Néstor Gregorio Vera Fernández, conhecido como Iván Mordisco, é um guerrilheiro dissidente colombiano e atual comandante do Estado-Maior Central (EMC), o maior grupo dissidente das FARC. Ele é o criminoso mais procurado da Colômbia, comparado a Pablo Escobar pelo presidente Gustavo Petro, e financia suas operações através do narcotráfico, mineração ilegal e extorsão. Mordisco recusou o acordo de paz de 2016 das FARC e, após negociações de paz com o governo Petro em 2023, rompeu-as em 2024, sendo considerado a principal ameaça à segurança do país devido a ataques violentos. Atualmente, o governo colombiano busca sua captura.
Néstor Gregorio Vera Fernández, mais conhecido pelo seu codinome Iván Mordisco, é um guerrilheiro dissidente colombiano e atual comandante do Estado-Maior Central (EMC), o maior grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Ele é considerado o criminoso mais procurado da Colômbia e tem sido comparado a Pablo Escobar pelo presidente Gustavo Petro. Mordisco é responsável por uma série de ataques violentos, incluindo atentados a bomba e o uso de drones explosivos e carros-bomba, financiando suas operações através do narcotráfico, mineração ilegal e extorsão.
Iván Mordisco iniciou sua militância nas FARC ainda adolescente, em 1995, no Front 39. Ele se destacou como atirador de elite e especialista em explosivos, ascendendo a comandante do Front 1 das FARC entre 2012 e 2016. Em 2016, Mordisco recusou-se a assinar o acordo de paz que desarmou as FARC e concedeu anistia a seus membros, tornando-se o primeiro comandante a declarar-se em dissidência. Ele argumentava que o acordo era de "morte" e "desapropriação", beneficiando apenas a liderança das FARC e deixando os combatentes de base desprotegidos. Após a dissolução das FARC, ele organizou uma facção dissidente que permaneceu armada, financiada por atividades ilícitas. Em abril de 2023, Mordisco fez uma aparição pública para anunciar o início das negociações de paz com o governo de Gustavo Petro, mas rompeu essas negociações em 2024. Desde então, Petro lançou uma caçada por sua captura, considerando-o a principal ameaça à segurança da Colômbia.