O Roubo de Obras de Arte no Rio, ocorrido em 24 de fevereiro de 2006 no Museu da Chácara do Céu, foi um dos maiores assaltos a museus do Brasil, resultando na subtração de cinco obras de arte de valor inestimável, incluindo peças de Monet, Dalí, Picasso e Matisse. Avaliado em mais de US$ 10 milhões na época, o crime prescreveu em fevereiro de 2026, sem que as obras fossem recuperadas ou os responsáveis punidos. A investigação foi marcada por falhas, negligências e um "descaso institucional", conforme detalhado no livro "A Arte do Descaso", de Cristina Tardáguila, evidenciando a falta de especialização e coordenação das autoridades.
O Roubo de Obras de Arte no Rio refere-se a um dos maiores assaltos a museus no Brasil e um dos dez maiores do mundo, segundo o FBI. O crime ocorreu em 24 de fevereiro de 2006, durante o Carnaval, no Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, Rio de Janeiro. Cinco obras de arte de valor inestimável, incluindo pinturas de Claude Monet, Salvador Dalí, Pablo Picasso e Henri Matisse, além de um livro de gravuras de Picasso, foram subtraídas. O valor total das obras era estimado em mais de US$ 10 milhões na época. Após 20 anos, o crime prescreveu em fevereiro de 2026, sem que as obras ou os responsáveis fossem encontrados, evidenciando um cenário de "descaso institucional" nas investigações.
O roubo aconteceu em meio ao desfile do Bloco das Carmelitas, aproveitando a distração e a aglomeração de foliões. Os criminosos pularam os muros do Museu da Chácara do Céu e fugiram com as obras. A investigação policial enfrentou diversas falhas e negligências desde o início. A primeira patrulha da Polícia Militar levou meia hora para chegar ao local, e a cena do crime foi comprometida pela circulação de dezenas de pessoas. Um comunicado da Polícia Federal sobre as obras roubadas era incompleto, sem fotos, dimensões ou descrição total das peças. Além disso, três das nove pessoas feitas reféns nunca foram ouvidas pela polícia.
A jornalista Cristina Tardáguila, em seu livro "A Arte do Descaso" (2015), destacou o desinteresse institucional generalizado em solucionar o crime, criticando a diretoria do museu, o governo federal, o Ministério da Cultura, a polícia e a mídia. O inquérito policial chegou a desaparecer e só foi reencontrado no final de 2015. A Polícia Federal, à época, concentrava crimes ambientais e de patrimônio histórico no mesmo departamento, o que dificultava a especialização. Um banco de dados nacional de obras de arte roubadas (CBMD) só foi criado em 2013, anos após o incidente. Com a prescrição do crime em 2026, os responsáveis não podem mais ser punidos, embora o museu mantenha a esperança de reaver as obras.