Fernanda Melchionna e Silva é uma política brasileira filiada ao PSOL, atualmente em seu segundo mandato como deputada federal pelo Rio Grande do Sul. Antes de ser eleita para o Congresso Nacional, atuou por três mandatos como vereadora em Porto Alegre, sendo a mais votada em 2016. Reconhecida por sua atuação, em 2024 foi eleita a melhor deputada federal do Brasil pelo júri do Prêmio Congresso em Foco, destacando-se pela defesa de pautas sociais, ambientais e de direitos humanos.
Fernanda Melchionna e Silva (Alegrete, 2 de fevereiro de 1984) é uma política brasileira filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Atualmente, exerce seu segundo mandato como deputada federal pelo Rio Grande do Sul. Antes de sua carreira política no Congresso Nacional, Melchionna atuou como vereadora em Porto Alegre por três mandatos consecutivos, sendo a mais votada na eleição municipal de 2016. Em 2024, foi eleita a melhor deputada federal do Brasil pelo júri do Prêmio Congresso em Foco.
Fernanda Melchionna iniciou seu interesse pela política ainda jovem, aos treze anos, participando de protestos contra as privatizações nos governos de Antônio Britto e Fernando Henrique Cardoso. Em Alegrete, sua cidade natal, colaborou com seu pai, Raul Silva da Silva, na implementação do Partido dos Trabalhadores (PT). Trabalhou como bancária no Banrisul e formou-se em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde foi ativa em diretórios acadêmicos. Sua decepção com o PT durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva a levou a deixar o partido e participar da fundação do PSOL em 2005, próxima a Luciana Genro.
Sua trajetória política começou com a eleição para vereadora em Porto Alegre em 2008. Durante seus mandatos na Câmara Municipal, destacou-se pela defesa de pautas como a redução da tarifa de ônibus, o passe livre e a melhoria do transporte coletivo, além de direitos humanos. Foi coautora do projeto que renomeou a Avenida Presidente Castelo Branco para Avenida da Legalidade e da Democracia e presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal em 2013.
Em 2018, foi eleita deputada federal pelo Rio Grande do Sul, sendo a mulher mais votada no estado. Em abril de 2019, tomou posse no Parlamento do Mercosul. Entre fevereiro e agosto de 2020, liderou a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados. Foi reeleita em 2022 com quase 200 mil votos, novamente a mulher mais votada no Rio Grande do Sul. Seu mandato tem sido marcado pela oposição a diversas medidas governamentais e pela defesa de pautas sociais, ambientais e de direitos humanos.