O Grupo de Administración Empresarial S.A. (GAESA) é um conglomerado militar cubano que controla setores econômicos lucrativos como turismo e comércio exterior, operando com grande opacidade e sem prestação de contas. Criado na década de 1990 para gerar recursos para as Forças Armadas Revolucionárias, expandiu-se significativamente sob Raúl Castro. Documentos vazados em 2024 revelaram que a GAESA possui bilhões em ativos, contrastando com a crise econômica e pobreza em Cuba, levantando questões sobre sua responsabilidade na situação do país.
O Grupo de Administración Empresarial S.A. (GAESA) é um conglomerado empresarial militar cubano que controla uma parte significativa da economia de Cuba, especialmente os setores mais lucrativos como turismo, remessas, comércio exterior e missões médicas. Apesar de ser uma entidade estatal, a GAESA opera com grande opacidade, não publica balanços financeiros, não presta contas à Assembleia Nacional do Poder Popular nem à Controladoria Geral da República, e não aparece no orçamento estatal. Em 2024, documentos vazados indicaram que o grupo possuía ativos de pelo menos US$17,9 bilhões, incluindo mais de US$14,4 bilhões em contas bancárias, contrastando drasticamente com a situação de crise econômica e pobreza extrema enfrentada pela maioria da população cubana. A GAESA é vista como uma "economia dentro de outra", operando com um orçamento independente e sem pagar impostos, o que levanta questões sobre sua responsabilidade na miséria do país.
A GAESA foi criada na década de 1990, durante o chamado Período Especial, após o colapso da União Soviética e a perda dos principais parceiros comerciais de Cuba. Inicialmente, seu objetivo era gerar recursos para as Forças Armadas Revolucionárias (FAR) através de negócios em divisas, principalmente nos setores de turismo e comércio exterior. Com a ascensão de Raúl Castro ao poder, primeiro interinamente em 2006 e depois formalmente em 2008, o conglomerado expandiu-se rapidamente, absorvendo empresas estatais estratégicas. Sob a liderança do general Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, ex-genro de Raúl Castro, a GAESA consolidou seu controle sobre os negócios mais rentáveis do país. A opacidade do grupo e seu crescimento foram intensificados pelas sanções dos Estados Unidos, especialmente durante o governo de Donald Trump, que buscou bloquear o fornecimento de petróleo à ilha, agravando a crise econômica cubana.