O Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, é uma instituição cultural que se tornou notória após o roubo de cinco obras de arte de Monet, Dalí, Picasso e Matisse em 2006, avaliadas em mais de US$ 10 milhões. O crime, que prescreveu em fevereiro de 2026 sem a recuperação das obras ou identificação dos assaltantes, expôs falhas na segurança e na investigação. Após o incidente, o museu implementou melhorias significativas em seu sistema de segurança e alterou suas políticas de funcionamento durante o carnaval.
O Museu da Chácara do Céu, localizado em Santa Teresa, Rio de Janeiro, é uma instituição cultural que abriga uma coleção de arte e objetos históricos. Em 24 de fevereiro de 2006, o museu foi palco de um dos maiores roubos de obras de arte do Brasil e um dos dez maiores do mundo, segundo o FBI. Cinco obras de artistas renomados como Claude Monet, Salvador Dalí, Pablo Picasso e Henri Matisse, avaliadas em mais de US$ 10 milhões na época, foram subtraídas. O crime prescreveu em fevereiro de 2026, sem que as obras ou os assaltantes fossem encontrados, evidenciando falhas na segurança e na investigação.
O Museu da Chácara do Céu foi inaugurado em 1972, após a morte do empresário e colecionador Raymundo Ottoni de Castro Maya, cuja residência se tornou o museu. Desde 1983, a instituição é administrada pelo Ministério da Cultura. O roubo de 2006 ocorreu durante o desfile do Bloco das Carmelitas, aproveitando a aglomeração de foliões para a fuga dos criminosos. A investigação do caso foi marcada por uma série de negligências e desinteresse institucional, conforme detalhado no livro “A Arte do Descaso” da jornalista Cristina Tardáguila. Erros como a demora na chegada da polícia, a contaminação da cena do crime e a falta de informações precisas nos comunicados policiais foram apontados. A ausência de um banco de dados nacional de obras de arte roubadas na época também dificultou as buscas. Após o incidente, o museu implementou significativas melhorias em seu sistema de segurança, incluindo monitoramento 24 horas e aumento do número de vigilantes, e passou a fechar nos dias de desfiles de blocos carnavalescos.