Visão geral
Abdourahamane Tiani (também grafado como Tchiani ou Omar Tiani) é um oficial militar e político nigerino que serve como o 11º presidente do Níger desde março de 2025. Nascido em 1964, ele comandou a Guarda Presidencial de 2011 a 2023, quando liderou o golpe de Estado que depôs o presidente Mohamed Bazoum, assumindo o controle como chefe da junta militar do Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CNSP). Conhecido por suas visões anti-imperialistas, pan-africanistas e nacionalistas haússa, Tiani foi formalmente investido como presidente em 2025, após um período de transição. Seu governo enfrentou desafios de segurança, sanções internacionais e, mais recentemente, uma tentativa de golpe em agosto de 2026.
Biografia
Omar Abdourahamane Tiani nasceu em 1º de janeiro de 1964 em Toukounous, no departamento de Filingué, região de Tillabéri, no Níger, em uma família haússa. Ele frequentou escolas locais e ingressou no Exército do Níger em 1985. Recebeu treinamento militar na Escola Nacional de Oficiais Ativos em Thiès, Senegal, além de formações na França, Marrocos, Mali e nos Estados Unidos (incluindo o College of International Security Affairs em Fort McNair, Washington, DC). Serviu em missões internacionais com a ONU e a CEDEAO na Costa do Marfim, República Democrática do Congo e Sudão, e foi condecorado por ações no local de um acidente aéreo francês em Bilma em 1989.
Carreira militar
Tiani ascendeu nas fileiras, servindo em regiões como Agadez, Diffa e Zinder no combate ao tráfico de drogas e contrabando. Em 2011, foi nomeado comandante da Guarda Presidencial pelo presidente Mahamadou Issoufou, cargo que manteve sob Mohamed Bazoum. Promovido a general em 2018, ele também atuou como adido militar na embaixada do Níger na Alemanha. Em 2021, sua unidade ajudou a frustrar uma tentativa de golpe.
Golpe de Estado de 2023
Em 26 de julho de 2023, Tiani liderou o golpe que depôs Bazoum, alegando preocupações com a segurança e a governança. Dois dias depois, foi declarado presidente do CNSP, tornando-se o líder de facto do país. O golpe gerou condenação internacional, sanções da CEDEAO e o afastamento de parceiros ocidentais, com o Níger aproximando-se de Rússia, Turquia e outros aliados.
Presidência (desde 2025)
Tiani foi investido como presidente da República do Níger em 26 de março de 2025, para um mandato de cinco anos renovável, sob uma nova carta que substituiu a Constituição. Ali Lamine Zeine permanece como primeiro-ministro. Seu governo priorizou a soberania sobre recursos naturais (como urânio), reformas judiciais e resiliência econômica diante de sanções. Em janeiro de 2025, o Níger tornou-se o primeiro país africano a erradicar a oncocercose.
Linha do tempo
- 1º de janeiro de 1964: Nascimento em Toukounous, Filingué.
- 1985: Ingresso no Exército do Níger.
- 2011: Nomeado comandante da Guarda Presidencial.
- 2018: Promoção a general.
- 26 de julho de 2023: Lidera golpe de Estado contra Mohamed Bazoum.
- 28 de julho de 2023: Assume como presidente do CNSP.
- Janeiro de 2025: Erradicação da oncocercose no Níger.
- 26 de março de 2025: Investidura formal como presidente da República.
- 29 de agosto de 2026: Tentativa de golpe por soldados amotinados em Niamey.
Posições políticas
Tiani é associado a retórica anti-imperialista, especialmente crítica à França, acusando-a de envolvimento em atividades terroristas no país. Defende o pan-africanismo, o nacionalismo haússa e maior soberania econômica e militar, incluindo parcerias com Rússia e a Aliança dos Estados do Sahel (AES) com Mali e Burkina Faso. Recentemente, adotou abordagem mais pragmática em relações regionais, como com Benin e Argélia.
Vida pessoal
Tiani é casado e pai de cinco filhos, de fé muçulmana.
Tentativa de golpe de 2026
Em 29 de agosto de 2026, soldados amotinados atacaram a base aérea 101 no aeroporto de Niamey e áreas próximas ao palácio presidencial, em uma tentativa de derrubar Tiani. A Guarda Presidencial repeliu o assalto; o governo declarou a situação sob controle, com relatos de rendição de amotinados. O evento destaca tensões internas no aparato de segurança e desafios contínuos contra insurgências jihadistas.
