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Série da Netflix sobre Lizzie Borden mistura fatos e ficção

Produção da Netflix utiliza o caso real de 1892 como base, mas incorpora diversas licenças poéticas que divergem dos registros históricos.

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Foto: Canaltech
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18/09 às 18:01

Pontos principais

  • Não existem evidências concretas que comprovem a culpa de Lizzie Borden nos assassinatos de 1892.
  • O relacionamento amoroso entre Lizzie e a empregada Bridget Sullivan não possui comprovação histórica.
  • A conexão entre Lizzie e a serial killer Aileen Wuornos é uma invenção da série.
  • A amizade com Nance O’Neil ocorreu apenas anos após o julgamento, ao contrário do que a trama sugere.
  • O assassinato de Bertha Manchester, retratado como um treinamento, é um evento ficcional.

A série 'Monstro: A História de Lizzie Borden', lançada pela Netflix, utiliza o famoso caso criminal de 1892 como ponto de partida, mas opta por diversas licenças poéticas que se distanciam dos registros históricos. Embora o julgamento de Lizzie pela morte de seu pai e madrasta seja um fato real, a produção introduz elementos ficcionais, como um suposto relacionamento amoroso entre a protagonista e a empregada Bridget Sullivan, que carece de qualquer comprovação documental.

Além disso, a narrativa cria conexões inexistentes, como a influência de Lizzie sobre a serial killer Aileen Wuornos e a participação dela no assassinato de Bertha Manchester. A série também altera a cronologia de eventos reais, como a amizade com a atriz Nance O’Neil, que ocorreu apenas anos após o desfecho do processo judicial. Essas escolhas criativas reforçam o caráter dramatizado da obra, que prioriza a construção de uma narrativa ficcional sobre o rigor dos fatos históricos.

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