A Great Wall Motors (GWM) é uma montadora chinesa que, junto a outras como a BYD, tem transformado a percepção de qualidade e tecnologia de veículos chineses no Brasil. Sua chegada intensificou a competitividade no mercado automotivo nacional, oferecendo modelos avançados e preços competitivos, o que impactou até mesmo o mercado de seminovos. A ascensão das montadoras chinesas, impulsionada por alta tecnologia e custos reduzidos, levou a China a superar Mercosul e México em veículos importados no Brasil em 2025, apesar do fim dos incentivos fiscais para eletrificados.
A Great Wall Motors (GWM) é uma montadora chinesa que, juntamente com outras empresas do setor, como a BYD, tem desempenhado um papel significativo na mudança da percepção de qualidade e tecnologia dos veículos chineses no Brasil. A chegada da GWM ao mercado brasileiro tem intensificado a competitividade, especialmente no segmento de carros novos, oferecendo modelos com tecnologia avançada, design próprio e preços competitivos. Esse movimento tem contribuído para um reajuste nos preços de veículos seminovos e usados, impactando o mercado automotivo nacional.
A presença de montadoras chinesas no Brasil tem crescido exponencialmente. Em 2025, quase 40% dos veículos importados emplacados no país vieram da China, superando pela primeira vez a participação de países do Mercosul e do México. Essa ascensão é atribuída à capacidade da indústria automobilística chinesa de produzir veículos com alta tecnologia e qualidade a custos reduzidos, resultado de uma cadeia de produção verticalizada e investimentos em desenvolvimento de produtos e veículos eletrificados. A China detém cerca de 75% da produção mundial de baterias automotivas, o que contribui para a competitividade de seus veículos elétricos e híbridos.
Inicialmente, os veículos chineses se beneficiaram de incentivos fiscais no Brasil, com tributação zerada para importação de elétricos, híbridos e híbridos plug-in até 2023. A partir de 2024, o imposto passou a ser de 15%, com previsão de aumento gradual para 35% em julho do mesmo ano. Apesar da mudança na política fiscal, a China aproveitou o período de benefício para enviar peças que seriam montadas no Brasil, mantendo os custos baixos por mais tempo e consolidando sua posição no mercado.