Ji Chaoqun é um cidadão chinês condenado nos Estados Unidos por atuar ilegalmente como agente do governo chinês e fazer declarações falsas ao Exército dos EUA. Recrutado pelo Departamento de Segurança do Estado de Jiangsu, ele tinha a tarefa de coletar informações biográficas sobre engenheiros e cientistas chineses nos EUA para possível recrutamento, visando acesso a tecnologias aeroespaciais e de satélite. Ji se alistou na Reserva do Exército dos EUA, mentindo sobre seus contatos com inteligência chinesa, e foi preso em 2018. Condenado em 2022 e sentenciado a oito anos de prisão, ele foi libertado em 2024 como parte de uma troca de prisioneiros.
Ji Chaoqun é um cidadão chinês que foi condenado nos Estados Unidos por atuar ilegalmente como agente do governo chinês e por fazer declarações falsas ao Exército dos EUA. Ele foi recrutado pelo Departamento de Segurança do Estado de Jiangsu (JSSD), uma divisão do Ministério da Segurança do Estado (MSS) da China, com a tarefa de coletar informações biográficas sobre engenheiros e cientistas chineses nos EUA para possível recrutamento como espiões, visando obter acesso a tecnologias aeroespaciais e de satélite avançadas.
Ji Chaoqun chegou aos EUA em 2013 com um visto F1 para estudar engenharia elétrica no Illinois Institute of Technology, onde obteve seu mestrado em 2015. Em 2016, ele se alistou na Reserva do Exército dos EUA através do programa Military Accessions Vital to the National Interest (MAVNI), que permitia o recrutamento de estrangeiros com habilidades consideradas vitais para o interesse nacional. Durante o processo de alistamento e em entrevistas posteriores, Ji mentiu sobre seus contatos com governos estrangeiros, omitindo sua relação com oficiais de inteligência chineses.
Ele foi encarregado de fornecer informações sobre oito cidadãos chineses, alguns dos quais trabalhavam para empreiteiras de defesa dos EUA. Em 2015, Ji comprou relatórios de antecedentes sobre esses indivíduos e os enviou a seus contatos na China. Em 2018, em reuniões com um agente disfarçado do FBI que se passava por representante do MSS, Ji revelou seus planos de obter cidadania e autorização de segurança para trabalhar em agências como CIA, FBI ou NASA, onde teria acesso a bancos de dados com pesquisas científicas. Ele foi preso em Chicago em setembro de 2018 e indiciado em janeiro de 2019. Seu caso foi parte de um esforço mais amplo da inteligência chinesa para roubar segredos comerciais e tecnológicos dos EUA.