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Família processa rede internacional por fraude de US$ 6,7 mi em obras de Warhol

Investidor imobiliário acusa rede global de vender mais de 200 obras falsas de Andy Warhol, envolvendo galeristas e falsificadores no Peru e EUA.

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16/09 às 17:49

Pontos principais

  • O investidor Richard Perlman e sua família adquiriram mais de 200 obras falsas entre 2023 e 2024.
  • A fraude foi descoberta após especialistas da Christie's levantarem suspeitas sobre a autenticidade das peças.
  • O esquema envolvia a fabricação de obras no Peru, que eram enviadas aos EUA com valores declarados de apenas US$ 30.
  • O galerista de Miami, Leslie Roberts, já se declarou culpado por fraude eletrônica e aguarda sentença.
  • O negociante de arte Nathan Isen, da Dane Fine Art, também é réu no processo e teve sua galeria alvo de busca do FBI em julho.
  • A rede utilizava e-mails falsos em nome da Fundação Andy Warhol e especialistas fictícios para validar as obras.

O investidor imobiliário Richard Perlman e sua família moveram uma ação judicial em Miami contra uma rede internacional acusada de orquestrar um esquema de falsificação de obras de Andy Warhol. O grupo teria movimentado mais de US$ 6,7 milhões em vendas de pinturas e impressões falsas, incluindo retratos de figuras como a Rainha Elizabeth II e Liza Minnelli, entre 2023 e 2024. A fraude foi revelada após uma avaliação da casa de leilões Christie's questionar a procedência dos itens adquiridos pela família.

O processo aponta uma estrutura complexa de "fornecedores, autenticadores falsos e distribuidores" espalhados pela Flórida, Filadélfia e Peru. Entre os citados estão o galerista Leslie Roberts, que já confessou crimes de fraude eletrônica, e o negociante Nathan Isen, cuja galeria Dane Fine Art foi alvo de uma operação do FBI em julho. A defesa dos acusados, incluindo a de Isen, nega as alegações de conspiração e planeja contestar as acusações no tribunal.

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