Brasil volta ao radar de investidores globais como mercado de ativos reais
O Brasil atraiu R$ 25 bilhões em capital estrangeiro na B3 em 2026, consolidando-se como um destino de investimentos em commodities e infraestrutura.
Pontos principais
- O Brasil recebeu R$ 25 bilhões de capital estrangeiro na B3 ao longo de 2026.
- Alexandre Bettamio, do Bank of America, descreve o país como um 'prato exótico' para o mercado global.
- O fluxo de capital mundial segue concentrado nos EUA, que detêm 63% dos investimentos nos últimos 15 anos.
- Especialistas apontam a necessidade de um choque de gestão fiscal em 2027 para viabilizar a queda de juros.
O Brasil retomou sua posição no radar de investidores internacionais em 2026, atraindo R$ 25 bilhões para a B3 com foco em setores de commodities e infraestrutura. Segundo Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America, o país é visto atualmente como um mercado de ativos reais, embora ainda ocupe um papel secundário diante do excepcionalismo econômico dos Estados Unidos, que concentram 63% do fluxo global de capital na última década e meia.
Para consolidar essa atratividade e buscar a recuperação do grau de investimento, o mercado aguarda medidas concretas do governo em 2027. A expectativa é que um choque de gestão fiscal permita a redução das taxas de juros, tornando o ambiente de negócios brasileiro mais competitivo frente aos benchmarks globais e reduzindo a percepção de risco que ainda limita o apetite de grandes fundos estrangeiros.
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