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Home / Diário Oficial da União / quarta-feira, 8 de julho de 2026

CircularSeção 1 · Edição 126 · Pág. 74

Circular

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e ServiçosSecretaria de Comércio Exterior

Texto integral

232. Assim, para efeito da análise relativa à determinação do início da investigação, considerou-se, de acordo com o § 4º do art. 48 do Decreto nº 8.058, de 2013, o período de outubro de 2019 a setembro de 2024, dividido da seguinte forma: P1 - 1º de outubro de 2019 até 30 de setembro de 2020; P2 - 1º de outubro de 2020 até 30 de setembro de 2021; P3 - 1º de outubro de 2021 até 30 de setembro de 2022; P4 - 1º de outubro de 2022 até 30 de setembro de 2023; e P5 - 1º de outubro de 2023 até 30 de setembro de 2024. 5.1. Das importações 233. Para fins de apuração dos valores e das quantidades de fios de aço importados pelo Brasil em cada período da investigação de dano, foram utilizados os dados de importação referentes aos subitens 7217.10.19 e 7217.10.90 da NCM, fornecidos pela RFB. 234. O produto objeto da investigação é comumente classificado no subitem 7217.10.19 da NCM, embora, no âmbito da investigação do mesmo produto originado da China, tivessem sido constatadas importações mediante classificação no subitem 7217.10.90 da NCM. Diante disso, foram utilizados ambos os subitens da NCM com vistas a identificar as importações do produto objeto da investigação e do produto similar. 235. Cabe ressaltar que nos referidos códigos fiscais podem ser classificados produtos distintos que não pertencem ao escopo da investigação. Por esse motivo, realizou-se depuração das informações constantes dos dados oficiais, de forma a se obter os volumes de importação referentes ao produto objeto da investigação, sendo desconsiderados os produtos que não correspondiam às descrições apresentadas no item 2.1 deste documento, tais como autopeças, mola de colchão e enfardamento de algodão, bem como fios de aço que não possuam relaxação baixa ou normal. Essa depuração foi revisada em fase de determinação preliminar, na qual foram expurgados outros itens identificados, pela bitola, como sendo molas de colchão. 236. Em que pese a metodologia adotada, contudo, ainda restaram importações cujas descrições das estatísticas da RFB não permitiram concluir se o produto importado consistia ou não de fios de aço objeto de análise de dumping. Para fins de início da investigação, essas importações com descrição inconclusiva foram conservadoramente incluídas na análise. 237. Visando tornar a análise do valor das importações mais uniforme, considerando que o frete e o seguro, dependendo da origem considerada, têm impacto relevante sobre o preço de concorrência entre os produtos ingressados no mercado brasileiro, a análise foi realizada em base CIF e [RESTRITO]. 238. As tabelas seguintes apresentam os volumes, valores e preços CIF das importações totais de fios de aço, bem como suas variações, no período de investigação de indícios de dano à indústria doméstica: Importações Totais (em t) [CONFIDENCIAL] [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Egito [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Espanha [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Malásia [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Total (sob análise) [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 60,2% (14,0%) 10,6% 126,8% + 245,6% Tailândia [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] China [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Turquia [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] África do Sul [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Outras(*) [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Total (exceto sob análise) [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 195,2% 45,2% (39,3%) (58,7%) + 7,5% Total Geral [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 121,3% 21,7% (25,3%) 18,3% + 137,9% (*) Outras origens: Portugal, Alemanha, Coreia do Sul. Valor das Importações Totais (em CIF USD x1.000) [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Egito [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Espanha [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Malásia [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Total (sob análise) [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 105,3% 26,4% (14,9%) 85,6% + 309,9% Tailândia [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] China [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Turquia [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] África do Sul [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Outras(*) [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Total (exceto sob análise) [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 261,6% 89,0% (55,0%) (61,7%) + 17,8% Total Geral [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 178,2% 64,3% (42,9%) 4,9% + 173,8% (*) Outras origens: Portugal, Alemanha, Coreia do Sul. Preço das Importações Totais (em CIF USD / t) [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Egito [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Espanha [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Malásia [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Total (sob análise) [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 28,2% 47,0% (23,1%) (18,2%) + 18,6% Tailândia [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] China [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Turquia [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] África do Sul [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Outras(*) [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Total (exceto sob análise) [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 22,5% 30,2% (26,0%) (7,2%) + 9,6% Total Geral [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 25,7% 35,0% (23,5%) (11,3%) + 15,1% (*) Outras origens: Portugal, Alemanha, Coreia do Sul. 239. O volume total das importações brasileiras de fios de aço das origens investigadas registrou aumento de 245,6% considerando todo o período sob análise, de P1 a P5. Ao longo desse intervalo, as importações aumentaram 60,2% de P1 para P2, diminuíram 14% de P2 para P3 e voltaram a aumentar nos intervalos subsequentes: 10,6% de P3 para P4 e 126,8% de P4 para P5. 240. Já as importações das origens não investigadas cresceram apenas 7,5% no intervalo de P1 a P5. Analisando período a período, tais importações cresceram até P3 - 195,2% entre P1 e P2 e 45,2% entre P2 e P3 - passando a declinar concomitante com o aumento das importações de origens investigadas - queda de 39,3% entre P3 e P4 e de 58,7% entre P4 e P5. 241. Assim, de P1 a P5, o aumento de 137,9% no volume total das importações de fios de aço pelo Brasil decorreu em sua maior parte em razão das importações das origens sob análise. Ao longo do período de análise, o volume total de importações registrou queda somente entre P3 e P4, de 25,3%, crescendo nos demais intervalos: 121,3% de P1 a P2, 21,7% de P2 a P3 e 18,3% de P4 a P5. 242. Com relação ao valor CIF das importações brasileiras das origens investigadas, o indicador apresentou o seguinte comportamento: aumentos de 105,3% de P1 a P2 e de 26,4% de P2 a P3, seguido de queda de 14,9% de P3 a P4 e de novo aumento, de 85,6% de P4 a P5. Ao se comparar os extremos da série, houve aumento de 309,9% de P1 a P5. Já em relação ao valor CIF das importações das outras origens, registrou-se aumento de 17,8% no intervalo de P1 a P5. 243. Relativamente ao valor CIF das importações brasileiras totais, por sua vez, observou-se acréscimo de 173,8% no intervalo de P1 a P5, sendo atribuível em sua maior parte às importações das origens investigadas. De forma similar à variação do volume total, houve crescimento do valor total de importações em todos os períodos, exceto entre P3 e P4, que registrou queda de 42,9%. 244. Com relação aos preços CIF, em dólares por tonelada, das importações das origens investigadas, houve crescimento, atingindo o pico em P3, correspondendo a US$ 1.358,92/t. A partir de então, os preços das importações das origens investigadas passaram a retrair, encerrando P5 em US$ 855,60/t, o que significou uma alta de 18,6% em comparação a P1. De forma similar, os preços CIF relativos às importações de origens não investigadas também experimentaram um pico em P3 e um declínio posterior, totalizando um aumento de 9,6% em P5 comparado a P1. 245. Apesar de terem apresentado comportamento semelhante, a partir de P3, o preço CIF médio ponderado das importações brasileiras das origens sob análise foi superior ao preço CIF médio ponderado das importações brasileiras das demais origens. 246. Dessa forma, o preço médio das importações brasileiras totais de fios de aço registrou aumentos nos dois primeiros intervalos da série (25,7% e 35%) até seu auge, em P3, e duas quedas nos intervalos seguintes (23,5% e 11,3%), totalizando alta de 15,1% de P1 a P5. 5.2. Do mercado brasileiro e da evolução das importações 247. Para dimensionar o mercado brasileiro de fios de aço, foram consideradas as quantidades vendidas, de fabricação própria, no mercado interno pela indústria doméstica, líquidas de devoluções e reportadas pela peticionária, bem como as quantidades importadas apuradas com base nos dados de importação fornecidos pela RFB, apresentadas no item anterior. 248. As revendas de produtos importados não foram incluídas na coluna relativa às vendas internas por já constarem dos dados relativos às importações. Cabe ressaltar que a peticionária não reportou consumo cativo do produto similar doméstico, tornando o consumo nacional aparente equivalente ao mercado brasileiro. Do Mercado Brasileiro e da Evolução das Importações (em t) [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Mercado Brasileiro Mercado Brasileiro {A+B+C} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 65,4% 13,1% (16,4%) 9,9% + 72,1% A. Vendas Internas - Indústria Doméstica [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 38,9% 6,6% (8,6%) 4,1% + 40,8% C. Importações Totais [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] C1. Importações - Origens sob Análise [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 60,2% (14,0%) 10,6% 126,8% + 245,6% C2. Importações - Outras Origens [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 195,2% 45,2% (39,3%) (58,7%) + 7,5% Participação no Mercado Brasileiro Participação das Vendas Internas da Indústria Doméstica {A/(A+B+C)} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Participação das Importações Totais {C/(A+B+C)} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Participação das Importações - Origens sob Análise {C1/(A+B+C)} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Participação das Importações - Outras Origens {C2/(A+B+C)} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Representatividade das Importações de Origens sob Análise Participação no Mercado Brasileiro {C1/(A+B+C)} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Participação nas Importações Totais {C1/C} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] F. Volume de Produção Nacional {F1+F2} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 52,7% 1,1% (14,2%) 4,1% + 37,8% F1. Volume de Produção - Indústria Doméstica [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 52,7% 1,1% (14,2%) 4,1% + 37,8% Relação com o Volume de Produção Nacional {C1/F} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] 249. O mercado brasileiro de fios de aço cresceu 72,1% no somatório de P1 a P5, tendo apresentado crescimento em quase todos os intervalos sob análise. Boa parte desse crescimento total ocorreu entre P1 e P2, momento em que o mercado brasileiro cresceu 65,4%. Em P3, o mercado brasileiro atingiu seu pico, registrando o volume de [RESTRITO] t. Apenas no intervalo entre P3 e P4 houve queda, de 16,4%. 250. Considerando a participação no mercado brasileiro, as importações totais representavam [RESTRITO] % em P1 e passaram a representar [RESTRITO] % em P5, correspondendo a um aumento de [RESTRITO] p.p. As importações investigadas representaram [RESTRITO] % do mercado brasileiro em P5, enquanto as importações das demais origens representaram [RESTRITO] %. 251. Dentre as importações, destaca-se que as importações das origens investigadas corresponderam a [RESTRITO] % em P1, tendo decaído até P3 ([RESTRITO] % do total), período a partir do qual as importações sob análise voltaram a ganhar representatividade, tendo atingido [RESTRITO] % do total das importações em P5. 252. Com efeito, a indústria doméstica perdeu [RESTRITO] p.p. de participação no mercado brasileiro, que foi absorvida em sua maior parte pelas importações das origens investigadas. 253. Considerando a relação entre o volume das importações sob análise e o volume da produção nacional, o indicador registrou expansão na ordem de [RESTRITO] p.p. no intervalo de P1 a P5, tendo alcançado nesse último período a proporção de [RESTRITO] %. 5.3. Da conclusão preliminar a respeito das importações 254. Com base nos dados anteriormente apresentados, concluiu-se que: a) Durante o período de P1 a P5, o volume das importações de fios de aço das origens investigadas registrou crescimento acumulado de 245,6%, apresentando maior ritmo na passagem do período P4 para P5 quando esse volume aumentou 126,8%; b) A participação no mercado brasileiro das importações das origens investigados cresceu [RESTRITO] p.p. de P1 para P5 e [RESTRITO] p.p. de P4 para P5; c) Quando se tem em consideração o volume total das importações brasileiras de fios de aço de alto teor de carbono, apura-se crescimento na participação das origens investigadas nesse volume na ordem de [RESTRITO] p.p. de P1 para P5 e de [RESTRITO] p.p. de P4 para P5; d) A relação entre as importações das origens investigadas e a produção nacional cresceu [RESTRITO] p.p. de P1 a P5 e [RESTRITO] p.p. de P4 para P5. 255. Diante desse cenário, observou-se, aumento significativo nas importações das origens investigadas a preços de dumping, tanto em termos absolutos quanto em relação à produção no Brasil. Além disso, analisando o volume das importações mais recentes (a partir de P3), verificou-se tendência de expansão das importações das origens investigadas e tendência de queda das importações demais origens. 256. Em números absolutos, o volume de importações das origens investigadas cresceu ao longo do período analisado, registrando expansão de [RESTRITO] t de P1 a P5, ao passo que as importações das demais origens registraram aumento de [RESTRITO] t. A expansão do volume das importações das origens investigadas absorveu a maior parte do crescimento médio do mercado brasileiro, de [RESTRITO] t, diminuindo a participação da indústria doméstica e das importações das demais origens. Em termos relativos, como se observou, as importações originárias do Egito, da Espanha e da Malásia aumentaram 245,6%. 6. DO DANO 257. De acordo com o disposto no art. 30 do Decreto nº 8.058, de 2013, a análise de dano deve se fundamentar i) no exame objetivo do volume das importações a preços com indícios de dumping; ii) no seu possível efeito sobre os preços do produto similar no mercado brasileiro; e iii) no consequente impacto dessas importações sobre a indústria doméstica. 258. Conforme explicitado no item 5 deste documento, para fins de início da investigação, considerou-se o período de outubro de 2019 a setembro de 2024. 6.1. Dos indicadores da indústria doméstica 259. Para uma adequada avaliação da evolução dos dados em moeda nacional, atualizaram-se os valores correntes com base no Índice de Preços ao Produtor Amplo - Origem - Produtos Industrializados (IPA-OG-PI), da Fundação Getúlio Vargas, [RESTRITO]. 260. De acordo com a metodologia aplicada, os valores em reais correntes de cada período foram divididos pelo índice de preços médio do período, multiplicando-se o resultado pelo índice de preços médio de P5. Essa metodologia foi aplicada a todos os valores monetários em reais apresentados. 261. Destaque-se que os indicadores econômico-financeiros apresentados neste documento são referentes exclusivamente à produção e às vendas da indústria doméstica de fios de aço no mercado interno, salvo quando expressamente disposto de forma diversa. 6.1.1. Da evolução global da indústria doméstica 6.1.1.1 Dos indicadores de venda e participação no mercado brasileiro e no Consumo Nacional Aparente 262. A tabela a seguir apresenta, entre outras informações, as vendas da indústria doméstica de fios de aço de fabricação própria, destinadas ao mercado interno, conforme informadas pela peticionária. Cumpre ressaltar que as vendas são apresentadas líquidas de devoluções. Dos Indicadores de Venda e Participação no Mercado Brasileiro [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Indicadores de Vendas A. Vendas Totais da Indústria Doméstica [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 49,2% 1,9% (13,6%) 7,0% + 40,6% A1. Vendas no Mercado Interno [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 38,9% 6,6% (8,6%) 4,1% + 40,8% A2. Vendas no Mercado Externo [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 144,3% (22,8%) (49,6%) 45,9% + 38,6% Mercado Brasileiro e Consumo Nacional Aparente (CNA) B. Mercado Brasileiro [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 65,4% 13,1% (16,4%) 9,9% + 72,1% Representatividade das Vendas no Mercado Interno Participação nas Vendas Totais {A1/A} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Participação no Mercado Brasileiro {A1/B} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] 263. Foi identificado um aumento de 40,6% no volume de vendas totais de fios de aço entre P1 e P5 decorrente, sobretudo, de um salto de vendas ocorrido entre P1 e P2 (49,2%). Nos demais intervalos, registraram-se altas de 1,9% de P2 a P3 e de 7,0% de P4 a P5. De P3 a P4, em contrapartida, observou-se queda de 13,6%. 264. As vendas no mercado interno espelharam essa progressão, tendo crescido 40,8% de P1 a P5, decorrente principalmente do crescimento no intervalo entre P1 e P2 (38,9%) e apresentando queda apenas no intervalo entre P3 e P4 (8,6%). 265. De forma similar, as vendas no mercado externo cresceram 38,6% entre P1 e P5%, embora tenham apresentado uma maior oscilação ao longo dos períodos analisados, com um salto de 144,3% entre P1 e P2, seguido de duas quedas nos intervalos entre P2 e P3 (22,8%) e entre P3 e P4 (49,6%), e de nova alta entre P4 e P5 (45,9%). 266. Nota-se, no entanto, que o crescimento das vendas da indústria doméstica foi inferior ao crescimento do mercado brasileiro, que, entre P1 e P5, aumentou em 72,1% decorrente, sobretudo, do aumento de 65,4% ocorrido entre P1 e P2 e de duas altas menores nos períodos posteriores (P2 a P3 e P4 a P5), intercaladas por uma queda de 16,4% entre P3 e P4. Ressalta-se não ter havido consumo cativo de modo a tornar os dados de consumo nacional aparente (CNA) distintos dos dados de mercado brasileiro. 267. Consequentemente, de P1 a P5 a participação da indústria doméstica no mercado brasileiro retraiu em [RESTRITO] p.p.. Ao longo da série, a indústria doméstica perdeu participação no mercado brasileiro em todos os intervalos, à exceção de P3 para P4, quando logrou aumentar [RESTRITO] p.p. Não obstante, no intervalo seguinte a indústria doméstica voltou a perder participação, na ordem de [RESTRITO] p.p. Com efeito, a participação da indústria doméstica no mercado brasileiro passou de [RESTRITO] % em P1 para [RESTRITO] % em P5. 6.1.1.2 Dos indicadores de produção, capacidade e estoque 268. A indústria doméstica informou que a capacidade instalada nominal depende da velocidade de produção, em metros por minuto, de cada bitola - [RESTRITO] - em cada uma das [RESTRITO]. Desta forma, a capacidade nominal teria sido calculada a partir da velocidade da máquina para cada bitola de produto, multiplicada pelo volume de cada bitola que passou na máquina e multiplicado por 60 minutos, 24 horas e 365 dias. 269. Para calcular a capacidade instalada efetiva, a BBA informou que teriam sido deduzidos 12 dias, relativos a feriados e dias não trabalhados, além da eficiência da máquina, que equivale a índice percentual determinado por bitola e por linha de produção, que varia entre [CONFIDENCIAL], multiplicando-se o resultado pela capacidade instalada nominal. Tal percentual corresponde a paradas para manutenção, que ocorrem de forma programada e alternada entre as fábricas, de forma a não afetar a disponibilidade de material. 270. Na tabela a seguir são apresentados os indicadores de volume de produção, capacidade instalada, grau de ocupação da capacidade instalada e estoques: Dos Indicadores de Produção, Capacidade Instalada e Estoque (em t) [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Volumes de Produção A. Volume de Produção - Produto Similar [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 52,7% 1,1% (14,2%) 4,1% + 37,8% Capacidade Instalada B. Capacidade Instalada Efetiva [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (3,2%) 0,6% 7,4% 2,0% + 6,7% C. Grau de Ocupação {(A/B} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 22,7 p.p. 0,3 p.p. (12,5 p.p.) 1,0 p.p. + 11,4 p.p. Estoques D. Estoques [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 18,2% (0,6%) (9,1%) (30,9%) (26,2%) E. Relação entre Estoque e Volume de Produção {D/A} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - (2,4 p.p.) (0,1 p.p.) 0,5 p.p. (2,9 p.p.) (5,0 p.p.) 271. O volume de produção do produto similar da indústria doméstica aumentou nos dois primeiros intervalos: 52,7% de P1 para P2, 1,1% de P2 para P3. Em seguida, houve queda de 14,2% no intervalo de P3 para P4. De P4 para P5, o indicador registrou aumento de 4,1%. De P1 a P5, o volume de produção da indústria doméstica aumentou 37,8%. 272. A capacidade instalada efetiva da indústria doméstica apresentou as seguintes variações: queda de 3,2% no primeiro intervalo, entre P1 e P2, altas nos demais períodos, 0,6% de P2 para P3, 7,4% de P3 para P4 e 2% de P4 para P5. O indicador culminou em alta de 6,7% entre P1 e P5. 273. Como o volume de produção apresentou crescimento maior do que a capacidade instalada efetiva, houve aumento no grau de ocupação da capacidade instalada da indústria doméstica em todos os intervalos, à exceção de P3 para P4, na ordem de 12,5 p.p. Nos demais intervalos, observaram-se aumentos no indicador: 22,7 p.p. de P1 para P2, 0,3 p.p. de P2 para P3, 1,0 p.p. de P4 para P5 e de 11,4 p.p. de P1 a P5. 274. O volume de estoque de fios de aço, por sua vez, caiu 26,2% entre P1 e P5. Ao longo dos intervalos, os estoques variaram da seguinte forma: aumento de 18,2% de P1 para P2, seguido de quedas de 0,6% de P2 para P3, 9,1% de P3 para P4 e 30,9% de P4 para P5. 275. Como consequência da queda dos estoques e do aumento do volume de produção, a relação entre estoque e volume de produção caiu em todos os períodos analisados, à exceção do intervalo de P3 a P4, com aumento de 0,5 p.p. Nos demais intervalos, a relação entre estoque e volume de produção apresentou as seguintes contrações: 2,4 p.p. de P1 para P2, 0,1 p.p. de P2 para P3, 2,9 p.p. de P4 para P5. Analisando os extremos da série, o indicador apresentou uma queda total de 5 p.p. entre P1 e P5. 6.1.1.3 Dos indicadores de emprego, produtividade e massa salarial 276. A tabela a seguir apresenta os valores e as variações relativos ao emprego, à produtividade e à massa salarial ao longo do período em análise: Do Emprego, da Produtividade e da Massa Salarial [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Emprego A. Qtde de Empregados - Total [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 49,0% 9,0% (41,3%) 39,4% + 32,9% A1. Qtde de Empregados - Produção [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 50,0% 5,1% (42,8%) 26,9% + 14,4% A2. Qtde de Empregados - Adm. e Vendas [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 41,2% 41,7% (32,4%) 104,3% + 176,5% Produtividade (em t) B. Produtividade por Empregado {Volume de Produção (produto similar) / A1} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 1,8% (3,8%) 49,9% (18,0%) + 20,5% Massa Salarial (em Mil Reais) C. Massa Salarial - Total [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 29,0% 25,8% (17,4%) 23,3% + 65,2% C1. Massa Salarial - Produção [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 29,2% 19,9% (16,7%) 2,7% + 32,6% C2. Massa Salarial - Adm. e Vendas [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 28,5% 39,6% (18,9%) 66,2% + 141,6% 277. Percebeu-se um crescimento no número total de empregados da indústria doméstica em quase todos os períodos analisados. A única exceção ocorreu entre P3 e P4, quando houve uma redução de 41,3%. No acumulado entre P1 e P5, contudo, registrou-se um aumento de 32,9% no número total de empregados. Nos demais intervalos analisados, houve aumentos de 49% de P1 para P2, 9% de P2 para P3 e 39,4% de P4 para P5. 278. O número de empregados da produção apresentou comportamento análogo ao número de empregados total: aumentos de 50% de P1 para P2 e de 5,1% de P2 para P3, queda de 42,8% de P3 para P4 e novo aumento de P4 para P5, de 26,9%. No acumulado de P1 a P5, o número de empregados da produção aumentou 14,4%. O mesmo comportamento também se observou quanto ao número de empregados de administração e vendas: aumentos de 41,2% e de 41,7% de P1 para P2 e de P2 para P3, respectivamente, queda de 32,4% de P3 para P4, seguida de aumento de 104,3% de P4 para P5. No acumulado de P1 a P5, o número de empregados do quadro de administração e vendas perfez o total de 176,5% de aumento. 279. A produtividade por empregado da indústria doméstica, caracterizada pela razão entre o volume de produção e o número de empregados da produção, apresentou oscilações ao longo dos períodos, sendo que o resultado acumulado entre P1 e P5 correspondeu a uma alta de 20,5%. 280. A variação da massa salarial acompanhou a variação dos dados de quantidade de empregados, com alta em todos os períodos, exceto entre P3 e P4. Com efeito, houve aumento na massa salarial total de 65,2% entre P1 e P5. Relativamente à massa salarial da produção, o indicador acompanhou a mesma tendência: aumentos de 29,2% de P1 para P2 e de 19,9% de P2 para P3. De P3 para P4, houve contração de 16,7%, enquanto de P4 para P5 houve aumento de 2,7%. De P1 a P5, a massa salarial da produção registrou aumento de 32,6%. Analogamente, a massa salarial do quadro de administração e vendas variou da seguinte forma: aumentos de 28,5% e de 39,6% de P1 para P2 e de P2 para P3, respectivamente. Em seguida, houve queda de 18,9% de P3 para P4. No último intervalo, de P4 para P5, houve aumento de 66,2%. Comparando P5 em relação a P1, constatou-se expansão de 141,6% no indicador. 6.1.2. Dos indicadores financeiros da indústria doméstica 6.1.2.1 Da receita líquida e dos preços médios ponderados 281. Inicialmente, cumpre esclarecer que a receita líquida da indústria doméstica se refere às vendas líquidas de fios de aço de produção própria, deduzidos abatimentos, descontos, tributos, devoluções e despesas de frete interno. Da Receita Líquida e dos Preços Médios Ponderados [CONFIDENCIAL] / [RESTRITO] P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5 Receita Líquida (em Mil Reais) A. Receita Líquida Total [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 59,0% 23,7% (18,8%) (12,3%) + 40,0% A1. Receita Líquida - Mercado Interno [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 51,5% 27,8% (14,9%) (15,7%) + 38,9% Participação {A1/A} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] A2. Receita Líquida - Mercado Externo [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - 133,0% (2,7%) (51,7%) 38,3% + 51,3% Participação {A2/A} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Preços Médios Ponderados (em Reais/t) B. Preço no Mercado Interno {A1/Vendas no Mercado Interno} [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] [REST.] Variação - 9,1% 19,8% (6,9%) (19,0%) (1,4%) C. Preço no Mercado Externo {A2/Vendas no Mercado Externo} [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] [CONF.] Variação - (4,6%) 26,1% (4,2%) (5,2%) + 9,2% 282. A receita líquida total da indústria doméstica com fios de aço apresentou alta de 40% considerando todo o período analisado, de P1 a P5. Nos dois primeiros intervalos, houve crescimento de 59%, de P1 para P2, e de 23,7%, de P2 para P3. Em seguida, houve quedas sucessivas de 18,8%, de P3 para P4, e de 12,3% de P4 para P5. 283. As variações são verificáveis, de forma similar, na análise da receita líquida oriunda do mercado interno, com alta total de 38,9% comparando-se P5 em relação a P1. Similarmente, houve expansão de 51,5% de P1 para P2, e de 27,8% de P2 para P3. Em seguida, houve sucessivas quedas, tendo a receita líquida no mercado interno contraído 14,9% de P3 para P4 e 15,7% de P4 para P5. 284. Isso representou uma queda de [CONFIDENCIAL] p.p. na fatia das receitas líquidas referente ao mercado interno em relação à receita total, sendo que a participação saiu de [CONFIDENCIAL]% em P1 para [CONFIDENCIAL]% em P5. 285. Já em relação ao mercado externo, a receita líquida da indústria doméstica obteve, de P1 a P5, um crescimento acumulado de 51,3%, decorrente de altas de 133% entre P1 e P2, e de 38,3% entre P4 e P5. Assim, as quedas observadas entre P2 e P3, de 2,7%, e de P3 para P4, de 51,7%, não anularam aquele crescimento observado de P1 a P5. 286. Com efeito, houve uma alta de [CONFIDENCIAL] p.p. na fatia das receitas líquidas referente ao mercado externo em relação ao total das receitas. O indicador aumentou de [CONFIDENCIAL]% em P1 para [CONFIDENCIAL]% em P5. 287. Os preços médios de venda se referem exclusivamente às vendas de fabricação própria e foram obtidos pela razão entre as receitas líquidas e as quantidades vendidas no mercado interno e externo, conforme o caso.