Líderes europeus alertam para escalada de guerra híbrida russa
Governos da Europa reforçam segurança contra sabotagem e desinformação atribuídas a Moscou em retaliação ao apoio à Ucrânia.
Pontos principais
- Alemanha vincula ataque com drones ao aeroporto de Leipzig/Halle à Rússia.
- França desenvolve plano de proteção para infraestruturas críticas e defesa.
- Relatórios apontam uso de cidadãos recrutados online para atos de sabotagem.
- Moscou nega envolvimento em incidentes e critica envio de tropas europeias.
Líderes europeus têm intensificado alertas sobre o aumento de ações de guerra híbrida atribuídas à Rússia, que incluem episódios de sabotagem, incêndios criminosos e campanhas de desinformação. A Alemanha, por exemplo, vinculou recentemente um ataque com drones ao aeroporto de Leipzig/Halle a agentes russos, resultando no fechamento de consulados e centros culturais. Em resposta, o presidente francês Emmanuel Macron ordenou a criação de um plano estratégico para proteger infraestruturas críticas e instalações de defesa contra essas ameaças.
Especialistas apontam que Moscou tem utilizado cidadãos estrangeiros recrutados online para executar ações hostis, o que dificulta a atribuição direta dos ataques ao Kremlin. Enquanto a Rússia nega qualquer participação nesses incidentes, o governo russo mantém alertas contra o envio de tropas europeias para o conflito ucraniano. A estratégia russa visa desestabilizar o apoio ocidental à Ucrânia, forçando os países europeus a reavaliarem seus protocolos de segurança interna diante de táticas que operam abaixo do limiar de um conflito armado direto.
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