A "Vaza Jato" refere-se ao vazamento de conversas privadas, via Telegram, entre membros da Operação Lava Jato, como o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, divulgadas a partir de junho de 2019. Essas conversas levantaram sérias questões sobre a imparcialidade e a legalidade das ações da força-tarefa, sugerindo uma colaboração indevida entre juiz e acusação. A repercussão gerou amplos debates sobre a validade de processos e condenações, incluindo a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e levou a anulações de provas e condenações, com o STF declarando a suspeição de Moro em um dos casos.
A "Vaza Jato" é o termo utilizado para se referir ao vazamento de conversas privadas, via aplicativo Telegram, entre membros da Operação Lava Jato, incluindo o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. As conversas, divulgadas inicialmente pelo The Intercept Brasil e pela revista Veja a partir de junho de 2019, levantaram questões sobre a imparcialidade e a legalidade das ações da força-tarefa, sugerindo uma colaboração indevida entre juiz e acusação. A repercussão foi ampla, gerando debates sobre a validade de processos e condenações, especialmente a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Operação Lava Jato, iniciada em março de 2014, foi uma investigação de grande escala sobre corrupção no Brasil, focando inicialmente em um esquema de lavagem de dinheiro que se expandiu para revelar um vasto sistema de propinas envolvendo a Petrobras, empreiteiras e políticos. Sergio Moro atuou como juiz principal em Curitiba, e Deltan Dallagnol liderou a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF). A operação resultou em diversas prisões e condenações, incluindo a de Lula, que foi sentenciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em 2018.
Em meio a esse cenário, as revelações da Vaza Jato em 2019 trouxeram à tona diálogos que indicavam que Moro teria fornecido informações privilegiadas aos procuradores, auxiliado na construção de casos, sugerido modificações nas fases da operação e orientado a promotoria. As conversas também mostraram que procuradores discutiram formas de impedir uma entrevista de Lula antes das eleições de 2018, por receio de que isso pudesse beneficiar o Partido dos Trabalhadores (PT). Tais revelações geraram críticas e questionamentos sobre a conduta dos envolvidos, com juristas apontando violações do Código de Ética da Magistratura e da Constituição, que exigem imparcialidade do juiz.
As mensagens também sugeriram dúvidas internas entre os procuradores sobre a solidez das provas contra Lula no caso do tríplex do Guarujá. Outros diálogos revelaram ironias sobre a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia e o luto de Lula, além de discussões sobre a quebra de sigilo telefônico de Lula e vazamentos seletivos para a imprensa. A Vaza Jato também expôs acusações de investigação seletiva, com conversas indicando que Moro teria desaconselhado a investigação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que procuradores teriam poupado a Odebrecht de medidas mais duras em seu acordo de delação.