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Ministério da Saúde classifica mudanças climáticas como crise pública

Alexandre Padilha alerta para impactos climáticos na saúde e projeta efeitos severos do El Niño no Brasil até 2027.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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16/09 às 17:31

Pontos principais

  • O ministro Alexandre Padilha definiu as mudanças climáticas como uma crise de saúde pública global e nacional.
  • Dados da OMS indicam que uma em cada quatro mortes no mundo possui relação com fatores climáticos.
  • O governo monitora a expansão do Aedes aegypti e o aumento de doenças crônicas causadas pelo calor extremo.
  • A previsão é de que o El Niño de 2026 seja o mais intenso da série histórica, com impactos até março de 2027.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que as mudanças climáticas configuram uma crise de saúde pública tanto no cenário global quanto no Brasil. Segundo o titular da pasta, a alteração nos padrões ambientais tem impulsionado a proliferação do mosquito Aedes aegypti em novas regiões e agravado quadros de doenças crônicas decorrentes do calor extremo. A Organização Mundial da Saúde reforça a gravidade do tema, estimando que 25% das mortes registradas mundialmente estejam diretamente ligadas a fatores climáticos.

Diante desse cenário, o governo federal intensifica o monitoramento para o próximo ciclo do fenômeno El Niño, projetado para 2026. As autoridades preveem que este evento pode atingir a maior intensidade da série histórica, com efeitos climáticos severos que devem persistir até março de 2027. O Ministério da Saúde busca preparar a rede pública para enfrentar os desafios sanitários decorrentes dessas variações, que exigem estratégias de adaptação e resposta rápida para mitigar os riscos à população brasileira.

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