Associação cobra maior presença de profissionais negros no audiovisual
A Apan exige políticas afirmativas e fiscalização rigorosa no fomento público para reduzir a desigualdade racial no cinema brasileiro.
Pontos principais
- Dados indicam que 94% dos filmes financiados com recursos federais são dirigidos por pessoas brancas.
- A Apan propõe bancas de heteroidentificação para evitar fraudes na Lei Paulo Gustavo e na Política Nacional Aldir Blanc.
- A entidade sugere o conceito de empresas vocacionadas para reparação histórica, com 50% do quadro societário composto por negros.
- A associação defende a inclusão de produções nacionais na grade escolar e leis mais robustas para o setor.
A Associação de Profissionais do Audiovisual Negro no Brasil (Apan) divulgou uma carta aberta exigindo medidas mais eficazes para combater a desigualdade racial no setor cinematográfico. Segundo a entidade, o acesso ao fomento público ainda é desproporcional, com 94% dos filmes beneficiados por recursos federais sendo dirigidos por pessoas brancas. Para reverter esse cenário, a associação defende a implementação de bancas de heteroidentificação em editais como a Lei Paulo Gustavo e a Política Nacional Aldir Blanc, visando coibir fraudes nas cotas raciais.
Além da fiscalização, a Apan propõe a criação de empresas vocacionadas para a reparação histórica, onde metade do quadro societário seria composto por profissionais negros. A presidente da entidade, Tatiana Carvalho, também ressalta a importância de fortalecer a proteção ao cinema brasileiro e integrar produções nacionais ao currículo escolar. O objetivo central é garantir que a diversidade racial seja refletida tanto na produção quanto no acesso aos recursos públicos do audiovisual.
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