado P5 em relação a P1. 215. Observou-se que o preço médio de venda no mercador interno cresceu 8,9% de P1 para P2 e aumentou 11,2% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 9,1% entre P3 e P4, e considerando o intervalo entre P4 e P5, houve diminuição de 2,9%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de preço médio de venda no mercador interno revelou variação positiva de 28,3% em P5, comparativamente a P1. 216. Com relação ao preço médio de venda para o mercado externo, houve redução de 1,1% entre P1 e P2, enquanto de P2 para P3 é possível detectar ampliação de 25,8%. De P3 para P4 houve diminuição de 9,3%, e entre P4 e P5, o indicador sofreu queda de 25,3%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador de preço médio de venda para o mercado externo apresentou contração de 15,7%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1). 6.1.2.2 Dos resultados e das margens 217. A tabela a seguir apresenta a demonstração de resultados e as margens de lucro associadas, para o período de análise, obtidas com a venda do produto similar no mercado interno, em milhares de reais atualizados. 218. Com o propósito de identificar os valores referentes às vendas de cilindros de aço de alta pressão, as despesas e receitas operacionais foram calculadas por meio de rateio, de acordo com a participação da receita bruta de vendas obtida com as vendas cilindros de aço de alta pressão sobre o faturamento bruto total da empresa. Demonstrativo de Resultado no Mercado Interno e Margens de Rentabilidade [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Demonstrativo de Resultado (em Mil Reais) A. Receita Líquida - Mercado Interno [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 13,1% (5,9%) (1,2%) 5,8% + 11,3% B. Custo do Produto Vendido - CPV [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 12,6% 4,6% (2,3%) 5,7% + 21,8% C. Resultado Bruto - {A-B} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 14,6% (39,7%) 4,7% 6,0% (23,4%) D. Despesas Operacionais [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (16,4%) (10,7%) 155,2% (28,3%) + 36,5% D1. Despesas Gerais e Administrativas [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] D2. Despesas com Vendas [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] D3. Resultado Financeiro (RF) [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] D4. Outras Despesas (Receitas) Operacionais (OD) [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] E. Resultado Operacional {C-D} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 109,7% (75,3%) (660,6%) 63,1% (207,2%) F. Resultado Operacional (exceto RF) {C-D1-D2-D4} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 36,2% (87,2%) (345,1%) 85,8% (106,1%) G. Resultado Operacional (exceto RF e OD) {C-D1-D2} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 44,5% (103,9%) (360,9%) 75,3% (106,3%) Margens de Rentabilidade (%) H. Margem Bruta {C/A} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] I. Margem Operacional {E/A} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] J. Margem Operacional (exceto RF) {F/A} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] K. Margem Operacional (exceto RF e OD) {G/A} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] 219. O resultado bruto da indústria doméstica aumentou 14,6% entre P1 e P2, enquanto houve redução de 39,7% de P2 para P3. Já de P3 para P4 houve aumento de 4,7%, sucedido por outro aumento de 6,0% de P4 para P5. Analisando-se todo o período, o resultado bruto apresentou retração da ordem de 23,4%, considerado P5 em relação a P1. 220. O resultado operacional aumentou 109,7% entre P1 e P2, e diminuiu 75,3% entre P2 e P3. Já de P3 para P4 houve redução de 660,6%, e entre P4 e P5, o indicador mostrou ampliação de 63,1%. Analisando-se todo o período, o resultado operacional apresentou retração da ordem de 207,2%, considerado P5 em relação a P1. 221. Observou-se que o indicador de resultado operacional, excetuado o resultado financeiro, cresceu 36,2% de P1 para P2 e reduziu 87,2% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 345,1% entre P3 e P4, e considerando o intervalo entre P4 e P5 houve crescimento de 85,8%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de 106,1% em P5, comparativamente a P1 222. Com relação à variação de resultado operacional, excluídos o resultado financeiro e outras despesas, ao longo do período em análise, houve aumento de 44,5% entre P1 e P2, enquanto de P2 para P3 é possível detectar retração de 103,9%. De P3 para P4 houve diminuição de 360,9%, e entre P4 e P5, o indicador sofreu elevação de 75,3%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou contração de 106,3%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1). 223. Observou-se que a margem bruta aumentou [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 para P2 e diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de [CONFIDENCIAL] p.p. entre P3 e P4 e crescimento de [CONFIDENCIAL] p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de [CONFIDENCIAL] p.p. em P5, comparativamente a P1. 224. Com relação à variação da margem operacional, houve aumento de [CONFIDENCIAL]p.p., entre P1 e P2, e redução de [CONFIDENCIAL] p.p., entre P2 e P3. Já de P3 para P4 houve diminuição de [CONFIDENCIAL] p.p., e de P4 para P5, elevação de [CONFIDENCIAL] p.p. Ao se considerar toda a série analisada, a margem operacional apresentou retração de [CONFIDENCIAL]p.p., considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1). 225. Avaliando a margem operacional, exceto resultado financeiro, no período analisado, verifica-se aumento de [CONFIDENCIAL] p.p. entre P1 e P2 e redução de [CONFIDENCIAL] p.p., de P2 para P3. Houve, de P3 para P4, redução de [CONFIDENCIAL]p.p., seguida por aumento de [CONFIDENCIAL] p.p., de P4 para P5. Analisando-se todo o período, a margem operacional, exceto resultado financeiro, apresentou retração de [CONFIDENCIAL]p.p., considerado P5 em relação a P1. 226. Observou-se que a margem operacional, excluído o resultado financeiro e outras despesas cresceu [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 para P2 e diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de [CONFIDENCIAL] p.p. entre P3 e P4 e aumento de [CONFIDENCIAL] p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de [CONFIDENCIAL] p.p. em P5, comparativamente a P1. Demonstrativo de Resultado no Mercado Interno por Unidade (R$/kg) [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 A. Receita Líquida - Mercado Interno [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 8,9% 11,2% 9,1% (2,9%) + 28,3% B. Custo do Produto Vendido - CPV [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 8,5% 23,6% 7,9% (3,0%) + 40,5% C. Resultado Bruto {A-B} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 10,3% (28,8%) 15,7% (2,7%) (11,6%) D. Despesas Operacionais [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (19,5%) 5,5% 181,8% (34,2%) + 57,4% D1. Despesas Gerais e Administrativas [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] D2. Despesas com Vendas [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] D3. Resultado Financeiro (RF) [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] D4. Outras Despesas (Receitas) Operacionais (OD) [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] E. Resultado Operacional {C-D} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 102,0% (70,8%) (719,1%) 66,2% (223,7%) F. Resultado Operacional (exceto RF) {C-D1-D2-D4} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 31,2% (84,9%) (370,7%) 87,0% (107,0%) G. Resultado Operacional (exceto RF e OD) {C-D1-D2} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 39,2% (104,6%) (409,0%) 77,3% (107,3%) 227. Conforme já mencionado anteriormente, o preço médio de venda no mercador interno (receita líquida unitária) cresceu 8,9% de P1 para P2 e 11,2% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 9,1% entre P3 e P4, e, considerando o intervalo entre P4 e P5, houve decréscimo de 2,9%. Ao se considerar todo o período de análise, o preço médio de venda no mercado interno revelou variação positiva de 28,3% em P5, comparativamente a P1. 228. Observou-se que o CPV unitário cresceu 8,5% de P1 para P2 e aumentou 23,6% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 7,9% entre P3 e P4, e considerando o intervalo entre P4 e P5, houve diminuição de 3,0%. Ao se considerar todo o período de análise, o CPV unitário revelou variação positiva de 40,5% em P5, comparativamente a P1. 229. Com relação ao resultado bruto unitário, houve aumento de 10,3% entre P1 e P2, enquanto de P2 para P3 houve retração de 28,8%. De P3 para P4 houve aumento de 15,7%, e entre P4 e P5, redução de 2,7%. Ao se considerar toda a série analisada, o resultado bruto unitário apresentou retração de 11,6%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1). 230. Quanto ao resultado operacional unitário, verificou-se aumento de 102,0% entre P1 e P2 e redução de 70,8% entre P2 e P3. Já de P3 para P4, houve redução de 719,1%, e entre P4 e P5, o indicador mostrou ampliação de 66,2%. Analisando-se todo o período, o resultado operacional unitário apresentou retração da ordem de 223,7%, considerado P5 em relação a P1. 231. Observou-se que o resultado operacional unitário, excetuado o resultado financeiro, cresceu 31,2% de P1 para P2 e diminuiu 84,9% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 370,7% entre P3 e P4, e aumento de 87,0% entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de 107,0% em P5, comparativamente a P1. 232. Com relação ao resultado operacional unitário, excluídos o resultado financeiro e outras despesas, houve aumento de 39,2% entre P1 e P2 e redução de 104,6% de P2 para P3. De P3 para P4 houve diminuição de 409,0%, e entre P4 e P5, o indicador teve aumento de 77,3%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou retração de 107,3%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1). 6.1.2.3 Do fluxo de caixa, do retorno sobre investimentos e da capacidade de captar recursos 233. A tabela a seguir mostra o fluxo de caixa, o retorno sobre investimentos, e a capacidade de captar recursos, apresentados pela peticionária. 234. Tendo em vista a impossibilidade de a empresa apresentar fluxo de caixa completo e exclusivo para a linha de produção de cilindros de aço de alta pressão, a análise do fluxo de caixa foi realizada com os dados relativos à totalidade dos negócios da peticionária. 235. Com relação ao retorno sobre investimentos, a empresa informou que calculou os valores referentes ao produto similar por meio de rateio, considerando a participação da receita bruta de vendas obtida com as vendas cilindros de aço de alta pressão sobre o faturamento bruto total da empresa. 236. Por fim, para avaliar a capacidade de captar recursos, calcularam-se os índices de liquidez geral e corrente a partir dos dados relativos à totalidade dos negócios da empresa, constantes de suas demonstrações financeiras. O índice de liquidez geral indica a capacidade de pagamento das obrigações de curto e de longo prazo e o índice de liquidez corrente, a capacidade de pagamento das obrigações de curto prazo. Do Fluxo de Caixa, Retorno sobre Investimentos e Capacidade de Captar Recursos [CONFIDENCIAL] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Fluxo de Caixa A. Fluxo de Caixa [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (84,4%) 896,9% (241,7%) 18,8% (278,8%) Retorno sobre Investimento B. Lucro Líquido [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 2,0% (1,7%) (285,5%) 56,7% (180,6%) C. Ativo Total [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 16,6% 9,8% (3,7%) (5,0%) + 17,2% D. Retorno sobre Investimento Total (ROI) [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Capacidade de Captar Recursos E. Índice de Liquidez Geral (ILG) [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (10,4%) - (17,4%) (9,6%) (33,1%) F. Índice de Liquidez Corrente (ILC) [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (6,5%) 1,6% (20,6%) (9,6%) (31,9%) Obs.: ROI = Lucro Líquido / Ativo Total; ILC = Ativo Circulante / Passivo Circulante; ILG = (Ativo Circulante + Ativo Realizável Longo Prazo)/(Passivo Circulante + Passivo Não Circulante) 237. Observou-se que o caixa líquido total gerado nas atividades da empresa caiu 84,4% de P1 para P2 e aumentou 896,9% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 241,7%, entre P3 e P4, e crescimento de 18,8%, entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de 278,8% em P5, comparativamente a P1. 238. Observou-se que a taxa de retorno sobre investimentos caiu [CONFIDENCIAL]p.p. de P1 para P2 e [CONFIDENCIAL]p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de [CONFIDENCIAL] p.p. entre P3 e P4 e crescimento de [CONFIDENCIAL]p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, a taxa de retorno sobre investimentos revelou variação negativa de [CONFIDENCIAL]p.p. em P5, comparativamente a P1. 239. Observou-se que o índice de liquidez geral caiu 10,4% entre P1 e P2 e ficou estável em P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 17,4% de P3 a P4, seguido de queda de 9,6% de P4 a P5. Ao se considerar todo o período de análise, o índice teve oscilação negativa de 33,1% em P5, comparativamente a P1. 240. Com relação ao índice de liquidez corrente, houve redução de 6,5% entre P1 e P2 e aumento de 1,6% de P2 para P3. De P3 para P4 houve redução de 20,6%, e entre P4 e P5, o indicador sofreu mais uma redução no valor de 9,6%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou retração de 31,9%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado P1. 6.1.2.4 Do crescimento da indústria doméstica 241. Conforme detalhado no item 6.1.1, o volume de vendas da indústria doméstica no mercado interno aumentou 3,8% entre P1 e P2 e diminuiu 15,4% de P2 para P3. De P3 para P4 houve redução de 9,4%, e entre P4 e P5, o indicador aumentou 9,0%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou retração de 13,3%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado P1. O volume de produção do produto similar da indústria doméstica, por sua vez, diminuiu 33,1% em P5, comparativamente a P1. 242. No mesmo período, por outro lado, o mercado brasileiro apresentou crescimento de 99,2%. Assim, além da retração nas vendas internas e no volume de produção, a indústria doméstica perdeu participação no mercado brasileiro ao longo do período de análise, tendo revelado variação negativa de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1, diminuindo sua participação ao sair de [RESTRITO]% para [RESTRITO]% nesse período. 243. Assim, considerando as informações supracitadas, conclui-se que a indústria doméstica teve retração ao longo do período de análise de indícios de dano, seja em termos absolutos, seja em relação ao mercado brasileiro. 6.1.3 Dos fatores que afetam os preços domésticos 6.1.3.1 Dos custos e da relação custo/preço 244. A tabela a seguir apresenta o custo de produção unitário e a relação entre custo e preço associados à fabricação do produto similar pela indústria doméstica, ao longo do período de investigação de dano. Dos Custos e da Relação Custo/Preço [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Custos de Produção (em R$/kg) Custo de Produção {A + B} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 10,3% 27,2% 5,6% (1,7%) + 45,6% A. Custos Variáveis [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] A1. Matéria Prima [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] A2. Outros Insumos [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] A3. Utilidades [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] B. Custos Fixos [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] B1. Mão de obra Direta [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] B2. Mão de obra Indireta [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] B3. Outros Custos Fixos [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Custo Unitário (em R$/kg) e Relação Custo/Preço (%) C. Custo de Produção Unitário [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 10,3% 27,2% 5,6% (1,7%) + 45,6% D. Preço no Mercado Interno [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 8,9% 11,2% 9,1% (2,9%) + 28,3% E. Relação Custo / Preço {C/D} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] 245. Observou-se que o custo de produção unitário de cresceu 10,3% de P1 para P2 e 27,2% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 5,6% entre P3 e P4, e considerando o intervalo entre P4 e P5, houve diminuição de 1,7%. Ao se considerar todo o período de análise, o custo unitário revelou variação positiva de 45,6% em P5, comparativamente a P1.