Von der Leyen defende desaceleração no desenvolvimento de IA
Presidente da Comissão Europeia propõe cooperação internacional para conter riscos de modelos avançados de inteligência artificial.
Pontos principais
- Ursula von der Leyen classificou a IA como o segundo ponto de inflexão tecnológico da atualidade.
- A UE pretende colaborar com Canadá e Reino Unido em avaliação, verificação e segurança de modelos.
- A proposta visa mitigar riscos de invasões cibernéticas facilitadas por modelos de fronteira.
- A Comissão Europeia planeja organizar debates com líderes da indústria em novembro de 2026.
- O bloco europeu busca aumentar a capacidade de computação e o investimento em startups locais.
- A UE detém menos de 5% do investimento global em IA, comparado a 80% nos Estados Unidos.
No discurso sobre o Estado da União, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu uma desaceleração no desenvolvimento de modelos de IA de fronteira. A medida responde a preocupações sobre o potencial disruptivo da tecnologia, que pode facilitar ciberataques de alta complexidade e ameaçar a segurança das infraestruturas europeias.
Para enfrentar o desafio, a UE planeja estabelecer parcerias estratégicas com o Canadá e o Reino Unido focadas em verificação, avaliação e sistemas de alerta precoce. A estratégia busca transformar a liderança regulatória do bloco em poder tecnológico, incentivando o uso da IA em setores como saúde e defesa, enquanto tenta reduzir a dependência de modelos estrangeiros através de novos investimentos públicos e privados.
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