Expedição científica brasileira explora abismos do Atlântico
Pesquisadores brasileiros mapeiam a Zona de Fratura Romanche para estudar ecossistemas profundos e o impacto das mudanças climáticas no oceano.
Pontos principais
- A expedição The Gap partiu de Fortaleza para mapear a Zona de Fratura Romanche, que possui 1 mil quilômetros de extensão.
- A equipe utiliza o navio Falkor (Too) e o robô subaquático SuBastian para coletar amostras a 4,5 mil metros de profundidade.
- O estudo investiga a ressurgência equatorial e os efeitos da acidificação dos oceanos na biodiversidade marinha.
- O grupo conta com 25 especialistas de cinco países, incluindo pesquisadores da USP, Univali, UFRGS e UFES.
- A missão tem previsão de término em 26 de outubro, com desembarque em Gana e dados abertos ao público.
Uma expedição científica brasileira iniciou uma jornada de exploração na Zona de Fratura Romanche, uma vasta formação submarina no Oceano Atlântico. Utilizando o navio de pesquisa Falkor (Too) e o robô operado remotamente SuBastian, a equipe de 25 especialistas busca mapear o relevo e coletar amostras biológicas em profundidades que atingem 4,5 mil metros. O projeto conta com a participação de pesquisadores de instituições renomadas, como USP, Univali, UFRGS e UFES, focando na análise de ecossistemas profundos.
O objetivo central da missão é compreender a relação entre a ressurgência equatorial e a vida marinha, além de monitorar os impactos das mudanças climáticas e da acidificação dos oceanos. A iniciativa, apoiada pelo Schmidt Ocean Institute, reforça o compromisso com a transparência científica ao disponibilizar todos os resultados coletados publicamente. A expedição deve concluir suas atividades em 26 de outubro, quando a embarcação chegará ao seu destino final em Gana.
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