Rafael Grossi é um diplomata argentino que atua como Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) desde 2019, sendo o primeiro latino-americano a ocupar o cargo. Reconhecido por sua experiência em não proliferação nuclear, ele lidera a AIEA em esforços para garantir a segurança nuclear global e mediar crises, como as relacionadas à Usina Nuclear de Zaporizhzhia e ao programa nuclear iraniano. Sua atuação é crucial para a manutenção da paz e segurança internacionais no contexto nuclear, e ele manifestou interesse em ser candidato a Secretário-Geral das Nações Unidas em 2026.
Rafael Mariano Grossi (nascido em 29 de janeiro de 1961) é um diplomata argentino que atua como Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) desde 3 de dezembro de 2019. Ele é o primeiro latino-americano a ocupar este cargo. Grossi é reconhecido por sua vasta experiência em questões de não proliferação nuclear e desarmamento, tendo desempenhado papéis importantes em negociações e inspeções nucleares em diversos países, incluindo Coreia do Norte e Irã. Sua atuação na AIEA tem sido marcada por esforços para garantir a segurança nuclear global e mediar crises relacionadas a programas atômicos, como a situação na Usina Nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, e as preocupações com o programa nuclear iraniano.
Rafael Grossi nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1961. Graduou-se em Ciências Políticas pela Pontifícia Universidade Católica da Argentina em 1983 e ingressou no serviço diplomático argentino em 1985. Posteriormente, obteve mestrado e doutorado em história, relações internacionais e política internacional pela Universidade de Genebra e pelo Graduate Institute of International Studies em 1997. Sua carreira na política nuclear começou com uma colaboração entre o serviço exterior argentino e a INVAP, uma empresa argentina de alta tecnologia especializada no setor nuclear.
Entre 1997 e 2000, Grossi presidiu o Grupo de Peritos Governamentais das Nações Unidas sobre o Registro Internacional de Armas e atuou como conselheiro do Subsecretário-Geral da ONU para o desarmamento. De 2002 a 2007, foi chefe de gabinete do Diretor-Geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, e da Organização para a Proibição de Armas Químicas. Durante esse período, visitou instalações nucleares norte-coreanas e participou de reuniões com representantes iranianos para discutir o programa nuclear do Irã.
Antes de assumir a liderança da AIEA, Grossi foi Diretor-Geral Adjunto da agência entre 2010 e 2013. Em 2013, foi nomeado embaixador da Argentina na Áustria e em organizações internacionais sediadas em Viena, incluindo a Eslováquia e a Eslovênia. Em 2016, presidiu o Grupo de Fornecedores Nucleares. Em 2017, foi indicado para presidir a Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares de 2020.
Um momento notável em sua carreira diplomática ocorreu em 2017, quando sugeriu a revisão de registros hidroacústicos da Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO) para auxiliar na busca pelo submarino argentino ARA San Juan, desaparecido. Essa iniciativa foi crucial para localizar os destroços da embarcação.
Em 2019, Grossi foi eleito Diretor-Geral da AIEA, assumindo o cargo em 3 de dezembro. Desde então, tem liderado a agência em um período de tensões nucleares crescentes, especialmente em relação ao Irã e à guerra na Ucrânia. Em 2022, liderou uma missão de inspetores da AIEA à Usina Nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, ocupada pela Rússia, para avaliar a segurança da instalação. Ele também tem expressado preocupações contínuas sobre vestígios de urânio encontrados em locais nucleares iranianos e a necessidade de transparência do programa nuclear do Irã. Em 2025, Grossi confirmou seu interesse em ser candidato a Secretário-Geral das Nações Unidas em 2026, após ser nomeado pela Argentina.