Empresas de tecnologia oferecem pacotes bilionários para viabilizar data centers
Gigantes da tecnologia propõem investimentos recordes em comunidades locais para reduzir a resistência à construção de novos data centers de IA.
Pontos principais
- O projeto em Frederick County, Maryland, prevê um pacote de US$ 110 milhões, incluindo uma escola de US$ 30 milhões e sistemas de reúso de água.
- A proposta em Maryland estima um aumento de 40% na arrecadação de impostos locais, totalizando US$ 215 milhões anuais após a conclusão.
- Empresas como Amazon, Microsoft e Oracle estão adotando estratégias para arcar com custos de infraestrutura elétrica e evitar repasses a consumidores.
- A Microsoft contestou reguladores em Wisconsin para garantir que custos de expansão de rede não fossem cobrados de clientes residenciais.
- Google e Amazon realizaram lobby na Virgínia para financiar diretamente upgrades de transmissão de energia em vez de permitir taxas extras nas contas de luz.
- Cerca de 500 projetos de data centers nos EUA enfrentam atrasos devido a moratórias e preocupações locais com consumo de água, energia e poluição sonora.
Diante da crescente resistência de comunidades locais e reguladores, empresas de tecnologia estão alterando sua abordagem para viabilizar a construção de data centers voltados à infraestrutura de IA. O setor tem buscado oferecer benefícios tangíveis, como a construção de escolas, centros de treinamento e sistemas de preservação ambiental, em vez de apenas promessas econômicas genéricas. Em Frederick County, Maryland, um pacote de US$ 110 milhões busca obter a aprovação para um campus que contará com a presença da Amazon e da Aligned Data Centers.
Além dos investimentos diretos em infraestrutura pública, as companhias têm se posicionado ao lado dos consumidores em disputas tarifárias de energia. Em casos recentes na Virgínia e em Wisconsin, gigantes como Google e Microsoft pressionaram reguladores para assumir os custos de upgrades na rede elétrica, evitando que o ônus financeiro fosse repassado aos usuários finais. Essa estratégia visa contornar as críticas sobre o alto consumo de recursos dessas instalações, que atualmente mantêm centenas de projetos paralisados por questões legais e ambientais em todo o território americano.
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