Guilherme Derrite é um policial militar da reserva e político brasileiro, filiado ao Progressistas (PP), atualmente deputado federal por São Paulo. Ele foi Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, cargo do qual se licenciou para reassumir seu mandato na Câmara dos Deputados. Sua carreira política é marcada pela defesa de pautas de segurança pública e endurecimento penal, e ele anunciou sua pré-candidatura ao Senado Federal em 2026. Sua atuação, especialmente na ROTA e na Secretaria de Segurança, gerou controvérsias e críticas devido ao aumento da letalidade policial.
Guilherme Muraro Derrite (Sorocaba, 10 de outubro de 1984), conhecido como Capitão Derrite, é um policial militar da reserva e político brasileiro, filiado ao Progressistas (PP). Atualmente, exerce o cargo de deputado federal por São Paulo, tendo sido eleito em 2018 e reeleito em 2022. Derrite também atuou como Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo no governo de Tarcísio de Freitas, cargo do qual se licenciou para reassumir seu mandato na Câmara dos Deputados. Ele é o primeiro oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) a ocupar essa pasta. Sua trajetória política é marcada pela defesa de pautas de segurança pública e endurecimento penal, e ele anunciou sua pré-candidatura ao Senado Federal em 2026.
Guilherme Derrite iniciou sua carreira militar aos 18 anos, ingressando na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 2003 e formando-se como aspirante a oficial em 2006. Serviu em batalhões operacionais e, em 2010, ingressou na Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), unidade de elite da PMESP, onde comandou pelotões até 2015. Sua atuação na ROTA foi marcada por um alto número de confrontos armados e mortes em serviço, gerando controvérsias e críticas por suposto excesso de letalidade. Em 2018, Derrite passou para a reserva remunerada como capitão para ingressar na política, sendo eleito deputado federal por São Paulo com 119.034 votos pelo PP, com uma plataforma focada em segurança pública e apoio a pautas conservadoras.
Durante seu primeiro mandato (2019-2023), destacou-se como 2º vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) e vice-líder do governo Jair Bolsonaro. Foi relator de projetos importantes, como a Lei Complementar 191/2022, que retomou a contagem de tempo de serviço para profissionais de segurança e saúde, e o PL 6.579/2013, que extingue as saídas temporárias de presos. Em 2022, foi reeleito deputado federal pelo Partido Liberal (PL) com 239.772 votos. Em 2023, assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, onde implementou programas como Muralha Paulista e Moradia Segura. Sua gestão na secretaria foi alvo de críticas devido ao aumento de 98% nas mortes em intervenção policial entre 2023 e 2024, levando a pedidos de impeachment por parte de deputados estaduais de oposição. Em dezembro de 2024, deputados também questionaram a criação de uma nova Ouvidoria Setorial na SSP, alegando violação de princípios constitucionais. Em fevereiro de 2026, Derrite confirmou sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026, afirmando ter o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas, com o objetivo de eleger duas vagas alinhadas à direita.