Cade aprofunda análise da compra da Medley pela EMS
O órgão antitruste investiga riscos de concentração de mercado na compra da Medley pela EMS, avaliada em R$ 3,2 bilhões.
Pontos principais
- A operação foi classificada como complexa pela Superintendência-Geral do Cade.
- Há preocupações com a alta concentração em medicamentos para infertilidade e enxaqueca.
- A participação combinada em estimulantes da ovulação pode atingir até 100% do mercado.
- O negócio envolve 253 medicamentos e foi anunciado em março.
- Empresas têm 15 dias para apresentar propostas de mitigação de riscos.
A Superintendência-Geral do Cade decidiu aprofundar a análise sobre a compra da farmacêutica Medley pela EMS, operação avaliada em R$ 3,2 bilhões. O órgão antitruste classificou o negócio como complexo, citando preocupações com a possível concentração de mercado em categorias específicas, como medicamentos para enxaqueca e estimulantes da ovulação. Em alguns segmentos, a participação combinada das companhias poderia atingir entre 90% e 100% das unidades vendidas no país.
Diante do cenário, o Cade estabeleceu um prazo de 15 dias para que as empresas apresentem informações adicionais e possíveis propostas para mitigar os riscos concorrenciais identificados. A transação, que envolve um portfólio de 253 medicamentos, segue sob escrutínio regulatório com prazo final para decisão fixado em 22 de janeiro de 2027. A medida visa garantir que a fusão não prejudique a livre concorrência e o acesso dos consumidores a tratamentos essenciais.
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