Levantamento aponta dificuldade na reposição de peças automotivas no Brasil
Estudo da Autoglass revela que carros chineses, modelos de luxo e veículos fora de linha enfrentam longos prazos de espera por peças de reposição.
Pontos principais
- Carros chineses como MG4, Geely EX5 e BYD Shark possuem escassez de vidros e componentes.
- Modelos descontinuados há mais de uma década sofrem com a falta de itens de iluminação.
- Veículos de luxo, como Ferrari e Porsche, dependem de importação com prazos de até 90 dias.
- A frota brasileira possui idade média superior a 11 anos, complicando a gestão de estoques.
Um levantamento realizado pela Autoglass expôs desafios críticos na cadeia de suprimentos de autopeças no mercado brasileiro. A pesquisa aponta que a escassez atinge principalmente três categorias: veículos chineses recém-lançados, modelos de luxo e automóveis descontinuados há mais de dez anos. Enquanto marcas como BYD e Geely enfrentam gargalos na obtenção de vidros e componentes específicos, modelos de alto padrão, como Porsche e Ferrari, dependem de importações que podem levar até 90 dias para serem concluídas.
O cenário é agravado pela idade média da frota nacional, que atualmente supera os 11 anos, exigindo um planejamento estratégico mais robusto na gestão de estoques. A falta de itens de iluminação para carros clássicos, como o Chevrolet Monza e o Volkswagen Golf, exemplifica a dificuldade de manutenção para veículos mais antigos. Essa realidade impõe desafios logísticos constantes para oficinas e proprietários que buscam manter a funcionalidade de seus veículos em um mercado cada vez mais diversificado.
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