Escritores exigem prova de vida de autores detidos na Eritreia
Mais de 180 autores, incluindo ganhadores do Nobel, pedem informações sobre 12 escritores mantidos incomunicáveis pelo governo da Eritreia desde 2001.
Pontos principais
- Carta aberta foi enviada ao presidente Isaias Afwerki.
- Doze escritores estão detidos sem contato externo há mais de duas décadas.
- Iniciativa marca os 25 anos da repressão à imprensa independente no país.
- Signatários incluem os premiados com o Nobel Olga Tokarczuk e JM Coetzee.
Mais de 180 escritores de renome internacional assinaram uma carta aberta endereçada ao presidente da Eritreia, Isaias Afwerki, exigindo informações sobre o paradeiro de 12 autores detidos pelo governo desde 2001. Entre os signatários da petição estão os ganhadores do prêmio Nobel Olga Tokarczuk e JM Coetzee, que se uniram para pressionar o regime por uma prova de vida dos intelectuais mantidos incomunicáveis.
A mobilização ocorre no momento em que se completam 25 anos de uma severa repressão estatal contra a imprensa independente e a liberdade de expressão na Eritreia. A iniciativa busca romper o silêncio sobre o destino desses escritores, que foram presos durante uma onda de censura governamental e permanecem em situação de desaparecimento forçado, sem acesso a julgamentos ou contato com familiares.
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