Magid Nauef Láuar ganhou notoriedade pública em fevereiro de 2026, quando, como desembargador do TJMG, proferiu um voto que absolveu um homem acusado de estuprar uma adolescente de 12 anos e a mãe da menina. Essa decisão gerou grande repercussão e levou a pedidos de investigação por parte da Advocacia-Geral da União (AGU) e críticas de autoridades como a Ministra das Mulheres. Diante da repercussão, o desembargador recuou de sua decisão inicial, restabelecendo a condenação de primeira instância e determinando a prisão dos acusados em 25 de fevereiro de 2026.
Simultaneamente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu denúncias de que Magid Nauef Láuar teria praticado delitos sexuais durante seu período como juiz nas comarcas de Ouro Preto (MG) e Betim (MG). Cinco supostas vítimas foram ouvidas pela Corregedoria Nacional de Justiça. Em 27 de fevereiro de 2026, o CNJ determinou o afastamento do desembargador para evitar interferências nas investigações dessas novas acusações, que incluíam fatos recentes e não prescritos. Ele também foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).