A Tragédia de Juiz de Fora MG refere-se aos eventos catastróficos de fevereiro de 2026, quando fortes chuvas na Zona da Mata mineira causaram inundações e deslizamentos, resultando em 65 mortes e quatro desaparecidos, principalmente em Juiz de Fora e Ubá. A situação levou à decretação de calamidade pública e mobilizou o governo federal, que destinou recursos para assistência e recuperação. O presidente Lula criticou o governador de Minas Gerais pela não utilização de verbas federais para prevenção, enquanto a sociedade civil se organizou em ações de resgate e apoio, destacando a vulnerabilidade da população em áreas de risco e a discussão sobre a negligência climática.
A Tragédia de Juiz de Fora MG refere-se aos eventos decorrentes das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais a partir de 23 de fevereiro de 2026, resultando em inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. O município de Juiz de Fora, juntamente com Ubá e Matias Barbosa, foi um dos mais afetados, sendo declarado em situação de calamidade pública. Até 27 de fevereiro de 2026, as chuvas haviam causado 65 mortes (59 em Juiz de Fora e seis em Ubá) e quatro desaparecidos (duas em Juiz de Fora e duas em Ubá). A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, destacou que uma em cada quatro pessoas na cidade vive em áreas de risco, incluindo moradores de classe média alta, e que há grande dificuldade em convencer as pessoas a deixarem suas casas nessas localidades. A catástrofe mobilizou o governo federal, que destinou recursos para assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais, e levantou discussões sobre a eficácia dos sistemas de alerta para a população e a negligência com as mudanças climáticas, apontada por especialistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por não ter utilizado R$ 3,5 bilhões do Novo PAC, destinados a obras de contenção de encostas e drenagem, atribuindo a situação a um "descaso histórico". A resposta da sociedade civil também foi notável, com grupos de voluntários de outros estados e estudantes locais se mobilizando para auxiliar nas operações de resgate, limpeza e distribuição de doações, além de iniciativas comunitárias como a de Cláudia da Silva, que montou uma tenda de apoio no bairro Parque Jardim Burnier. Individualmente, atos de heroísmo também se destacaram, como o do ex-soldado Yuri Souza, que resgatou uma bebê e sua família em meio às inundações no bairro Industrial.
A partir de 23 de fevereiro de 2026, a região da Zona da Mata mineira foi assolada por chuvas intensas. Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa foram os municípios mais atingidos, levando à decretação de estado de calamidade pública. Outras cidades, como Divinésia e Senador Firmino, também foram impactadas, declarando situação de emergência. A gravidade da situação foi evidenciada por relatos de moradores, incluindo a perda de familiares e a atuação de ex-soldados no resgate de vítimas. Até a tarde de 27 de fevereiro de 2026, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) confirmou 65 mortes (59 em Juiz de Fora e seis em Ubá), além de duas desaparecidas em Juiz de Fora e duas em Ubá. Em Juiz de Fora, os bombeiros atuaram em frentes nos bairros Paineiras, JK (Comunidade Parque Burnier), Linhares e Industrial, com um novo deslizamento ocorrido em 26 de fevereiro no Bairro Bom Clima, atingindo três casas e resultando em um desaparecido. Um corpo adicional foi localizado no Bairro Parque Burnier em 27 de fevereiro. A prefeitura de Juiz de Fora reportou cerca de 4,2 mil desabrigados e desalojados e 2.149 ocorrências registradas pela Defesa Civil desde o início das chuvas. Em Ubá, são pelo menos 1,2 mil desabrigados e desalojados. A prefeita Margarida Salomão afirmou em 27 de fevereiro que uma em cada quatro pessoas na cidade vive em áreas de risco, e que é preciso fazer intervenções por todo o município para evitar novas tragédias. Ela também mencionou a dificuldade em persuadir moradores, inclusive de classe média alta, a abandonar suas casas em encostas, mesmo após um desmoronamento em uma mansão que resultou em uma morte. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliaram que os temporais são reflexo de negligência com as mudanças climáticas. A resposta do governo federal incluiu a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às áreas afetadas em 28 de fevereiro e a liberação de mais de R$ 3 milhões em recursos para os municípios em calamidade, visando o socorro humanitário e a recuperação da infraestrutura. Em 27 de fevereiro de 2026, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou o repasse de R$ 6,196 milhões para ações de resposta em sete municípios atingidos por desastres naturais, incluindo Ubá e Matias Barbosa em Minas Gerais, além de cidades no Piauí e Rio Grande do Sul. A liberação desses recursos, formalizada por portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU), baseou-se em critérios técnicos como a magnitude dos desastres e o número de desabrigados e desalojados, conforme os planos de trabalho encaminhados pelas prefeituras via Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID). Além disso, foi liberado o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para moradores das cidades afetadas, com limite de R$ 6.220. Mais de 500 pessoas estavam em abrigos e cerca de 5 mil desalojadas, muitos em casas de parentes. A prefeitura planeja um programa de moradia, inicialmente com aluguel social, para aqueles que não puderem retornar às suas casas. A previsão de mais chuvas, com volumes superiores a 100 milímetros em 24 horas, indicava o risco de novos desastres, estendendo-se também para os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve alerta de perigo para chuvas intensas na zona da mata até 27 de fevereiro, com riscos de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Em meio ao cenário de devastação, histórias de perda pessoal e resiliência surgiram, como a de Cláudia da Silva, de 71 anos, moradora do bairro Parque Jardim Burnier, que perdeu quase 20 familiares e montou uma tenda improvisada para oferecer apoio à comunidade e aos socorristas, destacando a importância da solidariedade popular diante da percepção de falta de apoio oficial. No bairro Industrial, o ex-soldado Yuri Souza, de 19 anos, realizou um notável ato de bravura ao resgatar uma bebê de 5 meses e sua família de uma enchente, enfrentando água na altura da cintura. Ele também salvou outras crianças e idosos, carregando-os até um caminhão do Exército, com suas ações sendo amplamente divulgadas e elogiadas nas redes sociais pelo pai da criança, Jeferson Rinco.
Em 27 de fevereiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou publicamente o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília. Lula afirmou que os desabamentos e deslizamentos de terra na Zona da Mata mineira eram resultado de um "descaso histórico". O ministro das Cidades, Jader Filho, informou que o estado de Minas Gerais havia recebido R$ 3,5 bilhões do Novo PAC para obras de contenção de encostas e macrodrenagem desde o início do governo Lula, mas que nenhum projeto havia sido apresentado pelo governo estadual para acessar esses recursos. Lula questionou a falta de apresentação de projetos, reforçando a crítica ao governador Zema e atribuindo a tragédia à negligência com a população pobre. Apesar das críticas, Lula confirmou sua visita à região afetada em 28 de fevereiro para sobrevoar as áreas e se reunir com lideranças locais em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Moradores, como Cláudia da Silva, também expressaram críticas à falta de apoio financeiro e material das autoridades municipais e estaduais, ressaltando que a ajuda recebida vinha principalmente de doações populares.
Em meio à tragédia, a sociedade civil demonstrou grande mobilização. Um grupo de voluntários de Piracicaba, São Paulo, viajou mais de 500 quilômetros até Juiz de Fora para prestar auxílio. Entre eles, o bombeiro civil Rodrigo Bazaglia chegou ao bairro Parque Jardim Burnier, um dos mais afetados com 21 vítimas, para ajudar nos resgates e na limpeza. Este grupo de voluntários foi formado em 2024, após uma experiência de calamidade pública no Rio Grande do Sul, o que fortaleceu seus laços e capacidade de resposta. Rodrigo Bazaglia expressou a disposição do grupo em atuar em qualquer frente necessária, seja cavando, entrando na água ou auxiliando a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. Ele também destacou o impacto emocional de lidar com as perdas das famílias, sentindo parte da dor coletiva. Além da ajuda externa, estudantes de medicina do Centro Universitário Antônio Carlos (Unipac) de Juiz de Fora também se mobilizaram. Eles organizaram a arrecadação de alimentos, produtos de higiene e kits de limpeza, entregando 50 kits no bairro Vitorino Braga, também atingido pelas chuvas. A estudante Lívia André ressaltou a importância de agir diante do sofrimento na própria cidade, afirmando que o sofrimento do próximo é de todos e que não poderiam ficar parados. Os estudantes ofereceram ajuda em limpeza, preparo de marmitas e trabalho braçal, conforme a necessidade dos moradores. A solidariedade comunitária também se manifestou através de iniciativas individuais, como a de Cláudia da Silva, moradora do Parque Jardim Burnier, que, apesar de ter perdido quase 20 familiares, montou uma tenda improvisada para oferecer alimentos e bebidas a vítimas, bombeiros e voluntários, com doações da própria população, evidenciando a autossuficiência e o engajamento da comunidade local na resposta à crise. Outro exemplo de heroísmo individual foi o do ex-soldado do Exército Yuri Souza, de 19 anos, que, na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, resgatou uma bebê de 5 meses e sua família de uma casa alagada no bairro Industrial. Yuri enfrentou a água na altura da cintura e fios da rede elétrica para levar a criança em segurança até um caminhão do Exército, a cerca de 300 metros de distância. Ele também auxiliou no resgate de outras crianças e idosos no mesmo dia, e suas ações foram amplamente elogiadas pelo pai da bebê, Jeferson Rinco, que o descreveu como um "anjo de farda".