Visão geral
A Tragédia de Juiz de Fora MG refere-se aos eventos decorrentes das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais a partir de 23 de fevereiro de 2026, resultando em inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. O município de Juiz de Fora, juntamente com Ubá e Matias Barbosa, foi um dos mais afetados, sendo declarado em situação de calamidade pública. Até 1º de março de 2026, as chuvas haviam causado 72 mortes (65 em Juiz de Fora e Ubá, com o restante não especificado por cidade) e uma pessoa ainda estava desaparecida em Ubá. Em Juiz de Fora, as buscas por vítimas foram encerradas após a localização do corpo do último desaparecido, o menino Pietro, de 9 anos. A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, destacou que uma em cada quatro pessoas na cidade vive em áreas de risco, incluindo moradores de classe média alta, e que há grande dificuldade em convencer as pessoas a deixarem suas casas nessas localidades. A catástrofe mobilizou o governo federal, que destinou recursos para assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais, e levantou discussões sobre a eficácia dos sistemas de alerta para a população e a negligência com as mudanças climáticas, apontada por especialistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por não ter utilizado R$ 3,5 bilhões do Novo PAC, destinados a obras de contenção de encostas e drenagem, atribuindo a situação a um "descaso histórico". Lula também anunciou que os financiamentos para desabrigados em Minas Gerais seguirão o modelo adotado no Rio Grande do Sul. A resposta da sociedade civil também foi notável, com grupos de voluntários de outros estados e estudantes locais se mobilizando para auxiliar nas operações de resgate, limpeza e distribuição de doações, além de iniciativas comunitárias como a de Cláudia da Silva, que montou uma tenda de apoio no bairro Parque Jardim Burnier. Individualmente, atos de heroísmo também se destacaram, como o do ex-soldado Yuri Souza, que resgatou uma bebê e sua família em meio às inundações no bairro Industrial. No bairro Paineiras, moradores continuam fora de suas casas devido ao risco de novos desmoronamentos do Morro do Cristo, enfrentando dificuldades para acessar pertences e denunciando saques nos imóveis interditados.
Contexto histórico e desenvolvimento
A partir de 23 de fevereiro de 2026, a região da Zona da Mata mineira foi assolada por chuvas intensas. Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa foram os municípios mais atingidos, levando à decretação de estado de calamidade pública. Outras cidades, como Divinésia e Senador Firmino, também foram impactadas, declarando situação de emergência. A gravidade da situação foi evidenciada por relatos de moradores, incluindo a perda de familiares e a atuação de ex-soldados no resgate de vítimas. Até a manhã de 1º de março de 2026, a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou 72 mortes em decorrência das chuvas, sendo 65 óbitos em Juiz de Fora e Ubá. Em Juiz de Fora, as buscas por vítimas foram encerradas após a localização do corpo do menino Pietro, de 9 anos, na noite de 28 de fevereiro, no bairro Paineiras. Uma pessoa ainda está desaparecida em Ubá, onde as buscas serão intensificadas. Em Juiz de Fora, os bombeiros atuaram em frentes nos bairros Paineiras, JK (Comunidade Parque Burnier), Linhares e Industrial, com um novo deslizamento ocorrido em 26 de fevereiro no Bairro Bom Clima, atingindo três casas e resultando em um desaparecido. Um corpo adicional foi localizado no Bairro Parque Burnier em 27 de fevereiro. A prefeitura de Juiz de Fora reportou cerca de 4,2 mil desabrigados e desalojados e 2.149 ocorrências registradas pela Defesa Civil desde o início das chuvas. Em Ubá, são pelo menos 1,2 mil desabrigados e desalojados. A prefeita Margarida Salomão afirmou em 27 de fevereiro que uma em cada quatro pessoas na cidade vive em áreas de risco, e que é preciso fazer intervenções por todo o município para evitar novas tragédias. Ela também mencionou a dificuldade em persuadir moradores, inclusive de classe média alta, a abandonar suas casas em encostas, mesmo após um desmoronamento em uma mansão que resultou em uma morte. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliaram que os temporais são reflexo de negligência com as mudanças climáticas. A resposta do governo federal incluiu a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às áreas afetadas em 28 de fevereiro e a liberação de mais de R$ 3 milhões em recursos para os municípios em calamidade, visando o socorro humanitário e a recuperação da infraestrutura. Em 27 de fevereiro de 2026, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou o repasse de R$ 6,196 milhões para ações de resposta em sete municípios atingidos por desastres naturais, incluindo Ubá e Matias Barbosa em Minas Gerais, além de cidades no Piauí e Rio Grande do Sul. A liberação desses recursos, formalizada por portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU), baseou-se em critérios técnicos como a magnitude dos desastres e o número de desabrigados e desalojados, conforme os planos de trabalho encaminhados pelas prefeituras via Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID). Além disso, foi liberado o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para moradores das cidades afetadas, com limite de R$ 6.220. Mais de 500 pessoas estavam em abrigos e cerca de 5 mil desalojadas, muitos em casas de parentes. A prefeitura planeja um programa de moradia, inicialmente com aluguel social, para aqueles que não puderem retornar às suas casas. A previsão de mais chuvas, com volumes superiores a 100 milímetros em 24 horas, indicava o risco de novos desastres, estendendo-se também para os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve alerta de perigo para chuvas intensas na zona da mata até 27 de fevereiro, com riscos de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. No bairro Paineiras, área de classe média com casarões antigos e prédios residenciais, moradores como o engenheiro civil Guilherme Belini Golver e o motoboy Paulo Barbosa Siqueira relataram a destruição causada pelo deslizamento de terra do Morro do Cristo na noite de 24 de fevereiro, que atingiu imóveis e causou uma morte. Muitos seguem fora de suas casas devido à instabilidade da encosta e ao risco de novos desmoronamentos, com a Defesa Civil orientando a retirada das famílias. Há relatos de dificuldades para acessar pertences e denúncias de saques nos imóveis interditados. Em meio ao cenário de devastação, histórias de perda pessoal e resiliência surgiram, como a de Cláudia da Silva, de 71 anos, moradora do bairro Parque Jardim Burnier, que perdeu quase 20 familiares e montou uma tenda improvisada para oferecer apoio à comunidade e aos socorristas, destacando a importância da solidariedade popular diante da percepção de falta de apoio oficial. No bairro Industrial, o ex-soldado Yuri Souza, de 19 anos, realizou um notável ato de bravura ao resgatar uma bebê de 5 meses e sua família de uma enchente, enfrentando água na altura da cintura. Ele também salvou outras crianças e idosos, carregando-os até um caminhão do Exército, com suas ações sendo amplamente divulgadas e elogiadas nas redes sociais pelo pai da criança, Jeferson Rinco.
Resposta política e controvérsias
Em 27 de fevereiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou publicamente o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília. Lula afirmou que os desabamentos e deslizamentos de terra na Zona da Mata mineira eram resultado de um "descaso histórico". O ministro das Cidades, Jader Filho, informou que o estado de Minas Gerais havia recebido R$ 3,5 bilhões do Novo PAC para obras de contenção de encostas e macrodrenagem desde o início do governo Lula, mas que nenhum projeto havia sido apresentado pelo governo estadual para acessar esses recursos. Lula questionou a falta de apresentação de projetos, reforçando a crítica ao governador Zema e atribuindo a tragédia à negligência com a população pobre. Apesar das críticas, Lula confirmou sua visita à região afetada em 28 de fevereiro para sobrevoar as áreas e se reunir com lideranças locais em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. O presidente também anunciou que os financiamentos para desabrigados em Minas Gerais seguirão o modelo adotado no Rio Grande do Sul. Moradores, como Cláudia da Silva e Paulo Barbosa Siqueira, também expressaram críticas à falta de apoio financeiro e material das autoridades municipais e estaduais, ressaltando que a ajuda recebida vinha principalmente de doações populares e que não havia um posicionamento formal sobre a situação de seus imóveis.
Resposta voluntária e comunitária
Em meio à tragédia, a sociedade civil demonstrou grande mobilização. Um grupo de voluntários de Piracicaba, São Paulo, viajou mais de 500 quilômetros até Juiz de Fora para prestar auxílio. Entre eles, o bombeiro civil Rodrigo Bazaglia chegou ao bairro Parque Jardim Burnier, um dos mais afetados com 21 vítimas, para ajudar nos resgates e na limpeza. Este grupo de voluntários foi formado em 2024, após uma experiência de calamidade pública no Rio Grande do Sul, o que fortaleceu seus laços e capacidade de resposta. Rodrigo Bazaglia expressou a disposição do grupo em atuar em qualquer frente necessária, seja cavando, entrando na água ou auxiliando a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. Ele também destacou o impacto emocional de lidar com as perdas das famílias, sentindo parte da dor coletiva. Além da ajuda externa, estudantes de medicina do Centro Universitário Antônio Carlos (Unipac) de Juiz de Fora também se mobilizaram. Eles organizaram a arrecadação de alimentos, produtos de higiene e kits de limpeza, entregando 50 kits no bairro Vitorino Braga, também atingido pelas chuvas. A estudante Lívia André ressaltou a importância de agir diante do sofrimento na própria cidade, afirmando que o sofrimento do próximo é de todos e que não poderiam ficar parados. Os estudantes ofereceram ajuda em limpeza, preparo de marmitas e trabalho braçal, conforme a necessidade dos moradores. A solidariedade comunitária também se manifestou através de iniciativas individuais, como a de Cláudia da Silva, moradora do Parque Jardim Burnier, que, apesar de ter perdido quase 20 familiares, montou uma tenda improvisada para oferecer alimentos e bebidas a vítimas, bombeiros e voluntários, com doações da própria população, evidenciando a autossuficiência e o engajamento da comunidade local na resposta à crise. Outro exemplo de heroísmo individual foi o do ex-soldado do Exército Yuri Souza, de 19 anos, que, na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, resgatou uma bebê de 5 meses e sua família de uma casa alagada no bairro Industrial. Yuri enfrentou a água na altura da cintura e fios da rede elétrica para levar a criança em segurança até um caminhão do Exército, a cerca de 300 metros de distância. Ele também auxiliou no resgate de outras crianças e idosos no mesmo dia, e suas ações foram amplamente elogiadas pelo pai da bebê, Jeferson Rinco, que o descreveu como um "anjo de farda".
Linha do tempo
- 23 de fevereiro de 2026: Fortes chuvas intensas começam a atingir a Zona da Mata de Minas Gerais.
- 24 de fevereiro de 2026: O ex-soldado Yuri Souza resgata uma bebê de 5 meses e sua família, além de outras crianças e idosos, no bairro Industrial, em Juiz de Fora, em meio às inundações.
- 24 de fevereiro de 2026 (noite): Deslizamento de terra do Morro do Cristo atinge imóveis no bairro Paineiras, em Juiz de Fora, causando uma morte e forçando a evacuação de moradores.
- Fevereiro de 2026: Fortes chuvas atingem a Zona da Mata de Minas Gerais, causando inundações e deslizamentos.
- Fevereiro de 2026: Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa declaram situação de calamidade pública; Divinésia e Senador Firmino declaram situação de emergência.
- 26 de fevereiro de 2026: Novo deslizamento atinge três casas no Bairro Bom Clima, em Juiz de Fora, com registro de uma vítima desaparecida.
- 27 de fevereiro de 2026: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informa que as chuvas causaram 65 mortes (59 em Juiz de Fora e 6 em Ubá) e 4 desaparecidos (2 em Juiz de Fora e 2 em Ubá). Um corpo adicional é localizado no Bairro Parque Burnier, em Juiz de Fora.
- 27 de fevereiro de 2026: A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, afirma que uma em cada quatro pessoas na cidade vive em áreas de risco.
- 27 de fevereiro de 2026: A Defesa Civil de Juiz de Fora registra 2.149 ocorrências desde o início das chuvas.
- 27 de fevereiro de 2026: O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas intensas na zona da mata até as 23h59.
- 27 de fevereiro de 2026: Liberação do saque do FGTS para moradores de cidades afetadas.
- 27 de fevereiro de 2026: O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) autoriza o repasse de R$ 6,196 milhões para sete municípios, incluindo Ubá e Matias Barbosa em Minas Gerais, além de cidades no Piauí e Rio Grande do Sul.
- 27 de fevereiro de 2026: Voluntários de Piracicaba (SP) chegam a Juiz de Fora para auxiliar nos resgates e limpeza; estudantes de medicina locais se mobilizam para arrecadar e distribuir doações.
- 27 de fevereiro de 2026: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva critica o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por não ter utilizado R$ 3,5 bilhões do Novo PAC para obras de contenção de encostas e drenagem, atribuindo a situação a um "descaso histórico".
- 27 de fevereiro de 2026 (21:08 UTC): Publicação de reportagem destacando a história de Cláudia da Silva, moradora do Parque Jardim Burnier, que perdeu quase 20 familiares e montou uma tenda de apoio, criticando a falta de suporte oficial e o papel das doações populares.
- 27 de fevereiro de 2026 (23:38 UTC): Publicação de reportagem detalhando o resgate de uma bebê e sua família pelo ex-soldado Yuri Souza no bairro Industrial.
- 28 de fevereiro de 2026: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoa as áreas afetadas e se reúne com prefeitos dos municípios atingidos.
- 28 de fevereiro de 2026: O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional aprova mais de R$ 3 milhões em recursos para as três cidades em calamidade.
- 28 de fevereiro de 2026: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emite avisos de “grande perigo” para mais chuvas na região, com risco de novos desastres.
- 28 de fevereiro de 2026 (noite): O corpo do menino Pietro, de 9 anos, último desaparecido em Juiz de Fora, é localizado no bairro Paineiras.
- 1º de março de 2026 (manhã): A Polícia Civil de Minas Gerais atualiza o número de mortos para 72 no estado. As buscas por vítimas em Juiz de Fora são encerradas. Uma pessoa permanece desaparecida em Ubá, com buscas intensificadas.
- 1º de março de 2026: O presidente Lula anuncia que os financiamentos para desabrigados em Minas seguirão o modelo do Rio Grande do Sul.
Principais atores
- Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente do Brasil, sobrevoou as áreas afetadas, reuniu-se com prefeitos, criticou o governador de Minas Gerais pela não utilização de recursos federais para prevenção e anunciou que os financiamentos para desabrigados seguirão o modelo do Rio Grande do Sul.
- Waldez Góes: Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, acompanhou o presidente e coordenou a liberação de recursos.
- Jader Filho: Ministro das Cidades, confirmou que Minas Gerais não apresentou projetos para acessar R$ 3,5 bilhões do Novo PAC para obras de contenção e drenagem.
- Margarida Salomão: Prefeita de Juiz de Fora, destacou a alta porcentagem da população em áreas de risco e a dificuldade de realocação.
- Romeu Zema: Governador de Minas Gerais, criticado pelo presidente Lula por não ter apresentado projetos para utilizar recursos federais de prevenção de desastres.
- José Damato: Prefeito de Ubá.
- Maurício dos Reis: Prefeito de Matias Barbosa.
- Rodrigo Bazaglia: Bombeiro civil voluntário de Piracicaba (SP), atuou nos resgates e limpeza em Juiz de Fora.
- Lívia André: Estudante de medicina do Centro Universitário Antônio Carlos (Unipac), mobilizou-se para ajudar moradores de Juiz de Fora.
- Cláudia da Silva: Moradora de 71 anos do bairro Parque Jardim Burnier, Juiz de Fora, que perdeu quase 20 familiares e montou uma tenda de apoio com doações populares, criticando a falta de suporte das autoridades.
- Yuri Souza: Ex-soldado do Exército, de 19 anos, que resgatou uma bebê de 5 meses e sua família, além de outros idosos e crianças, de uma enchente no bairro Industrial, em Juiz de Fora, em 24 de fevereiro de 2026.
- Jeferson Rinco: Pai da bebê resgatada por Yuri Souza, que o homenageou nas redes sociais, descrevendo-o como um "anjo de farda".
- Guilherme Belini Golver: Engenheiro civil e morador do bairro Paineiras, em Juiz de Fora, que teve sua casa atingida pelo deslizamento do Morro do Cristo e precisou ser evacuado.
- Paulo Barbosa Siqueira: Motoboy e morador do bairro Paineiras, em Juiz de Fora, que teve seu apartamento atingido pelo deslizamento e relatou a dificuldade de acesso aos pertences e a falta de apoio formal.
- Pietro: Menino de 9 anos, última vítima desaparecida em Juiz de Fora, cujo corpo foi localizado em 28 de fevereiro de 2026 no bairro Paineiras.
- Defesa Civil Nacional: Órgão responsável pela avaliação de planos de trabalho e liberação de recursos para desastres, reconheceu o estado de calamidade e liberou verbas.
- Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG): Atuou no resgate de vítimas e na contabilização de mortos e desaparecidos. Encerrou as buscas em Juiz de Fora após a localização do último desaparecido.
- Polícia Civil de Minas Gerais: Responsável pela atualização do número de mortos e pelo encerramento das buscas em Juiz de Fora.
- Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet): Responsável por emitir alertas meteorológicos.
Termos importantes
- Calamidade Pública: Situação decretada por autoridades quando um desastre causa sérios danos e prejuízos, exigindo mobilização de recursos em larga escala.
- Situação de Emergência: Reconhecimento de uma condição anormal provocada por desastres, de menor intensidade que a calamidade pública, mas que exige ações de resposta.
- Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID): Plataforma utilizada por municípios e estados para solicitar apoio financeiro ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional em situações de desastre.
- Planos de Trabalho: Documentos apresentados pelos municípios para detalhar as metas e valores necessários para ações de defesa civil, submetidos à avaliação da Defesa Civil Nacional para liberação de recursos.
- Áreas de Risco: Locais suscetíveis a desastres naturais como deslizamentos e inundações, onde a ocupação humana representa perigo à vida e ao patrimônio.
- Novo PAC: Programa de Aceleração do Crescimento, iniciativa do governo federal para investir em infraestrutura, incluindo obras de prevenção de desastres como contenção de encostas e drenagem.
- Morro do Cristo: Encosta em Juiz de Fora que sofreu deslizamento, afetando o bairro Paineiras e gerando risco de novos desmoronamentos.
- Saques: Atos de roubo ou pilhagem de propriedades, denunciados por moradores em imóveis interditados no bairro Paineiras.
