Talíria Petrone Soares é uma política, professora e ativista brasileira filiada ao PSOL, atualmente deputada federal pelo Rio de Janeiro, reeleita em 2022. Reconhecida por sua atuação em direitos humanos, direitos das mulheres, movimento negro e direitos LGBTQIA+, foi anteriormente vereadora em Niterói. Sua carreira política é marcada pela defesa de pautas sociais e por ter sido alvo de ameaças de morte, o que ressalta a relevância de sua militância.
Talíria Petrone Soares (Niterói, 9 de abril de 1985) é uma política, professora e ativista brasileira, filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Atualmente, exerce o mandato de deputada federal pelo estado do Rio de Janeiro, tendo sido eleita pela primeira vez em 2018 e reeleita em 2022. Antes de sua atuação na Câmara dos Deputados, foi vereadora em Niterói, sendo a mais votada em 2016. É reconhecida por sua militância em direitos humanos, direitos das mulheres, movimento negro e direitos LGBTQIA+.
Nascida em Niterói, Talíria Petrone é filha de um músico e uma professora. Formou-se em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e obteve mestrado em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Antes de ingressar na política, atuou como professora na rede pública de ensino em locais como Maré, São Gonçalo e Niterói, o que, segundo ela, a motivou a buscar a transformação social. Sua militância partidária teve início em 2010, no PSOL.
Em 2016, Talíria foi eleita vereadora em Niterói com 5.121 votos, tornando-se a mais votada da cidade e a única mulher na Câmara Municipal por um período. Durante seu mandato como vereadora, presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Criança e do Adolescente. Em 2018, foi eleita deputada federal com 107.317 votos, sendo a nona mais votada no Rio de Janeiro. Em 2022, foi reeleita com 198.548 votos, a terceira mais votada no estado e a mais votada da esquerda fluminense. Em 2021, assumiu a liderança da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados. Talíria Petrone é mãe de Moana Mayalú e Kaluanã Sol, e defende a maternidade como um ato político, buscando mais direitos para as mulheres e o respeito ao direito de maternar. Ela se identifica como afro-brasileira, socialista e feminista, e foi amiga e inspirada por Marielle Franco.
Ao longo de sua carreira política, Talíria Petrone tem sido alvo de ameaças de morte, que foram denunciadas às autoridades. Em 2019, a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados chegou a acompanhar a parlamentar após a descoberta de um plano contra sua vida. Em 2022, Talíria Petrone foi uma das 151 feministas internacionais a assinar o manifesto "Feminist Resistance Against War", em solidariedade à Resistência Feminista Anti-Guerra russa.