O rompimento da barragem B-I em Brumadinho, Minas Gerais, em 25 de janeiro de 2019, foi uma das maiores tragédias-crime do Brasil, liberando 12 milhões de metros cúbicos de lama, causando 272 mortes e contaminando o Rio Paraopeba. A barragem, de propriedade da Vale S.A., era utilizada para rejeitos de minério de ferro e, na época do colapso, estava inativa e em processo de descaracterização. O caso é objeto de um processo judicial na Justiça Federal de Minas Gerais, com audiências de instrução e julgamento iniciadas em 2026 para apurar responsabilidades por crimes ambientais e homicídios.
O rompimento da barragem B-I da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, é considerado uma das maiores tragédias-crime ambientais e humanas do Brasil. O desastre liberou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de lama, resultando em 272 mortes confirmadas, extensa destruição ambiental e a contaminação do Rio Paraopeba. O caso é objeto de um processo judicial que apura crimes ambientais e homicídios, com audiências de instrução e julgamento iniciadas em 2026.
A barragem B-I, construída em 1976, foi adquirida pela Vale S.A. em 2001. Com 86 metros de altura e 720 metros de comprimento, a estrutura era utilizada para a disposição de rejeitos do beneficiamento a úmido de minério de ferro. Na época do rompimento, a Vale afirmava que a barragem estava inativa e em processo de descaracterização. O colapso da estrutura em 25 de janeiro de 2019 liberou uma onda de lama que devastou a região, causando perdas humanas e impactos ambientais e socioeconômicos em larga escala, afetando vegetação, fauna e cursos d'água em mais de 20 municípios, e com reflexos em toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte e no estado de Minas Gerais. Em fevereiro de 2026, a Justiça Federal de Minas Gerais iniciou as audiências de instrução e julgamento para apurar as responsabilidades pelo ocorrido, focando em falhas nos sistemas de segurança e possíveis condutas negligentes.