Paul Keating critica acordo Aukus e alerta para risco de guerra com China
Ex-primeiro-ministro australiano afirma que o pacto de submarinos Aukus vincula o país a um conflito desfavorável contra a China.
Pontos principais
- Paul Keating declarou que o acordo Aukus torna a Austrália um alvo em potenciais conflitos dos EUA.
- O ex-premiê argumentou que os EUA seriam derrotados em um confronto direto contra a China.
- Keating sugeriu que, em caso de derrota, os EUA se retirariam, deixando a Austrália desprotegida.
- O congressista Michael McCaul defendeu o pacto como uma forma de aumentar a segurança australiana.
O ex-primeiro-ministro australiano Paul Keating expressou duras críticas ao acordo de defesa Aukus, que prevê a aquisição de submarinos nucleares pelo país. Segundo Keating, o pacto vincula a Austrália a uma estratégia militar dos Estados Unidos contra a China, colocando a nação em uma posição de vulnerabilidade extrema em caso de um conflito armado na região do Indo-Pacífico.
Keating argumentou que os Estados Unidos seriam derrotados em um confronto direto com a China e, diante disso, recuariam para suas bases em San Diego, deixando a Austrália exposta a retaliações. Em contrapartida, o congressista republicano Michael McCaul defendeu a integração militar, afirmando que a Austrália já é um alvo estratégico e que a aliança com Washington é a melhor forma de garantir a proteção nacional frente às tensões geopolíticas atuais.
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