Visão geral
Néstor Gregorio Vera Fernández, mais conhecido pelo seu codinome Iván Mordisco, é um guerrilheiro dissidente colombiano e atual comandante do Estado-Maior Central (EMC), o maior grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Ele é considerado o criminoso mais procurado da Colômbia e tem sido comparado a Pablo Escobar pelo presidente Gustavo Petro. Mordisco é responsável por uma série de ataques violentos, incluindo atentados a bomba e o uso de drones explosivos e carros-bomba, financiando suas operações através do narcotráfico, mineração ilegal e extorsão.
Contexto histórico e desenvolvimento
Iván Mordisco iniciou sua militância nas FARC ainda adolescente, em 1995, no Front 39. Ele se destacou como atirador de elite e especialista em explosivos, ascendendo a comandante do Front 1 das FARC entre 2012 e 2016. Em 2016, Mordisco recusou-se a assinar o acordo de paz que desarmou as FARC e concedeu anistia a seus membros, tornando-se o primeiro comandante a declarar-se em dissidência. Ele argumentava que o acordo era de "morte" e "desapropriação", beneficiando apenas a liderança das FARC e deixando os combatentes de base desprotegidos. Após a dissolução das FARC, ele organizou uma facção dissidente que permaneceu armada, financiada por atividades ilícitas. Em abril de 2023, Mordisco fez uma aparição pública para anunciar o início das negociações de paz com o governo de Gustavo Petro, mas rompeu essas negociações em 2024. Desde então, Petro lançou uma caçada por sua captura, considerando-o a principal ameaça à segurança da Colômbia.
Linha do tempo
- 1974: Nasce Néstor Gregorio Vera Fernández em El Peñón, Cundinamarca, Colômbia.
- 1995: Inicia sua militância nas FARC, no Front 39.
- 2012-2016: Comanda o Front 1 das FARC.
- 2016: Recusa-se a assinar o acordo de paz das FARC e declara-se em dissidência.
- 2019: Lidera um plano para agrupar grupos dissidentes das FARC após a morte de Edgar Mesías Salgado, vulgo “Rodrigo Cadete”.
- 2020: É ferido em uma operação militar.
- 2022: O governo de Iván Duque anuncia sua morte, mas Mordisco reaparece em vídeo.
- Abril de 2023: Faz sua única aparição pública para anunciar o início das negociações de paz com o governo Petro.
- 2024: Rompe as negociações de paz com o presidente Gustavo Petro.
- Abril de 2026: É considerado o mandante de mais de 30 atentados no sudoeste da Colômbia, incluindo a detonação de uma bomba que matou 21 pessoas.
Principais atores
- Néstor Gregorio Vera Fernández (Iván Mordisco): Líder do Estado-Maior Central (EMC), grupo dissidente das FARC.
- Gustavo Petro: Presidente da Colômbia, que o compara a Pablo Escobar e busca sua captura.
- Juan Manuel Santos: Ex-presidente da Colômbia e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, com quem Mordisco se recusou a negociar.
- Iván Duque: Ex-presidente da Colômbia, cujo governo anunciou a morte de Mordisco em 2022.
- Gentil Duarte: Líder das FARC que se juntou a Mordisco na dissidência.
- Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC): Antigo grupo guerrilheiro do qual Mordisco era membro antes de se tornar dissidente.
- Estado-Maior Central (EMC): Grupo dissidente das FARC liderado por Iván Mordisco.
Termos importantes
- FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia): Antigo grupo guerrilheiro marxista que operou na Colômbia, desmobilizado em 2016 após um acordo de paz.
- Dissidência das FARC: Grupos armados que se recusaram a aderir ao acordo de paz de 2016 e continuaram suas atividades criminosas e guerrilheiras.
- Estado-Maior Central (EMC): O maior grupo dissidente das FARC, liderado por Iván Mordisco, que se considera herdeiro do projeto ideológico das FARC.
- Traqueto: Termo coloquial na Colômbia para narcotraficantes.
- Acordo de Paz de 2016: Acordo assinado entre o governo colombiano e as FARC, que levou à desmobilização da guerrilha e sua transformação em partido político.
