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Home / Diário Oficial da União / terça-feira, 1 de setembro de 2026

CircularSeção 1 · Edição 165 · Pág. 32

Circular

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e ServiçosSecretaria de Comércio Exterior

Texto integral

91. Observou-se que os preços médios das importações brasileiras da China cresceram 18,2% de P1 para P2, e 5,4% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve reduções de 14,4% entre P3 e P4, e de 15,9% entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador apresentou variação negativa de 10,3% em P5, comparativamente a P1. 92. Com relação aos preços médios das importações brasileiras das demais origens ao longo do período em análise, houve aumento de 34,0% entre P1 e P2, seguido de retrações sucessivas de 1,0% de P2 para P3, 29,3% de P3 para P4, e 3,4% de P4 para P5. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador caiu 9,4% em P5, em relação ao início do período avaliado (P1). 93. Considerando-se os preços médios das importações brasileiras totais do produto no período analisado, verificaram-se aumentos de 18,9% entre P1 e P2, e de 5,2% entre P2 e P3. Essa tendência foi revertida nos intervalos seguintes, quando houve redução de 16,2% de P3 para P4, e de 14,4% de P4 para P5. Analisando-se todo o período, o indicador apresentou contração da ordem de 10,3%, considerado P5 em relação a P1. 5.2. Do mercado brasileiro e da evolução das importações 94. Para dimensionar o mercado brasileiro de vidros para linhas quente e molhada, foram consideradas as quantidades, líquidas de devoluções, vendidas pela indústria doméstica no mercado interno, de fabricação própria, reportadas pela peticionária; a estimativa de vendas das outras produtoras nacionais; e as quantidades importadas apuradas com base nos dados de importação fornecidos pela RFB, apresentadas no item 5.1. 95. Conforme detalhado no item 1.3, a ABIVIDRO estimou a produção nacional com base nos dados primários informados pelas empresas Viprado e Schott na petição, nos dados fornecidos pela Casa do Vidro em sua carta de apoio, bem como nas estimativas de produção dos demais produtores nacionais, conforme apresentadas pela peticionária com base em conhecimento de mercado. 96. Considerou-se que o mercado brasileiro e o consumo nacional aparente se equivaleram, tendo em vista que não houve consumo cativo pela indústria doméstica. Do Mercado Brasileiro e da Evolução das Importações (em número-índice de t) [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Mercado Brasileiro Mercado Brasileiro {A+B+C} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (34,9%) 1,8% 33,3% 4,0% (8,1%) A. Vendas Internas - Indústria Doméstica [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (26,1%) 19,9% 23,9% (6,2%) + 3,1% B. Vendas Internas - Outras Empresas [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (41,6%) (11,5%) 44,9% (7,7%) (30,8%) C. Importações Totais 100,0 51,9 26,6 48,8 111,5 [REST.] C1. Importações - Origens sob Análise [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (49,8%) (50,4%) 72,1% 121,4% (5,1%) C2. Importações - Outras Origens [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 55,7% (14,7%) 217,0% 173,2% + 1.049,6% Participação no Mercado Brasileiro - em número-índice de % Participação das Vendas Internas da Indústria Doméstica {A/(A+B+C)} 100,0 113,5 133,8 124,3 112,1 [REST.] Participação das Vendas Internas de Outras Empresas {B/(A+B+C)} 100,0 89,7 78,0 84,8 75,3 [REST.] Participação das Importações Totais {C/(A+B+C)} 100,0 79,7 40,1 55,2 121,3 [REST.] Participação das Importações - Origens sob Análise {C1/(A+B+C)} 100,0 77,1 37,6 48,5 103,2 [REST.] Participação das Importações - Outras Origens {C2/(A+B+C)} 100,0 239,1 200,2 476,1 1250,8 [REST.] Representatividade das Importações de Origens sob Análise Participação no Mercado Brasileiro {C1/(A+B+C)} 100,0 77,1 37,6 48,5 103,2 - Variação - [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Participação nas Importações Totais {C1/C} 100,0 77,1 37,6 48,5 103,2 - Variação - [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] F. Volume de Produção Nacional {F1+F2} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (37,8%) 10,6% 28,2% (4,5%) (15,8%) F1. Volume de Produção - Indústria Doméstica [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (33,4%) 25,4% 20,0% (2,7%) (2,4%) F2. Volume de Produção - Outras Empresas [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (43,7%) (13,4%) 47,4% (7,9%) (33,9%) Relação com o Volume de Produção Nacional {C1/F} 100,0 80,7 36,2 48,6 112,6 - Variação - [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Elaboração: DECOM Fonte: RFB e Indústria Doméstica 97. Observou-se que o mercado brasileiro de vidros destinados a eletrodomésticos das linhas quente e molhada diminuiu 34,9% de P1 para P2, tendência revertida nos períodos subsequentes, quando houve aumentos de 1,8% entre P2 e P3, de 33,3% entre P3 e P4, e de 4,0% entre P4 e P5. Contudo, ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de 8,1% em P5, comparativamente a P1. 98. Observou-se que a participação das importações da China no mercado brasileiro diminuiu [RESTRITO] p.p de P1 para P2 e [RESTRITO] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumentos de [RESTRITO] p.p. entre P3 e P4, e de [RESTRITO] p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1. 99. Com relação à participação das importações de demais origens no mercado brasileiro ao longo do período em análise, houve aumento de [RESTRITO] p.p. entre P1 e P2, enquanto permaneceu estável de P2 para P3. Na sequência, houve crescimentos de [RESTRITO] p.p. de P3 para P4, e de [RESTRITO] p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou expansão de [RESTRITO] p.p., considerado P5 em relação a P1. 100. Já a relação entre as importações das origens investigadas e a produção nacional apresentou queda de [RESTRITO] p.p. de P1 para P2 e de [RESTRITO] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, foram observados aumentos de [RESTRITO] p.p. de P3 para P4, e de [RESTRITO] p.p. de P4 para P5. Ao se observar todo o período sob análise, observou-se aumento da relação entre as importações da origem investigada e a produção nacional na ordem de [RESTRITO] p.p. 5.3. Da conclusão a respeito das importações 101. Com base nos dados anteriormente apresentados, concluiu-se que: - embora as importações de vidros temperados destinados a eletrodomésticos das linhas quente e molhada originárias da origem investigada tenham registrado queda acumulada de 5,1% entre P1 e P5, esse resultado decorreu da retração observada nos períodos iniciais da série. A partir de P3, verificou-se expressiva reversão dessa trajetória, com crescimento de 72,1% entre P3 e P4 e de 121,4% entre P4 e P5; - esse movimento refletiu-se também na participação das importações investigadas no mercado brasileiro, que aumentou [RESTRITO] p.p. de P3 para P4 e [RESTRITO] p.p. de P4 para P5. Considerando-se todo o período, houve acréscimo de [RESTRITO] p.p. entre P1 e P5; - paralelamente à expansão do volume importado nos períodos mais recentes, o preço médio das importações investigadas, em base CIF (US$/t), reduziu-se 14,4% de P3 para P4 e 15,9% de P4 para P5, acumulando queda de 10,3% entre P1 e P5; - as importações das demais origens, por sua vez, cresceram 1.049,7% entre P1 e P5, com aumento de [RESTRITO] p.p. de participação no mercado brasileiro. Esse crescimento, contudo, ocorreu a partir de patamares reduzidos: tais importações representaram, no máximo, 16,2% do volume total importado ao longo do período, mantendo-se, em termos absolutos, significativamente abaixo das importações investigadas; - ademais, embora o preço médio das importações das demais origens tenha diminuído 9,4% entre P1 e P5, essa redução foi inferior àquela observada para a origem investigada. Registre-se, ainda, que os preços das demais origens foram superiores aos da origem investigada em P2 e P3; e - como resultado desses movimentos, as importações brasileiras totais do produto analisado cresceram 11,5% entre P1 e P5. 102. Diante desse cenário, após a retração verificada nos períodos iniciais (5,1% entre P1 e P5), observou-se forte expansão das importações investigadas a partir de P3, especialmente de P4 para P5, quando as importações da origem investigada cresceram 121,4% em termos absolutos e ampliaram em [RESTRITO] p.p. sua participação no mercado brasileiro. Esse avanço ocorreu concomitantemente à redução de 15,9% de seu preço médio, em base CIF, e sob indícios da prática de dumping. Assim, verificou-se, sobretudo no período mais recente da análise, aumento das importações investigadas tanto em termos absolutos quanto em relação ao mercado brasileiro. 6. DOS INDÍCIOS DE DANO 103. De acordo com o disposto no art. 30 do Decreto nº 8.058, de 2013, a análise de dano deve fundamentar-se no exame objetivo do volume das importações a preços com indícios de dumping, no seu possível efeito sobre os preços do produto similar no mercado brasileiro e no consequente impacto dessas importações sobre a indústria doméstica. 104. Conforme explicitado no item 5 deste documento, para fins de análise de existência de indícios de dano à indústria doméstica, considerou-se o período de outubro de 2020 a setembro de 2025. 6.1. Dos indicadores da indústria doméstica 105. Conforme demonstrado anteriormente, nos termos do art. 34 do Decreto nº 8.058, de 2013, a indústria doméstica foi definida como as linhas de produção de vidros temperados destinados a eletrodomésticos das linhas quente e molhada das produtoras Viprado e Schott, responsáveis, em conjunto, por [RESTRITO] % da produção nacional do produto similar doméstico em P5. Dessa forma, os indicadores analisados refletem o desempenho dessas linhas de produção. 106. Para permitir a adequada avaliação da evolução dos dados expressos em moeda nacional, atualizaram-se os valores correntes para preços de P5 com base no Índice de Preços ao Produtor Amplo - Oferta Global - Produtos Industriais (IPA-OG-PI), da Fundação Getúlio Vargas, [RESTRITO]. 107. De acordo com a metodologia aplicada, os valores em reais correntes de cada período foram divididos pelo respectivo índice médio de preços, e o resultado foi multiplicado pelo índice médio de P5. Esse procedimento foi aplicado a todos os valores monetários expressos em reais apresentados neste documento. 6.1.1. Da evolução global da indústria doméstica 6.1.1.1. Dos indicadores de venda e participação no mercado brasileiro 108. A tabela a seguir apresenta, entre outras informações, as vendas da indústria doméstica de vidros temperados destinados a eletrodomésticos das linhas quente e molhada de fabricação própria, destinadas ao mercado interno, conforme informado pela peticionária. Cumpre ressaltar que as vendas são apresentadas líquidas de devoluções. Dos Indicadores de Venda e Participação no Mercado Brasileiro (em t) [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Indicadores de Vendas A. Vendas Totais da Indústria Doméstica [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (26,1%) 19,6% 24,1% (6,0%) + 3,1% A1. Vendas no Mercado Interno [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (26,1%) 19,9% 23,9% (6,2%) + 3,1% A2. Vendas no Mercado Externo [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (33,9%) (44,7%) 117,5% 45,9% + 16,0% Mercado Brasileiro e Consumo Nacional Aparente (CNA) B. Mercado Brasileiro [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (34,9%) 1,8% 33,3% 4,0% (8,1%) Representatividade das Vendas no Mercado Interno Participação nas Vendas Totais {A1/A} 100,0 100,1 100,3 100,1 99,9 Variação - [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Participação no Mercado Brasileiro {A1/B} 100,0 113,5 133,8 124,3 112,1 Variação - [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Elaboração: DECOM Fonte: RFB e Indústria Doméstica 109. Observou-se que as vendas da indústria doméstica (em toneladas) destinadas ao mercado interno diminuíram 26,1% de P1 para P2. Nos períodos subsequentes, houve aumentos de 19,9% entre P2 e P3, e de 23,9% entre P3 e P4. Considerando o intervalo entre P4 e P5, houve diminuição de 6,2%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação positiva de 3,1% em P5, comparativamente a P1. 110. As vendas ao mercado externo, por sua vez, representaram, no máximo, 0,6% do total de vendas da indústria doméstica ao longo do período em análise. Em termos de volume, essas vendas diminuíram 34,0% entre P1 e P2, e 44,7% entre P2 e P3. Nos intervalos seguintes, cresceram 117,7% de P3 para P4, e 45,9% de P4 para P5. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou expansão de 16,0%, considerado P5 em relação a P1. 111. Observou-se que a participação das vendas da indústria doméstica no mercado brasileiro cresceu [RESTRITO] p.p. de P1 para P2 e [RESTRITO] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve reduções de [RESTRITO] p.p. entre P3 e P4 e de [RESTRITO] p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação positiva de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1. 6.1.1.2. Dos indicadores de produção, capacidade e estoque 112. A tabela a seguir apresenta, entre outras informações, o volume de produção do produto similar fabricado pela indústria doméstica, conforme informado pela peticionária. Ressalte-se que a categoria "outros produtos" abrange vidros destinados à linha fria, inclusive à refrigeração comercial, como portas de freezers verticais e de refrigeradores, bem como alguns vidros para o setor moveleiro. Dos Indicadores de Produção, Capacidade Instalada e Estoque (em t e em número índice) [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Volumes de Produção A. Volume de Produção - Produto Similar [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (33,4%) 25,4% 20,0% (2,7%) (2,4%) B. Volume de Produção - Outros Produtos [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (31,7%) 15,9% 16,8% 1,9% (5,7%) Capacidade Instalada D. Capacidade Instalada Efetiva [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (0,9%) 12,9% 1,1% (3,0%) + 9,7% E. Grau de Ocupação {(A+B)/D} 100,0 68,0 73,1 86,0 87,7 - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Estoques F. Estoques [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (26,6%) 21,5% (22,1%) 28,8% (10,6%) G. Relação entre Estoque e Volume de Produção {E/A} 100,0 110,1 106,6 69,2 91,6 - Variação - [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Elaboração: DECOM Fonte: RFB e Indústria Doméstica 113. O volume de produção do produto similar doméstico diminuiu 33,4% de P1 para P2. Nos períodos subsequentes, houve aumentos de 25,4% entre P2 e P3, e de 20,0% entre P3 e P4. Considerando o intervalo entre P4 e P5, houve redução de 2,7%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador apresentou variação negativa de 2,4% de P1 a P5. 114. A produção de outros produtos, por sua vez, apresentou retração de 31,7% entre P1 e P2, seguida de autos sucessivos de 15,9% de P2 para P3, de 16,8% de P3 para P4, e de 1,9% de P4 para P5. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador acumulou retração de 5,7% de P1 a P5. 115. A ocupação da capacidade instalada decresceu [CONFIDENCIAL] p.p., de P1 para P2, e aumentou [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de [CONFIDENCIAL] p.p., entre P3 e P4, e redução de [CONFIDENCIAL] p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador cresceu [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 a P5. 116. O volume de estoque final de vidros para linhas quente e molhada apresentou retração de 26,6%, de P1 para P2, e crescimento de 21,5% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 22,1% entre P3 e P4, e crescimento de 28,8% entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador apresentou redução de 10,6% de P1 a P5. 117. A relação estoque final/produção cresceu [RESTRITO] p.p. de P1 para P2. Nos períodos subsequentes, houve retrações de [RESTRITO] p.p. de P2 para P3, e de [RESTRITO] p.p. de P3 para P4, seguidas de crescimento de [RESTRITO] p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador caiu [RESTRITO] p.p. de P1 a P5. 6.1.1.3. Dos indicadores de emprego, produtividade e massa salarial 118. A tabela a seguir apresenta, entre outras informações, os indicadores de emprego, de produtividade e de massa salarial da indústria doméstica, conforme informados pela peticionária. Do Emprego, da Produtividade e da Massa Salarial [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Emprego A. Quantidade de Empregados - Total [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (7,9%) 10,0% 25,9% (9,6%) + 15,3% A1. Quantidade de Empregados - Produção [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (8,6%) 10,4% 27,3% (9,7%) + 16,0% A2. Quantidade de Empregados - Adm. e Vendas [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (1,7%) 5,2% 13,1% (8,7%) + 6,8% Produtividade (em t) B. Produtividade por Empregado Volume de Produção (produto similar) / {A1} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (27,1%) 13,6% (5,6%) 7,7% (15,8%) Massa Salarial (em Mil Reais) C. Massa Salarial - Total [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (19,4%) 20,2% 18,2% 4,5% + 19,7% C1. Massa Salarial - Produção [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (22,2%) 23,9% 18,5% 6,3% + 21,5% C2. Massa Salarial - Adm. e Vendas [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 0,6% (0,3%) 16,4% (8,1%) + 7,2% Elaboração: DECOM Fonte: RFB e Indústria Doméstica 119. Observou-se que o número de empregados que atuam nas linhas de produção diminuiu 8,6% de P1 para P2 e aumentou 10,4% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 27,3% entre P3 e P4, e considerando o intervalo entre P4 e P5, houve diminuição de 9,7%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação positiva de 16,0% em P5, comparativamente a P1. 120. Com relação à variação de número de empregados que atuam em administração e vendas ao longo do período em análise, houve redução de 1,7% entre P1 e P2, enquanto de P2 para P3 é possível detectar ampliação de 5,2%. De P3 para P4, houve crescimento de 13,1%, seguido de queda de 8,7% entre P4 e P5. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou expansão de 6,8%, considerado P5 em relação a P1. 121. Avaliando a variação de quantidade total de empregados no período analisado, verificou-se diminuição de 7,9% entre P1 e P2. Nos intervalos seguintes, houve elevações de 10,0% entre P2 e P3, e de 25,9% entre P3 e P4, seguidas de retração de 9,6% entre P4 e P5. Analisando-se todo o período, o indicador apresentou expansão da ordem de 15,4% em P5, relativamente a P1. 122. Observou-se que a massa salarial correspondente aos empregados das linhas de produção diminuiu 22,2% de P1 para P2. Nos períodos subsequentes, houve aumentos de 23,9% entre P2 e P3, de 18,5% entre P3 e P4, e de 6,3% entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador aumentou 21,5% em P5, comparativamente a P1. 123. Com relação à variação de massa salarial correspondente aos empregados de administração e vendas ao longo do período em análise, houve aumento de 0,6% entre P1 e P2, enquanto de P2 para P3 detectou-se retração de 0,3%. De P3 para P4, houve crescimento de 16,4%, seguido de queda de 8,1% entre P4 e P5. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou expansão de 7,2%, considerado P5 em relação a P1. 124. Avaliando a variação de massa salarial correspondente ao total de empregados no período analisado, verificou-se diminuição de 19,4% entre P1 e P2. Nos intervalos seguintes, houve elevações de 20,2% entre P2 e P3, de 18,2% entre P3 e P4, e de 4,5% entre P4 e P5. Analisando-se todo o período, o indicador apresentou expansão da ordem de 19,7%, considerado P5 em relação a P1. 125. Por fim, a produtividade por empregado ligado à produção diminuiu 27,1% de P1 para P2 e aumentou 13,6% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 5,6% entre P3 e P4, e, considerando o intervalo entre P4 e P5, crescimento de 7,7%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador caiu 15,8% em P5, comparativamente a P1. 6.1.2. Dos indicadores financeiros da indústria doméstica 6.1.2.1. Da receita líquida e dos preços médios ponderados 126. A tabela a seguir indica as receitas líquidas obtidas pela indústria doméstica com a venda do produto similar no mercado interno. Cabe ressaltar que as receitas líquidas apresentadas estão deduzidas dos valores de fretes incorridos sobre essas vendas. Da Receita Líquida e dos Preços Médios Ponderados [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Receita Líquida (em Mil Reais) A. Receita Líquida Total [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (24,6%) 37,7% 20,5% (9,5%) + 13,2% A1. Receita Líquida - Mercado Interno [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (24,5%) 38,0% 20,1% (9,8%) + 12,8% Participação {A1/A} 99,5% 99,6% 99,8% 99,5% 99,1% (0,3 p.p.) A2. Receita Líquida - Mercado Externo [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (38,4%) (44,8%) 255,1% 54,1% + 86,0% Participação {A2/A} 0,5% 0,4% 0,2% 0,5% 0,9% + 0,3 p.p. Preços Médios Ponderados (em Reais/t) B. Preço no Mercado Interno {A1/Vendas no Mercado Interno} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 2,1% 15,1% (3,1%) (3,9%) + 9,5% C. Preço no Mercado Externo {A2/Vendas no Mercado Externo} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (6,7%) (0,3%) 63,2% 5,6% + 60,3% Elaboração: DECOM Fonte: RFB e Indústria Doméstica 127. Observou-se que a receita líquida, em reais atualizados, referente às vendas no mercado interno diminuiu 24,5% de P1 para P2 e aumentou 38,0% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 20,1% entre P3 e P4, e, considerando o intervalo entre P4 e P5, houve diminuição de 9,8%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador cresceu 12,8% em P5, comparativamente a P1. 128. O preço médio de venda no mercador interno aumentou 2,1% de P1 para P2 e 15,1% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve reduções de 3,1% entre P3 e P4, e de 3,9% entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador aumentou 9,5% de P1 a P5. 6.1.2.2. Dos resultados e das margens 129. A tabela a seguir apresenta a demonstração de resultados e as margens de lucro associadas, para o período de investigação, obtidas com a venda de vidros temperados destinados a eletrodomésticos das linhas quente e molhada no mercado interno. Demonstrativo de Resultado no Mercado Interno e Margens de Rentabilidade [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Demonstrativo de Resultado (em Mil Reais e em número-índice de Mil Reais) A. Receita Líquida - Mercado Interno [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (24,5%) 38,0% 20,1% (9,8%) + 12,8% B. Custo do Produto Vendido - CPV [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (23,2%) 35,3% 20,1% (5,6%) + 18,0% C. Resultado Bruto {A-B} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (30,0%) 49,8% 19,9% (26,3%) (7,3%) D. Despesas Operacionais [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 209,0% (168,8%) 44,5% 181,4% + 133,9% D1. Despesas Gerais e Administrativas 100,0 97,9 109,2 144,0 149,3 [CONF.] D2. Despesas com Vendas 100,0 114,4 139,2 178,0 145,7 [CONF.] D3. Resultado Financeiro (RF) (100,0) (45,0) (96,3) (154,5) (135,4) [CONF.] D4. Outras Despesas (Receitas) Operacionais (OD) (100,0) 9,4 (111,6) (20,4) 25,6 [CONF.] E. Resultado Operacional {C-D} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (49,3%) 100,6% 14,8% (32,3%) (21,0%) F. Resultado Operacional (exceto RF) {C-D1-D2-D4} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (47,8%) 97,4% 3,2% (40,1%) (36,3%) G. Resultado Operacional (exceto RF e OD) {C-D1-D2} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (39,1%) 67,4% 16,3% (35,6%) (23,7%) Margens de Rentabilidade (%) H. Margem Bruta {C/A} 100,0 92,6 100,5 100,5 82,3 - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] I. Margem Operacional {E/A} 100,0 67,1 97,4 93,0 69,7 - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] J. Margem Operacional (exceto RF) {F/A} 100,0 69,3 98,9 84,9 56,4 - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] K. Margem Operacional (exceto RF e OD) {G/A} 100,0 80,9 97,5 94,9 67,5 - Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Elaboração: DECOM Fonte: RFB e Indústria Doméstica 130. Observou-se que a receita líquida, em reais atualizados, referente às vendas no mercado interno diminuiu 24,5% de P1 para P2 e aumentou 38,0% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 20,1% entre P3 e P4, e considerando o intervalo entre P4 e P5, diminuição de 9,8%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador apresentou expansão de 12,8% em P5, comparativamente a P1. 131. Com relação à variação de resultado bruto da indústria doméstica ao longo do período em análise, houve redução de 30,0% entre P1 e P2, seguida de ampliação de 49,8% entre P2 e P3. De P3 para P4, houve crescimento de 19,9%, e, entre P4 e P5, o indicador caiu 26,3%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou contração de 7,3%, considerado P5 em relação a P1. 132. Avaliando a variação de resultado operacional no período analisado, verificou-se diminuição de 49,3% entre P1 e P2. Nos intervalos seguintes, houve elevações de 100,6% entre P2 e P3, e de 14,8% entre P3 e P4, seguidas de retração de 32,3% entre P4 e P5. Analisando-se todo o período, o indicador apresentou contração da ordem de 21,0%, considerado P5 em relação a P1. 133. Observou-se que o resultado operacional, excetuado o resultado financeiro, diminuiu 47,8% de P1 para P2 e aumentou 97,4% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 3,2% entre P3 e P4, e, considerando o intervalo entre P4 e P5, houve diminuição de 40,1%. Ao se considerar todo o período de análise, houve queda de 36,3% em P5, comparativamente a P1. 134. Com relação à variação de resultado operacional, excluídos o resultado financeiro e outras despesas, ao longo do período em análise, houve redução de 39,1% entre P1 e P2, enquanto de P2 para P3 detectou-se ampliação de 67,4%. De P3 para P4, houve novo crescimento, da ordem de 16,3%, e, entre P4 e P5, o indicador sofreu queda de 35,6%. Ao se considerar toda a série analisada, houve contração de 23,7%, considerado P5 em relação a P1. 135. Observou-se que a margem bruta diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 para P2 e aumentou [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve estabilidade do indicador entre P3 e P4, e diminuição de [CONFIDENCIAL]p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de [CONFIDENCIAL] p.p. em P5, comparativamente a P1. 136. Com relação à variação de margem operacional ao longo do período em análise, houve redução de [CONFIDENCIAL] p.p. entre P1 e P2. De P2 para P3, detectou-se ampliação de [CONFIDENCIAL]p.p., seguida de reduções de [CONFIDENCIAL]p.p. entre P3 e P4, e de [CONFIDENCIAL]p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador apresentou contração de [CONFIDENCIAL]p.p., considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1). 137. Avaliando a variação de margem operacional, exceto resultado financeiro, no período analisado, verificou-se diminuição de [CONFIDENCIAL]p.p. entre P1 e P2. De P2 para P3, houve elevação de [CONFIDENCIAL] p.p., enquanto de P3 para P4 e de P4 para P5 houve reduções, respectivamente, de [CONFIDENCIAL]p.p. e de [CONFIDENCIAL]p.p. Analisando-se todo o período, o indicador apresentou contração de [CONFIDENCIAL]p.p., considerado P5 em relação a P1. 138. Observou-se que a margem operacional, excluído o resultado financeiro e outras despesas, diminuiu [CONFIDENCIAL]p.p. de P1 para P2 e aumentou [CONFIDENCIAL]p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve reduções de [CONFIDENCIAL]p.p. entre P3 e P4 e de [CONFIDENCIAL]p.p. entre P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador revelou variação negativa de [CONFIDENCIAL]p.p. em P5, comparativamente a P1. 6.1.2.3. Do fluxo de caixa, do retorno sobre investimentos e da capacidade de captar recursos 139. Relativamente aos indicadores apresentados a seguir, ressalte-se que estes refletem as atividades totais da indústria doméstica, não se restringindo às operações relativas aos vidros temperados destinados a eletrodomésticos das linhas quente e molhada, objeto da investigação. Do Fluxo de Caixa, Retorno sobre Investimentos e Capacidade de Captar Recursos [CONFIDENCIAL] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Fluxo de Caixa A. Fluxo de Caixa [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (52,4%) (262,2%) 420,1% (161,6%) (252,4%) Retorno sobre Investimento B. Lucro Líquido [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (15,9%) 31,4% (36,8%) (55,6%) (69,0%) C. Ativo Total [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (16,5%) 8,1% 13,7% 9,2% + 12,1% D. Retorno sobre Investimento Total (ROI) 100,0 100,7 122,4 68,0 27,6 [CONF.] Variação - [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Capacidade de Captar Recursos E. Índice de Liquidez Geral (ILG) [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] - Variação - 26,4% 26,5% (35,9%) (11,4%) (9,1%) F. Índice de Liquidez Corrente (ILC) [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] - Variação - 13,1% 18,4% (7,8%) 9,3% + 35,0% Elaboração: DECOM Fonte: RFB e Indústria Doméstica Obs.: ROI = Lucro Líquido / Ativo Total; ILC = Ativo Circulante / Passivo Circulante; ILG = (Ativo Circulante + Ativo Realizável Longo Prazo)/(Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)