Expansão de datacenters para IA deve triplicar lixo eletrônico global
Relatório aponta que o crescimento acelerado de datacenters para IA gerará um volume massivo de resíduos tóxicos nas próximas duas décadas.
Pontos principais
- A geração de lixo eletrônico por datacenters deve triplicar nos próximos 25 anos.
- O volume de resíduos acumulado seria suficiente para circundar o globo seis vezes em contêineres.
- Equipamentos descartados contêm substâncias tóxicas como chumbo, mercúrio e cádmio.
- Falta um planejamento global para o descarte adequado e a reciclagem de metais valiosos.
A rápida expansão da infraestrutura de datacenters para suportar o avanço da inteligência artificial está gerando um alerta ambiental significativo. Segundo um relatório da Basel Action Network, o setor deve triplicar a produção anual de lixo eletrônico nas próximas duas décadas, criando um volume de resíduos capaz de preencher contêineres que circundariam o planeta seis vezes. Esse crescimento desenfreado levanta preocupações imediatas sobre a gestão de materiais tóxicos, como chumbo, mercúrio e cádmio, presentes nos servidores e componentes de hardware.
Apesar do impacto ambiental projetado, o relatório destaca a ausência de planos estruturados para o descarte responsável desses equipamentos. Além do risco de contaminação por substâncias persistentes, a indústria enfrenta dificuldades técnicas para recuperar metais valiosos contidos nos dispositivos, o que agrava o desperdício de recursos. A falta de políticas de economia circular para o setor de tecnologia ameaça transformar a corrida pela liderança em IA em um desafio ambiental de proporções globais.
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