Estudo genético revela origem de populações em Xinjiang
Pesquisa indica que metade do DNA em túmulos da Idade do Bronze em Xinjiang provém de agricultores do Rio Amarelo, desafiando teorias anteriores.
Pontos principais
- O cemitério de Tianshanbeilu, em Xinjiang, possui mais de 700 túmulos da Idade do Bronze.
- Análises genéticas mostram que 50% do DNA dos restos mortais tem origem em agricultores do Rio Amarelo.
- O estudo refuta a hipótese de que o local era ocupado exclusivamente por nômades da estepe.
Um novo estudo genético realizado no cemitério de Tianshanbeilu, em Xinjiang, trouxe descobertas significativas sobre a composição populacional da região durante a Idade do Bronze. Ao analisar os restos mortais encontrados no local, que é o mais antigo sítio de sepultamento conhecido na área com mais de 700 túmulos, pesquisadores identificaram que metade do DNA dos indivíduos tem origem em agricultores do Rio Amarelo.
Essa revelação desafia o consenso científico anterior, que sustentava a teoria de que os ocupantes da região seriam predominantemente nômades da estepe que migraram para o leste. A descoberta altera a compreensão sobre as dinâmicas de migração e o intercâmbio cultural na Ásia Central, evidenciando uma integração populacional mais complexa do que se supunha anteriormente entre as comunidades agrícolas e os grupos nômades da época.
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