Cientistas explicam como anãs brancas se tornam estrelas de nêutrons
Pesquisadores da ETH Zurich mapearam o processo de colapso induzido por acreção, revelando como anãs brancas evoluem para estrelas de nêutrons.
Pontos principais
- O colapso induzido por acreção (AIC) ocorre quando anãs brancas absorvem massa de estrelas companheiras.
- O fenômeno exige uma taxa de acreção específica para evitar explosões de novas que impediriam o colapso.
- Diferente de supernovas, o processo AIC é rápido e emite pouca matéria, dificultando sua detecção astronômica.
- Simulações 3D mostram que material rico em nêutrons emerge em latitudes médias durante a transformação.
Pesquisadores da ETH Zurich utilizaram simulações computacionais em 3D para desvendar o mecanismo de colapso induzido por acreção, um processo raro que transforma anãs brancas em estrelas de nêutrons. O fenômeno ocorre quando uma anã branca composta de oxigênio, neônio e magnésio acumula matéria de uma estrela companheira, atingindo uma massa crítica sem desencadear uma explosão termonuclear catastrófica. Para que o colapso ocorra, a taxa de acreção deve permanecer dentro de uma janela estreita, garantindo que a estrela colapse silenciosamente sob sua própria gravidade.
A descoberta é relevante por explicar a origem de estrelas de nêutrons que não resultam de supernovas convencionais. Por ser um evento rápido e com baixa emissão de matéria, o AIC é extremamente difícil de ser observado pelos telescópios atuais. As simulações indicam que a distribuição de material rico em nêutrons nas latitudes médias da estrela durante a transição altera a assinatura observável do evento, oferecendo aos astrônomos novas pistas para identificar esses objetos extremos no cosmos.
Comentários
Carregando comentários...
