Visão geral
Daniella Marques Consentino (nascida em 16 de outubro de 1979) é uma administradora e economista brasileira. Atuou como presidente da Caixa Econômica Federal entre julho de 2022 e janeiro de 2023, durante a transição entre os governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Anteriormente, integrou a equipe econômica do Ministério da Economia no governo Bolsonaro, sob a coordenação de Paulo Guedes. Após deixar o cargo na Caixa, passou a atuar como assessora econômica na pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026.
Quem é Daniella Marques
Daniella Marques Consentino nasceu em Barra Mansa, no interior do Rio de Janeiro. Formou-se em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), com trabalho de conclusão de curso sobre gerenciamento de riscos e metodologias de Value at Risk (VaR). Possui MBA em Finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec). Antes de ingressar no setor público, atuou por cerca de 20 anos no mercado financeiro, com experiência em gestão de fundos de investimento e compliance, tendo sido sócia-fundadora e diretora de fundos.
Em 2019, integrou o governo federal como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do ministro Paulo Guedes. Posteriormente, ocupou o cargo de secretária especial de Produtividade, Emprego e Competitividade no Ministério da Economia.
Atuação na Caixa Econômica Federal
Daniella Marques foi nomeada presidente da Caixa Econômica Federal em 29 de junho de 2022, assumindo o cargo em 5 de julho do mesmo ano, em substituição a Pedro Guimarães, que renunciou após denúncias de assédio sexual. Sua gestão durou até 9 de janeiro de 2023, quando foi exonerada pelo presidente Lula. Durante o período, a instituição enfrentou desafios relacionados à concessão de crédito consignado vinculado ao Auxílio Brasil, com relatos de liberação massiva de recursos no período eleitoral de 2022. Não há registro detalhado de grandes projetos estruturantes ou mudanças administrativas de longo prazo implementados sob sua presidência, dada a brevidade do mandato.
Contexto político e relações institucionais
Marques manteve estreita relação com o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, com quem trabalhou tanto no setor privado quanto no governo. Foi indicada para a presidência da Caixa pelo então presidente Jair Bolsonaro. Há registros de reuniões e interações com o ex-ministro e senador Ciro Nogueira (PP), incluindo áudios divulgados pela mídia que mostram discussões sobre estratégias de comunicação para privatizações e temas relacionados à população brasileira. Após deixar o governo, tornou-se coordenadora de propostas econômicas na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República em 2026 e participou de lives e eventos com figuras do PL, como Eduardo Bolsonaro.
Controvérsias e repercussão pública
A gestão de Marques na Caixa foi marcada por questionamentos sobre a liberação de crédito consignado do Auxílio Brasil, com dados indicando que 99% da carteira foi disponibilizada entre os turnos das eleições de 2022, gerando suspeitas de uso eleitoral da instituição. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) solicitou investigação sobre possíveis irregularidades. Um áudio vazado de reunião envolvendo Marques e Ciro Nogueira, divulgado pelo ICL em 2026, gerou repercussão por conter referências a estratégias de convencimento da população para privatizações e expressões consideradas depreciativas. Outras polêmicas anteriores incluem um incidente em comissão na Câmara dos Deputados em 2019, envolvendo a deputada Maria do Rosário (PT), e uma declaração incorreta sobre Margaret Thatcher ter sido primeira-dama do Reino Unido.
