Visão geral
Maria Gorete Pereira (Juazeiro do Norte, 10 de abril de 1952) é uma fisioterapeuta e política brasileira, filiada ao MDB, com atuação política no Ceará. Atualmente, é deputada federal. Em março de 2026, foi alvo da Operação Indébito da Polícia Federal, que investiga um esquema de desvios de recursos de beneficiários do INSS, passando a ser monitorada por tornozeleira eletrônica por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Contexto histórico e desenvolvimento
Gorete Pereira iniciou sua carreira política como vereadora de Fortaleza em 1988, sendo reeleita em 1992. Posteriormente, foi eleita deputada estadual em 1994 e 1998. Em 2002, alcançou uma suplência de deputado federal, sendo convocada para exercer o mandato em duas ocasiões. Foi eleita deputada federal em 2006, 2010 e 2014. Durante a 55ª legislatura (2015-2019), absteve-se no processo de impeachment de Dilma Rousseff, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos e apoiou a Reforma Trabalhista. Em 2017, votou contra a abertura de investigação do então Presidente Michel Temer. Nas eleições de 2018 e 2022, não conseguiu a reeleição, ficando como suplente.
Em 17 de março de 2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Gorete Pereira foi apontada como "articuladora política" do esquema, utilizando sua influência para viabilizar acordos com o INSS e pressionar servidores públicos. As investigações indicam que ela teria recebido valores por meio de empresas de fachada e laranjas, inclusive familiares, para ocultar a movimentação do dinheiro. O Ministério Público Federal (MPF) chegou a pedir a prisão preventiva da deputada, mas o ministro André Mendonça, do STF, determinou o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições.
Linha do tempo
- 1952: Nasce em Juazeiro do Norte, Ceará.
- 1972: Gradua-se em Fisioterapia pela Universidade de Fortaleza.
- 1988: Eleita vereadora de Fortaleza pelo PFL.
- 1992: Reeleita vereadora de Fortaleza.
- 1994: Eleita deputada estadual no Ceará.
- 1998: Reeleita deputada estadual.
- 2002: Alcança suplência de deputado federal, sendo convocada para o mandato.
- 2006: Eleita deputada federal.
- 2010: Reeleita deputada federal.
- 2014: Eleita deputada federal para a 55ª legislatura.
- 2016: Absteve-se no processo de impeachment de Dilma Rousseff e votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.
- 2017: Apoiou a Reforma Trabalhista e votou contra a denúncia contra Michel Temer.
- 2018: Não é reeleita deputada federal, ficando como primeira suplente.
- 2022: Não é reeleita deputada federal, ficando como quarta suplente.
- 17 de março de 2026: Alvo da Operação Indébito da Polícia Federal, passa a usar tornozeleira eletrônica.
Principais atores
- Maria Gorete Pereira (MDB-CE): Deputada federal e principal alvo da Operação Indébito, apontada como articuladora política do esquema.
- Polícia Federal (PF): Órgão responsável pela deflagração da Operação Indébito.
- Controladoria-Geral da União (CGU): Atuou em conjunto com a PF nas investigações.
- Supremo Tribunal Federal (STF): Responsável pela expedição das ordens judiciais e pela determinação do uso de tornozeleira eletrônica.
- Ministério Público Federal (MPF): Solicitou a prisão preventiva de Gorete Pereira.
- André Mendonça: Ministro do STF que determinou as medidas cautelares contra a deputada.
- Natjo de Lima Pinheiro: Empresário preso na operação, apontado como beneficiário de recursos do esquema.
- Cecília Rodrigues Mota: Advogada e ex-presidente de associações de aposentados, presa na operação e descrita como operadora financeira das fraudes.
- Alessandro Stefanutto: Ex-presidente do INSS, preso em novembro de 2025 em fase anterior da operação, que teria recebido propina do esquema.
- André Paulo Fidelis: Ex-diretor de benefícios e relacionamento com o cidadão do INSS, preso em fase anterior da operação.
- Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho: Ex-procurador-geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS, preso em fase anterior da operação.
Termos importantes
- Operação Indébito: Fase da investigação da Polícia Federal que visa desarticular um esquema de desvios de recursos de beneficiários do INSS, com foco em descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.
- Operação Sem Desconto: Operação anterior da Polícia Federal que deu origem à Operação Indébito, investigando fraudes no INSS.
- Descontos indevidos: Descontos não autorizados realizados diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS, geralmente por meio de associações de fachada.
- Empresas de fachada: Empresas criadas com o objetivo de ocultar a origem e a movimentação de recursos ilícitos, muitas vezes em nome de "laranjas".
- Tornozeleira eletrônica: Dispositivo de monitoramento eletrônico utilizado para fiscalizar a localização de indivíduos que cumprem medidas cautelares ou penas alternativas, como determinado para Gorete Pereira.
