O caso do asilo para jogadoras iranianas refere-se à concessão de vistos humanitários e asilo político pelo governo australiano a membros da seleção feminina de futebol do Irã em março de 2026. A situação surgiu após as atletas se recusarem a cantar o hino nacional iraniano durante a Copa da Ásia na Austrália, levando o governo iraniano a classificá-las como "traidoras". Diante da preocupação com sua segurança, várias jogadoras optaram por não retornar ao Irã, buscando proteção na Austrália, que lhes ofereceu residência permanente e apoio. O incidente gerou repercussão internacional, incluindo críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, e a negação do Irã sobre a insegurança das atletas.
O caso do asilo para jogadoras iranianas refere-se à concessão de vistos humanitários e asilo político pelo governo australiano a membros da seleção feminina de futebol do Irã em março de 2026. A situação ganhou destaque internacional após as atletas se recusarem a cantar o hino nacional iraniano durante a Copa da Ásia, na Austrália, o que levou o governo iraniano a classificá-las como "traidoras em tempos de guerra". O incidente culminou com a decisão de várias jogadoras de não retornar ao Irã, buscando proteção na Austrália.
A seleção feminina de futebol do Irã chegou à Austrália em fevereiro de 2026 para participar da Copa da Ásia. Durante a competição, em um gesto de protesto, as jogadoras se recusaram a cantar o hino nacional do Irã antes de uma das partidas. Este ato foi interpretado pelo governo iraniano como traição, gerando preocupações sobre a segurança das atletas caso retornassem ao seu país de origem.
Após a repercussão internacional e um movimento de torcedores irano-australianos pedindo asilo, o governo australiano, por meio do Ministro do Interior Tony Burke, ofereceu vistos humanitários. Inicialmente, sete jogadoras aceitaram a oferta, permitindo-lhes permanecer permanentemente na Austrália. Contudo, uma delas reconsiderou e decidiu voltar para o Irã, sendo aconselhada por colegas e pelo técnico a contatar a embaixada iraniana, o que alertou as autoridades iranianas sobre a localização das demais.
Em 11 de março de 2026, no momento da partida da delegação iraniana de volta para casa, o governo australiano reforçou a oferta de asilo. Seis jogadoras adicionais optaram por não embarcar no voo, sendo imediatamente transferidas para um local seguro. O Ministro Burke garantiu que elas não enfrentariam batalhas legais por residência permanente e receberiam apoio em saúde, moradia e outros auxílios. Membros da delegação com conexões com a Guarda Revolucionária do Irã não receberam ofertas de visto.
O caso gerou críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, ao governo australiano por não ter oferecido asilo antes, embora discussões privadas já estivessem em andamento. O Irã, por sua vez, rejeitou as sugestões de insegurança para as atletas, com o primeiro vice-presidente Mohammad Reza Aref afirmando que o país "recebe seus filhos de braços abertos". A TV estatal iraniana também acusou Trump de "interferência política direta no futebol".