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Fóssil de pena em excremento de dinossauro traz pistas sobre extinção

Descoberta em Montana revela como a estrutura de penas pode ter influenciado a sobrevivência de aves após o impacto do asteroide no Cretáceo.

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Foto: InfoMoney
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20/09 às 05:31

Pontos principais

  • Pesquisadores encontraram uma pena fossilizada dentro de um coprólito em Montana.
  • O material, datado do período Cretáceo, estava na Formação Hell Creek.
  • A análise sugere que a espécie possuía dentes e menor isolamento térmico que aves modernas.
  • O estudo foi publicado na revista Current Biology em 10 de setembro.

Uma pena de ave extremamente preservada foi encontrada dentro de um fóssil de excremento de dinossauro, possivelmente de um Nanotyrannus ou T-Rex, na Formação Hell Creek, em Montana. A descoberta, realizada por pesquisadores e detalhada em estudo publicado na revista Current Biology, oferece uma perspectiva inédita sobre a biologia das linhagens que coexistiram com os dinossauros antes da extinção em massa do final do Cretáceo.

Através de microtomografia computadorizada, cientistas identificaram que a estrutura da pena assemelha-se à das aves modernas, embora o espécime apresentasse dentes e um isolamento térmico inferior. A hipótese central é que essa deficiência no controle de temperatura pode ter sido um fator determinante para a extinção de certas linhagens de aves após a queda do asteroide, que alterou drasticamente o clima global e forçou a adaptação das espécies sobreviventes.

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