O golpe de Estado em Burkina Faso, ocorrido em setembro de 2022, levou o Capitão Ibrahim Traoré ao poder em meio a uma insurgência islamista. Traoré inicialmente prometeu eleições em 2024, mas em 2025 adiou-as indefinidamente, alegando que a segurança nacional é prioridade e que a democracia não é adequada para o país. Em janeiro de 2025, seu governo dissolveu todos os partidos políticos, consolidando o controle militar e refletindo uma tendência regional.
O golpe de Estado em Burkina Faso, ocorrido em setembro de 2022, levou o capitão Ibrahim Traoré ao poder. Inicialmente, Traoré havia prometido a realização de eleições em 2024 para restaurar a ordem democrática. No entanto, um ano após o golpe, ele declarou que as eleições seriam adiadas até que o país estivesse seguro o suficiente para garantir a participação de todos os cidadãos. Traoré tem manifestado publicamente a sua visão de que a democracia não é adequada para Burkina Faso, citando desafios internos e a experiência de outros países africanos.
Burkina Faso tem enfrentado uma insurgência de milícias islamistas ligadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico (EI) por mais de uma década, resultando em milhares de mortes e milhões de deslocados. Este cenário de insegurança foi o pano de fundo para a ascensão de Ibrahim Traoré ao poder em setembro de 2022, através de um golpe militar. Após assumir o controle, Traoré comprometeu-se a organizar eleições em 2024. Contudo, em 2025, ele reverteu essa promessa, afirmando que a prioridade era a segurança nacional e que a democracia não era o caminho para o país. Em janeiro de 2025, o governo de Traoré dissolveu todos os partidos políticos, uma medida que já havia sido precedida pela suspensão das atividades políticas. Anteriormente, Burkina Faso contava com mais de 100 partidos registrados, com 15 representados no parlamento após as eleições gerais de 2020. Essa ação reflete uma tendência observada em países vizinhos, como Mali e Níger, também governados por militares que chegaram ao poder por meio de golpes.
3 de abr, 2026