Comitê recomenda que expansão de Heathrow seja condicionada a custos de CO2
Conselho climático britânico sugere que companhias aéreas paguem pela remoção de carbono para viabilizar a ampliação do aeroporto de Heathrow.
Pontos principais
- O Comitê de Mudanças Climáticas do Reino Unido alerta que a expansão de Heathrow viola metas de carbono.
- A construção de uma terceira pista e novos terminais ameaça o compromisso de emissões líquidas zero até 2050.
- A recomendação exige que a indústria aérea arque com os custos de tecnologias de remoção de CO2 da atmosfera.
- O governo britânico ainda avalia as condições para permitir o crescimento da infraestrutura aeroportuária.
O Comitê de Mudanças Climáticas do Reino Unido emitiu um alerta sobre os impactos ambientais da expansão do aeroporto de Heathrow. Segundo o órgão, a construção de uma terceira pista e de novos terminais é incompatível com os orçamentos de carbono estabelecidos pelo país, tornando a meta de emissões líquidas zero até 2050 inalcançável sob as políticas atuais.
Para mitigar os danos, o conselho propõe que o governo condicione qualquer autorização de crescimento à obrigatoriedade de as companhias aéreas financiarem a remoção de dióxido de carbono da atmosfera. A medida visa internalizar os custos ambientais da aviação, garantindo que a expansão da infraestrutura não comprometa os compromissos climáticos nacionais assumidos pelo governo britânico.
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