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Colecionáveis de luxo ganham espaço como nova classe de ativos

Startups permitem que investidores negociem cotas de bens de luxo, atraindo alta renda, mas especialistas alertam para riscos de liquidez.

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Foto: Times Brasil
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15/09 às 09:32

Pontos principais

  • Startups como Luxus e Konvi criaram estruturas para fracionar itens de luxo como bolsas e carros.
  • A estratégia atrai investidores de alta renda que buscam preservação de valor e prestígio.
  • Dados indicam que a Geração Z destina 56% de seus gastos a itens colecionáveis.
  • Analistas comparam a volatilidade desses ativos à de criptomoedas e arte contemporânea.
  • Riscos operacionais incluem custos com segurança, seguros e a ameaça de falsificações.

O mercado de itens de luxo, como relógios, bolsas e automóveis, está sendo transformado em uma nova classe de ativos financeiros por meio de plataformas especializadas. Empresas como a Luxus e a alemã Konvi permitem que investidores adquiram cotas desses bens, possibilitando a negociação em mercados secundários. A iniciativa busca atender investidores de alta renda que veem nos objetos físicos uma forma de preservar patrimônio e obter prestígio, um movimento impulsionado pelo interesse crescente da Geração Z em colecionáveis.

Apesar da inovação, especialistas do setor financeiro recomendam cautela ao tratar esses itens como investimento. A volatilidade é comparada à de criptomoedas e arte contemporânea, com desafios significativos relacionados à baixa liquidez e à dependência de nichos específicos. Além disso, a operação exige atenção rigorosa a custos de manutenção, como seguros e segurança, bem como a mitigação de riscos operacionais críticos, como a autenticidade dos produtos e a ameaça de falsificações no mercado.

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