Teste nuclear da Coreia do Norte em 2017 pode ter causado tremores por anos
Estudo aponta que a maior explosão nuclear norte-coreana desestabilizou falhas geológicas, gerando sismos persistentes até 2025.
Pontos principais
- Pesquisadores identificaram 1.399 terremotos na região de Punggye-ri entre 2008 e 2025.
- A atividade sísmica aumentou após o teste nuclear de 2017, em vez de diminuir.
- Tremores concentraram-se em falhas geológicas danificadas pelas explosões.
- A infiltração de água em fraturas rochosas pode estar facilitando os abalos contínuos.
Um estudo publicado na revista Science revelou que o maior teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, em 2017, provocou efeitos sísmicos duradouros na região de Punggye-ri. Pesquisadores detectaram 1.399 terremotos na área entre 2008 e 2025, observando que a frequência e a energia liberada pelos tremores aumentaram significativamente após a detonação, contrariando expectativas de estabilização.
A análise sugere que as explosões nucleares danificaram a estrutura rochosa local e redistribuíram tensões em falhas geológicas próximas. Especialistas acreditam que a infiltração de água subterrânea em novas fraturas causadas pelo impacto tenha facilitado a ocorrência contínua de abalos. O caso reforça o debate científico sobre terremotos induzidos por atividades humanas, destacando a extensão incomum dos danos geológicos causados pelo programa nuclear norte-coreano ao longo dos últimos oito anos.
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