Em 1º de março de 2026, uma explosão subterrânea na Rua da Consolação, em São Paulo, abriu uma cratera na via, interrompendo o tráfego e afetando diversas linhas de ônibus. A Prefeitura de São Paulo responsabilizou a Enel, concessionária de energia, pelo incidente, citando a presença de fiação da empresa no local. Contudo, a Enel negou a responsabilidade, alegando que sua rede elétrica estava intacta e sugerindo a presença de gás inflamável, o que foi refutado pela Comgás, que não detectou vazamento de gás natural. A causa exata da explosão permanece controversa entre as concessionárias.
Na noite de 1º de março de 2026, uma explosão subterrânea ocorreu na Rua da Consolação, em São Paulo, próximo à Avenida Paulista. O incidente resultou na abertura de uma cratera na via, causando a interdição de parte da rua e afetando o tráfego de veículos e mais de 20 linhas de ônibus municipais. A causa da explosão gerou controvérsia entre as concessionárias Enel e Comgás, e a Prefeitura de São Paulo responsabilizou a Enel pelo ocorrido.
A explosão foi registrada por volta das 22h15, na altura do número 2.104 da Rua da Consolação. Uma câmera do Programa SmartSampa capturou o momento do colapso, que quase atingiu um carro que passava pela via. Testemunhas relataram ter sentido um forte odor de borracha queimada e visto fumaça preta saindo do asfalto antes da explosão. O Corpo de Bombeiros, a Enel, a Comgás e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foram acionados para atender à ocorrência.
No dia seguinte ao incidente, 2 de março, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), atribuiu a responsabilidade à Enel, concessionária de distribuição de energia. Ele argumentou que outras empresas, como a Sabesp (água) e a Comgás (gás), haviam descartado sua participação e que havia fiação da Enel no local da explosão. O prefeito criticou a demora da Enel em enviar uma equipe ao local, que só chegou quase 12 horas após o incidente.
A Enel, por sua vez, negou a responsabilidade, afirmando que não houve danos à sua rede elétrica e que os cabos subterrâneos no local estavam intactos e não teriam capacidade de causar uma explosão daquela magnitude. A empresa alegou ter detectado a presença de gás inflamável no local, o que foi refutado pela Comgás. A Comgás informou ter realizado duas inspeções no endereço e não identificou vazamento de gás natural encanado, baseando-se na ausência de etano e outros componentes característicos do gás natural em suas medições.