Maria Gorete Pereira é uma fisioterapeuta e política brasileira filiada ao MDB, atualmente deputada federal pelo Ceará. Com uma longa carreira política, incluindo mandatos como vereadora, deputada estadual e federal, ela se tornou alvo da Operação Indébito da Polícia Federal em março de 2026. A operação investiga um esquema de desvio de recursos de beneficiários do INSS, no qual Pereira é apontada como "articuladora política", resultando em seu monitoramento por tornozeleira eletrônica por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Maria Gorete Pereira (Juazeiro do Norte, 10 de abril de 1952) é uma fisioterapeuta e política brasileira, filiada ao MDB, com atuação política no Ceará. Atualmente, é deputada federal. Em março de 2026, foi alvo da Operação Indébito da Polícia Federal, que investiga um esquema de desvios de recursos de beneficiários do INSS, passando a ser monitorada por tornozeleira eletrônica por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Gorete Pereira iniciou sua carreira política como vereadora de Fortaleza em 1988, sendo reeleita em 1992. Posteriormente, foi eleita deputada estadual em 1994 e 1998. Em 2002, alcançou uma suplência de deputado federal, sendo convocada para exercer o mandato em duas ocasiões. Foi eleita deputada federal em 2006, 2010 e 2014. Durante a 55ª legislatura (2015-2019), absteve-se no processo de impeachment de Dilma Rousseff, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos e apoiou a Reforma Trabalhista. Em 2017, votou contra a abertura de investigação do então Presidente Michel Temer. Nas eleições de 2018 e 2022, não conseguiu a reeleição, ficando como suplente.
Em 17 de março de 2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Gorete Pereira foi apontada como "articuladora política" do esquema, utilizando sua influência para viabilizar acordos com o INSS e pressionar servidores públicos. As investigações indicam que ela teria recebido valores por meio de empresas de fachada e laranjas, inclusive familiares, para ocultar a movimentação do dinheiro. O Ministério Público Federal (MPF) chegou a pedir a prisão preventiva da deputada, mas o ministro André Mendonça, do STF, determinou o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições.